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13.10.16

História que Há-de Ser

História Que Há-de Ser
Manuela Ribeiro
2016
Livro Infantil

No Picnic BookCrossing este uma autora de livros infantis que nos presenteou com algumas das suas obras. Li o que me calhou com todo o gosto, embora tenha alguns elementos a apontar que, infelizmente, não apreciei.

A história é simples e penso que já a ouvimos muitas vezes. Será, então, uma história que ainda não o é. Mas nunca nos é explicado qual vai ser a real história. Porque a acção não evolui após a conclusão e nada nos diz sobre o futuro dos pequenos personagens que nos aparecem. A escrita parece estar dirigida a um público de pequeninos muito microscópicos, o que me parece super-fofinho mas que, no meu cérebro adulto, não consegui deixar de achar um pouco limitada.

As ilustrações perdem-se um pouco pela falta de clareza. Apesar de a opção do papel de alumínio para o boneco de neve ser uma ideia engraçada, seria mais natural que este fosse, bem... Branco. A paleta de cores parece ser muito escura e não nos remete a um ambiente invernal, acabando por ser um pouco opressora.

De resto, parece-me que esta história funcionaria muito melhor "contada" a viva voz em vez de em formato de leitura.

Choque de Titãs

Choque de Titãs
Alan Dean Foster
1981
Ficção Científica

Um dia, ia eu em busca de uma pizza, vi um livro no chão. Imediatamente o apanhei, tadinho. Mais à frente, vi outro livro no chão! Ai! Afinal, eram caixotes e caixotes de livros abandonados! Consegui salvar os dois que estavam na calçada, sendo que um deles foi este :)

Repare-se que nunca vi o filme homónimo.

Um dos filhos de Zeus tem uma vida agradável até ao momento em que a invejosa deusa Tétis o mete numa alhada. A partir daí, para poder salvar a sua amada Andrómeda, Perseu terá de lutar contra uma diversidade de monstros e até mesmo um titã daqueles à moda antiga!

A escrita é muito simples, num ponto que chega a ser quase má. Existem vários erros de lógica e narrativa, mas podemos perdoar tudo considerando o género em que o livro está inserido (um pouco de pulp, um pouco de sci-fi...). Infelizmente, acabei por não o apreciar tanto por conhecer tão bem a mitologia grega, que era um dos meus passatempos infantis.

Este livro faz uma grande misturada de lendas e mitos, que na realidade se passariam em diferentes momentos do ideário grego. As descrições são bastante coloridas, o que retira muito da aura clássica que nos era sugerida ao início.

Para além disso, não há qualquer caracterização ou desenvolvimento dos personagens principais, sendo que o poeta renegado acaba por ser a pessoa mais interessante de todo o livro.

Estará disponível para novas viagens e provavelmente será, desta vez, abandonado com todos os cuidados de forma a ser apanhado por alguém que goste dele :)

Shokugeki no Souma: Ni no Sara

Shokugeki no Souma: Ni no Sara
Yonetani Yoshimoto - J.C. Staff
Anime - 13 Episódios
2016
7 em 10
 
O último anime da season que passou. Estava ansiosa por ver a segunda season desta série de que gostei tanto, mas confesso que me desapontou bastante. 

Esta season começa onde nos tinham deixado, num suposto concurso de culinária em que os vencedores anteriores terão de competir uns contra os outros para nos dar a provar os melhores pratos de sempre. É exagerado, sim. As comidas serão saborosas. Tudo isso faz parte. Mas existe nesta season uma imensa quebra de ritmo, em que tudo parece estar um pouco acelerado para poder fazer valer algumas dicas que não têm assim tanta graça.

Para além disso, esta season revela graves falhas conceptuais no respeitante a segurança e higiene alimentar. Desculpem lá, eu fartei-me de estudar isto. Algumas coisas fizeram-me uma estupenda confusão: como podem admitir semelhantes actos numa cozinha supostamente exemplar? Argumentam "é assim que eles fazem lá" ou "é assim a tradição", mas isto revela uma falta de respeito pela vida e pela indústria alimentar que me parece imperdoável. Nem tudo o que é feito por aí à volta do mundo está certo! Nem todas as tradições são belas e saborosas! Um anime que passa para um público adolescente deveria pelo menos demonstrar como tudo deve ser feito correctamente.

Ou então vamos ali à Praça de Toiros de Santarém comer uma deliciosa alcatra de toiro bravo, que sabe muito melhor porque um animal vivo foi retalhado em pedaços perante uma assistência de homenzinhos de bigode. Mas isso não aparece em anime, não é? Se aparecesse se calhar já era uma coisa boa.

Voltando ao anime propriamente dito, falemos da animação. Não está, de todo, tão boa como na season anterior. As comidas parecem menos belas e apetecíveis, os métodos de preparação são muito menos claros e, no geral, as sequências animadas são menos cativantes.

Musicalmente, não temos nada a apontar.

Fiquem com a minha revolta.

11.10.16

Orange

Orange
Hamasaki Hiroshi - Telecom Animation Film
Anime - 13 Episódios
2016
6 em 10

Este anime tem uma premissa curiosa. Um grupo de pessoas escreve para o passado para que, enquanto são adolescentes, possam salvar a vida a um dos seus amigos.

Temos, assim, uma história interessante, mas que acaba por se tornar um pouco repetitiva. Isto é, a obsessão dos personagens em salvar o seu amigo é tanta que começam a fazer tudo por ele de forma a que tudo se assemelha a um mimo injustificado. Viver assim deve ser bom, é verdade, mas são estes personagens tão encantadores que isto seja realista?

É o grande problema do anime. Todos os personagens são demasiado bons. São todos excelentes pessoas e ninguém parece ter defeitos que afectem realmente as suas relações, excepto talvez a personagem principal que está sempre fragilizada. Isto acontece de forma algo exagerada, pelo que todas as acções perdem realismo perante as atitudes dos personagens. Todos boas pessoas, mas sem qualquer tipo de atitude voluntária.

Isto acaba por fazer com que, confrontados com o facto de que existe um futuro onde eles têm as suas vidas, ignorem completamente esta perspectiva e admitam: "existem mundos paralelos". Ora, nem sequer se coloca a questão que as suas vidas futuras sejam totalmente alteradas, sendo que salvar o amigo (altamente traumatizado pelo passado e tal) se torna uma prioridade tal que todas as perspectivas do que virá a acontecer caem por terra. Assim, destrói-se um potencial futuro para dar lugar a outro. Porque é que um é mais importante que outro?

Porque é que o amigo é mais importante que *nós*?

De resto, a arte é bastante interessante, com um bom uso de uma paleta de cores dentro dos dourados que nos remete às estações do ano. A animação propriamente dita não é muito clara, já que não existem grandes cenas de acção. Já o design dos personagens é frágil, já que é usado simplesmente para que os personagens possam chorar de forma bonita a toda a hora.

Musicalmente temos temas que nos indicam desde logo que este é um anime melodramático e trágico.

No geral, uma boa experiência e um bom shoujo, mas que na sua concepção narrativa tem falhas amadoras imperdoáveis.

Ace Attorney

Ace Attorney
Watanabe Ayumu - A-1 Pictures
Anime - 24 Episódios
2016
4 em 10

Terminou finalmente a season de Verão e, assim, começarei a comentar os pouquíssimos animes que estava a ver. Este já veio de season anterior, com 24 episódios.

Ora, eu já tinha ouvido falar muitas vezes de Ace Attorney, um jogo genial em que teríamos de fazer de advogado de defesa e descobrir os verdadeiros culpados de casos diversificados. Assim, pensei em ver o anime para ficar a conhecer um pouco melhor sobre o franchise. Infelizmente, o anime falha em todos os aspectos e será, talvez, o pior anime que vi durante este ano (sem contar com coisas que até me abstive de comentar aqui).

Para começar, as histórias não fazem sentido. Talvez os mistérios sejam fascinantes quando jogamos o jogo, mas no formato de anime tornam-se bastante ridículos. Porque os tribunais não são assim e na vida real os advogados não são detectives (como a América nos mentiu...). O exagero é patente em todos os aspectos e, neste caso, não funciona de todo.

Os personagens também não sofrem qualquer tipo de caracterização e as suas relações são exageradas a um ponto quase fatalista, na medida em que perdem um eventual realismo que poderiam ter ao início. Os designs são a coisa mais pavorosa que vi nos últimos tempos, assim como a animação no geral. Não há qualquer cuidado e os valores de produção parecem infelizmente baixos, pelo que talvez tivesse sido melhor se o anime tivesse apenas uma season e tivessem aproveitado coerentemente o seu orçamento. O exagero é tal que isto se torna uma dor para os olhos.

Estava ansiosa por ver o já mitológico "objection", mas nada ocorre da forma que esperava. As vozes são medianas e a música mal definida.

Por enquanto, o pior anime do ano.

Vividred Operation

Vividred Operation
Takamura Kazuhiro - A-1 Pictures
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10

Este anime é tido, na generalidade, como um divisor de opiniões. Dizem que ou é excelente ou categorizam-no dentro da espécie do "é tão mau que é bom". Também dizem ser simplesmente mau. Ora, para mim... É um anime perfeitamente normal?

Este anime pega em vários conceitos e géneros, misturando ficção científica com mecha com mahou shoujo. Esta amálgama não torna o anime excelente ou péssimo. Porque simplesmente não traz nada de novo nem de especial à indústria do anime como a conhecemos. Quantos animes não vi já que se assemelham em toda a profundidade a estes temas? Talvez o mais flagrante seja Nanoha.

Enfim, temos então um arco narrativo que nada de diferente tem, sendo que o ponto principal acaba por ser a relação entre personagens. Estas podem ser inclusas em qualquer estereótipo que nos lembremos, porque nada têm de distinguível. Evidentemente que parecem existir para mostrar os seus rabiosques e darem comoventes beijos na testa umas nas outras (fusão!)

A animação não está de todo má. As cores são bastante flagrantes, sendo que os designs dos personagens acabam por fazer algum sentido dentro do contexto. As cenas de acção, que são bastantes, têm bastante fluidez para se enquadrarem na actualidade.

Musicalmente, temos temas repetitivos dentro do género.

Portanto, mais um anime igual a todos os outros. Podemos passar à frente.

A Identidade

A Identidade
Milan Kundera
1997
Romance

O último livro que roubei no Picnic BookCrossing :)

Mais uma vez, Milan Kundera excede os conceitos, com um romance afastado da realidade vulgar e envolto numa área de sonho. Um casal ama-se em tal profundidade que começam a deixar de distinguir a identidade um do outro. Quando a mulher começa a receber misteriosas cartas, a sua relação fragiliza-se a ponto de rotura. Mas quem será o autor destas cartas? É nestas alterações de identidade que o livro se foca, sendo que os personagens deixam exactamente de saber quem são eles próprios e qual a sua conexão com a realidade de casal.

Escrito de forma muito simples, com capítulos extremamente curtos, o livro torna-se bastante fácil de ler e foi uma rapidez terminá-lo. Infelizmente, pareceu-me que a caracterização inicial dos personagens os torna um pouco detestáveis, sendo que o culminar ou reatar da sua relação acaba por nos parecer irrelevante devido à falta de identificação que a que o autor nos remete. Isto é, a ideia é excelente, mas os executantes desta (os personagens) não nos tocam de forma alguma.

Assim, foi um livro que li e que certamente relembrarei, mas que fica aquém de outras obras do autor.