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13.10.16

Beetlejuice

Beetlejuice
Tim Burton
1988
Filme

Finalmente tive a oportunidade de ver aquele que é o "filme mais Burton do Burton" :p

Um casal vive na maior das felicidades, por vezes atormentados por uma imobiliária que lhes quer vender a casa. Ela acaba por o conseguir. Depois deles terem um acidente de automóvel. E voltarem como fantasmas. E o pior é que a nova família está a mudar toda a decoração da casa!

Este é um filme sobre fantasmas, mas sobre os aspectos técnicos de se ser um fantasma. Isto é, pode ser estranho ser um deles, mas será que poderemos ter uma morte normal? Viver felizes para sempre após a morte? No fundo, é um filme que nos mostra como podemos ser bizarros mas ainda assim ter uma família e sermos amados, apesar de todas as nossas pequenas estranhezas.

O ambiente é fascinante, em muito ajudado pelo detalhe nos cenários e guarda-roupa. Os personagens são cativantes e, mesmo que assustadores (não digas o nome dele três vezes!) sempre envoltos numa aura de comédia. E a segurança social do outro mundo é absolutamente hilariante!

Também temos uma banda sonora exemplar que ajuda os personagens a fazerem as suas tropelias.

Enfim, fartei-me de rir com este filme e, apesar de um susto ou outro, quase que dá vontade de ser fantasminha também :)

Em Busca do Tempo Perdido 6 - A Fugitiva

Em Busca do Tempo Perdido 6 - A Fugitiva
Marcel Proust
1927
Romance
 
Continuemos a ganhar tempo com a busca pelo tempo perdido! =D 

O que acontece em "A Fugitiva"? Vou já mandar o spoiler. A Albertina morre. E o narrador processa as 200 páginas seguintes a pensar nela e a tentar viver com isso. Acaba por confirmar que as suas suspeitas sobre o mundo de Gomorra não eram infundadas, mas também nunca nos dá a certeza: ele próprio não pode ter a certeza, pois tudo neste universo é absolutamente manipulado para o prazer das pessoas certas.

Isso continua a provar-se através das atitudes dos Srs. Guermantes e do reaparecimento de Gilberta, que passa a tornar-se o foco central da atenção do narrador. Mais uma vez debatemos assuntos como o anti-semitismo, mas o ambiente é tão deslocado da realidade que as conclusões não são de todo lineares e nunca ficamos a saber o que "é de bem" para estas pessoas.

Proust escreve de forma maravilhosa, apesar de tudo. Os acontecimentos não são de todo importantes: prova-se com este livro que o prazer da leitura desta obra não está no conteúdo, mas sim na forma. É fabuloso como um autor tem a capacidade de nos levar por um mundo de palavras que, por si só, não possuem qualquer significado, mas que todas juntos nos trazem imagens de uma beleza quase fatídica.

Estou ansiosa pelo último volume, para ver como termina a grande saga!

Os Goonies

Os Goonies
James Kahn
1985
Juvenil


Neste caso, também nunca vi o filme. Devo dizer que fiquei com imensa vontade de o ver! Um livrinho de aventuras de adolescentes como já não lia desde... Bem... Desde que era adolescente! =D

Um miúdo encontra no sótão um mapa do tesouro. Dedicados a levar esta aventura até ao fim, porque será o último fim-de-semana no seu bairro (a ser destruído para construir um campo de golfe) encontram um grupo de mafiosos e grutas fantasmagóricas e piratas! A história é muito engraçada, mas o que realmente me cativou foi a forma como tudo está escrito. As palavras deste miúdo são simples, directas e bem inseridas dentro da sua época, o que me remete para um passado de noites de Natal a ver este tipo de filme.

Os personagens estão bem desenvolvidos e cada um tem a sua própria voz dentro da narrativa. As descrições são vivas e claras e podemos realmente sentir-nos como se estivéssemos realmente a viver toda esta aventura pelos nossos próprios olhos.

Um livro simples e acessível, que será libertado por aí para quem mais o quiser ler :)

História que Há-de Ser

História Que Há-de Ser
Manuela Ribeiro
2016
Livro Infantil

No Picnic BookCrossing este uma autora de livros infantis que nos presenteou com algumas das suas obras. Li o que me calhou com todo o gosto, embora tenha alguns elementos a apontar que, infelizmente, não apreciei.

A história é simples e penso que já a ouvimos muitas vezes. Será, então, uma história que ainda não o é. Mas nunca nos é explicado qual vai ser a real história. Porque a acção não evolui após a conclusão e nada nos diz sobre o futuro dos pequenos personagens que nos aparecem. A escrita parece estar dirigida a um público de pequeninos muito microscópicos, o que me parece super-fofinho mas que, no meu cérebro adulto, não consegui deixar de achar um pouco limitada.

As ilustrações perdem-se um pouco pela falta de clareza. Apesar de a opção do papel de alumínio para o boneco de neve ser uma ideia engraçada, seria mais natural que este fosse, bem... Branco. A paleta de cores parece ser muito escura e não nos remete a um ambiente invernal, acabando por ser um pouco opressora.

De resto, parece-me que esta história funcionaria muito melhor "contada" a viva voz em vez de em formato de leitura.

Choque de Titãs

Choque de Titãs
Alan Dean Foster
1981
Ficção Científica

Um dia, ia eu em busca de uma pizza, vi um livro no chão. Imediatamente o apanhei, tadinho. Mais à frente, vi outro livro no chão! Ai! Afinal, eram caixotes e caixotes de livros abandonados! Consegui salvar os dois que estavam na calçada, sendo que um deles foi este :)

Repare-se que nunca vi o filme homónimo.

Um dos filhos de Zeus tem uma vida agradável até ao momento em que a invejosa deusa Tétis o mete numa alhada. A partir daí, para poder salvar a sua amada Andrómeda, Perseu terá de lutar contra uma diversidade de monstros e até mesmo um titã daqueles à moda antiga!

A escrita é muito simples, num ponto que chega a ser quase má. Existem vários erros de lógica e narrativa, mas podemos perdoar tudo considerando o género em que o livro está inserido (um pouco de pulp, um pouco de sci-fi...). Infelizmente, acabei por não o apreciar tanto por conhecer tão bem a mitologia grega, que era um dos meus passatempos infantis.

Este livro faz uma grande misturada de lendas e mitos, que na realidade se passariam em diferentes momentos do ideário grego. As descrições são bastante coloridas, o que retira muito da aura clássica que nos era sugerida ao início.

Para além disso, não há qualquer caracterização ou desenvolvimento dos personagens principais, sendo que o poeta renegado acaba por ser a pessoa mais interessante de todo o livro.

Estará disponível para novas viagens e provavelmente será, desta vez, abandonado com todos os cuidados de forma a ser apanhado por alguém que goste dele :)

Shokugeki no Souma: Ni no Sara

Shokugeki no Souma: Ni no Sara
Yonetani Yoshimoto - J.C. Staff
Anime - 13 Episódios
2016
7 em 10
 
O último anime da season que passou. Estava ansiosa por ver a segunda season desta série de que gostei tanto, mas confesso que me desapontou bastante. 

Esta season começa onde nos tinham deixado, num suposto concurso de culinária em que os vencedores anteriores terão de competir uns contra os outros para nos dar a provar os melhores pratos de sempre. É exagerado, sim. As comidas serão saborosas. Tudo isso faz parte. Mas existe nesta season uma imensa quebra de ritmo, em que tudo parece estar um pouco acelerado para poder fazer valer algumas dicas que não têm assim tanta graça.

Para além disso, esta season revela graves falhas conceptuais no respeitante a segurança e higiene alimentar. Desculpem lá, eu fartei-me de estudar isto. Algumas coisas fizeram-me uma estupenda confusão: como podem admitir semelhantes actos numa cozinha supostamente exemplar? Argumentam "é assim que eles fazem lá" ou "é assim a tradição", mas isto revela uma falta de respeito pela vida e pela indústria alimentar que me parece imperdoável. Nem tudo o que é feito por aí à volta do mundo está certo! Nem todas as tradições são belas e saborosas! Um anime que passa para um público adolescente deveria pelo menos demonstrar como tudo deve ser feito correctamente.

Ou então vamos ali à Praça de Toiros de Santarém comer uma deliciosa alcatra de toiro bravo, que sabe muito melhor porque um animal vivo foi retalhado em pedaços perante uma assistência de homenzinhos de bigode. Mas isso não aparece em anime, não é? Se aparecesse se calhar já era uma coisa boa.

Voltando ao anime propriamente dito, falemos da animação. Não está, de todo, tão boa como na season anterior. As comidas parecem menos belas e apetecíveis, os métodos de preparação são muito menos claros e, no geral, as sequências animadas são menos cativantes.

Musicalmente, não temos nada a apontar.

Fiquem com a minha revolta.

11.10.16

Orange

Orange
Hamasaki Hiroshi - Telecom Animation Film
Anime - 13 Episódios
2016
6 em 10

Este anime tem uma premissa curiosa. Um grupo de pessoas escreve para o passado para que, enquanto são adolescentes, possam salvar a vida a um dos seus amigos.

Temos, assim, uma história interessante, mas que acaba por se tornar um pouco repetitiva. Isto é, a obsessão dos personagens em salvar o seu amigo é tanta que começam a fazer tudo por ele de forma a que tudo se assemelha a um mimo injustificado. Viver assim deve ser bom, é verdade, mas são estes personagens tão encantadores que isto seja realista?

É o grande problema do anime. Todos os personagens são demasiado bons. São todos excelentes pessoas e ninguém parece ter defeitos que afectem realmente as suas relações, excepto talvez a personagem principal que está sempre fragilizada. Isto acontece de forma algo exagerada, pelo que todas as acções perdem realismo perante as atitudes dos personagens. Todos boas pessoas, mas sem qualquer tipo de atitude voluntária.

Isto acaba por fazer com que, confrontados com o facto de que existe um futuro onde eles têm as suas vidas, ignorem completamente esta perspectiva e admitam: "existem mundos paralelos". Ora, nem sequer se coloca a questão que as suas vidas futuras sejam totalmente alteradas, sendo que salvar o amigo (altamente traumatizado pelo passado e tal) se torna uma prioridade tal que todas as perspectivas do que virá a acontecer caem por terra. Assim, destrói-se um potencial futuro para dar lugar a outro. Porque é que um é mais importante que outro?

Porque é que o amigo é mais importante que *nós*?

De resto, a arte é bastante interessante, com um bom uso de uma paleta de cores dentro dos dourados que nos remete às estações do ano. A animação propriamente dita não é muito clara, já que não existem grandes cenas de acção. Já o design dos personagens é frágil, já que é usado simplesmente para que os personagens possam chorar de forma bonita a toda a hora.

Musicalmente temos temas que nos indicam desde logo que este é um anime melodramático e trágico.

No geral, uma boa experiência e um bom shoujo, mas que na sua concepção narrativa tem falhas amadoras imperdoáveis.