Categorias

Explore this Blog!

Em Português: Anime | Manga | Cosplay | Livros| Banda Desenhada | Filmes | Teatro | Eventos

In English: Cosplay Portfolio (Updating) | SALES

15.6.16

Em teu ventre

Em teu ventre
José Luís Peixoto
2015
Romance

Recebi este livro pelo BookCrossing, a propósito de um ring. Demorei a chegar a ele pelos motivos anteriormente referidos, relativos a um livro gigante.

Neste livro, é-nos relatada uma diferente versão do milagre de Fátima, da perspectiva da pequena Lúcia e da sua mãe. Infelizmente, o romance não está estruturado devidamente, o que torna a leitura confusa, maçuda e muito pouco conclusiva.

Por aquilo que entendi, o autor relembra o dito milagre como se este tivesse sido apenas uma invenção de criança (Lúcia), possivelmente com intenção de chamar a atenção da mãe que se sente divida por uma série de filhas e um filho. Esta invenção sai fora de proporção e a cada novo mês Lúcia tem de colocar novas palavras na boca da Maria para que não aconteça o caos nem a maltratem mais. No entanto, nada disto parece agradar à mãe, que não acredita na história.

A escrita é simples mas, como digo, a estrutura deixa muito a desejar. Parece ter sido um romance escrito sem rumo e em cima do joelho, com cada capítulo um pouco ao improviso. Nunca é esclarecido se o que eu acabei de dizer era o verdadeiro sentido do livro ou não, tal como nunca é esclarecido quem é o narrador das letras pequeninas (penso que seja deus?)

Também não é um livro que caracterize bem a vida da época, sendo que para quem não sabe a história é muito difícil de localizar esta narrativa no tempo e no espaço. Uma pessoa não familiarizada com a cultura portuguesa achará este livro muito confuso.

Foi um pouco desapontante, mas apreciei a leitura de qualquer forma.

Os Bandidos do Tempo

Os Bandidos do Tempo
Terry Gilliam
Filme
1981
6 em 10

Tinha requisitado ao Qui um filme com piada para vermos e ele trouxe-me dois. Acabou por escolher para mim este, que vimos primeiro (o outro veremos assim que possível). Infelizmente, fiquei um pouco desapontada: com Terry Gilliam e actores dos Monty Python esperava realmente algo um pouco diferente.

Um miúdo fascinado pelo passado e pelas guerras do passado vive com os pais que estão obcecados pelos últimos gritos da tecnologia dos electrodomésticos. Até que um dia, um grupo de anões sai do seu armário e ele descobre que, através de um mapa que indica as portas entre o espaço-tempo, ele pode viajar por todas as eras que sempre o fascinaram. No entanto, estes anões desejam apenas roubar as riquezas do passado: por isso são os Bandidos do Tempo.

O nosso grupo viaja por várias eras, sendo que alguns momentos acabam por ter a sua piada (como o do Napoleão, que gosta de coisas pequeninas a baterem umas nas outras). No entanto, a caracterização de cada era está demasiado amadora para o contexto do filme e acaba por parecer quase pouco fantasiosa. Em momento algum conseguimos realmente acreditar que eles viajaram realmente no tempo e que isto não se trata de um simples filme (tal como é). Apenas nos momentos finais, com o casal de ogres, o aspecto recupera um pouco daquilo que se propunha a ser.

Apesar de ser bastante curioso ver tantos anões juntos no mesmo filme, para mais com papéis tão preponderantes (muito bem interpretados, diga-se de passagem), a caracterização dos personagens acaba por parecer curta, sendo que há demasiadas pessoas neste filme para que qualquer uma delas seja digna de nota. Para além disso, o momento final torna toda a narrativa totalmente inconsequente, pois o miúdo acaba por não aprender nada com a sua aventura e não cresce enquanto personagem.

Foi um filme pouco satisfatório, mas ainda assim patenteia o estilo do autor.

As Benevolentes

As Benevolentes
Jonathan Littell
2006 
Romance

Estive este tempo todo sem falar sobre livros porque me remeti a um grande projecto: meu pai ofereceu-me este livro da sua colecção pessoal pelo Natal, leitura que fui adiando devido ao imenso volume que contém. Afinal, são cerca de 900 páginas. 900 páginas de puro terror.

Jonathan Littell é Americano mas escreve, segundo consta, em francês. Este livro será a sua grande obra-prima, contendo um relato muito detalhado dos acontecimentos da segunda guerra mundial, como vistos por um major das SS. O livro compõe-se de várias partes nominadas após temas de peças de música erudita. Isto acaba por caracterizar perfeitamente cada uma das partes deste romance gigantesco e, assim, falarei delas separadamente.

Após uma breve introdução em que o personagem fala um pouco da sua vida actual, em que se encontra como líder de uma grande fábrica de têxteis e tudo é mais ou menos pacífico, o autor remete-nos para uma parte inicial da guerra. Assim começam as Allemandes 1 e 2. Nesta secção, o personagem inicia-se enquanto soldado e é enviado para a Polónia, onde assiste a uma série de horrores cometidos sobre o povo judeu. A partir deste momento é-nos clarificado que quase ninguém neste universo de guerra aprecia realmente matar as pessoas e apenas o faz por obrigação judicial e (quase) moral. No entanto, em todo o lado há loucos. É perdido nessa loucura que ele tenta fazer prevalecer uma opinião superior. Conhece várias pessoas, com as quais trava relações de amizade ou de competitividade, o que vem a ter as suas consequências nos capítulos seguintes. Esta secção introduz-nos a alguns conceitos relativos ao nacional-socialismo vigente na época (o tal nazismo hitleriano) e revela-nos que o ódio perante os judeus não é especificamente dirigido a este povo em particular, mas a todos aqueles que possam diminuir a "qualidade da raça". As opiniões do nazismo são plenamente justificadas através de grandes momentos de debate e discussão entre os personagens. Estes momentos estão presentes ao longo de todo o volume, sendo que o autor revela aqui um grande sentido de pesquisa bibliográfica, de forma a manter um realismo pleno e quase brutalizante. É também curioso observar, através deste livro, o quão desinformados estão os nossos fascistazinhos da época actual (por exemplo, no nacional-socialismo original a comunidade muçulmana é vista como uma espécie de colaborador). Também é introduzida uma das facetas do personagem que virá a ter grandes repercussões no seu futuro: a sua homossexualidade.

Seguidamente, após diversos desentendimentos, Aue (o personagem principal) é enviado para a frente de Estalinegrado. Aqui chamamos de Courante. Aqui, sofre horrores físicos e emocionais que seriam indescritíveis se não estivessem explicados ao longo da narrativa. Existe um elemento constante, que é o mal-estar físico relacionado com problemas gastro-intestinais. Isto fez-me alguma impressão, porque não é de todo agradável ler descrições detalhadas de diarreia e vómito, mas sugeriu-me o meu pai a ideia de que este elemento seja uma personificação, ou objectivização, do mal-estar emocional do personagem. Nesta secção, Aue foi muito mau para mim e pegou-me uma infecção no ouvido: a descrição foi tão horrenda para mim que, pelos vistos, me contaminou e fiquei com dores no mesmo ouvido durante algum tempo. Existem várias descrições de sonho que, progressivamente, se acabam por misturar com a realidade. Assim, ao longo de grande parte da narrativa, deixamos de saber o que é realmente verdadeiro e o que foi apenas mais um dos pesadelos de Aue.

Após ficar ferido em combate por sua própria irresponsabilidade, é tempo de descanso e de Sarabanda. Aqui, encontramos um elemento novo: a irmã gémea de Aue. Ele nutre por esta um sentimento quase patológico de admiração e obsessão sexual, que acabará por levá-lo a uma quase loucura no futuro. Nesta secção, tratamos dos aspectos burocráticos da guerra. Repare-se também que existe uma analogia ao regime soviético, sendo que muitos dos personagens mais extremistas admiram Estaline enquanto líder e gostariam que ele se remetesse para o nacional-socialismo alemão ao invés do socialismo russo: quase como se ambos fossem versões diferentes da mesma coisa (se calhar...?)

Regressamos aos terrores e ao pesadelo constante em Minuet (em Rondós). Desta vez assistimos à parte mais famosa do extermínio judeu durante este regime: os campos de concentração. Apesar de o personagem não visitar o mais famoso dos tempos de hoje, ele relata com muito detalhe a vida nestes lugares, tanto para os residentes como para o corpo policial. Fala da selecção das pessoas e do porquê: estes nacionais-socialistas procuram, por um lado, destruir todos os judeus que possam perturbar a sua pureza de linhagem mas, por outro lado, necessitam de uma força de trabalho constante e saudável que lhes possa construir as armas que necessitam para combater na frente russa. Assim, são eliminados todos aqueles que não podem trabalhar. Isto é, quem pensa que os campos de concentração foram sobretudo difíceis para as crianças, como tantos dos nossos filmes romantizam, pode ficar informado que crianças era coisa que não havia. Eram logo eliminadas, assim como mulheres grávidas (imagem que muito impressionou o nosso Aue), idosos, doentes e todos aqueles que aparentassem ser moderadamente fracos. Ora, apesa de haver esta selecção as condições seriam tão atrozes que nenhuma destas pessoas ficava habilitada para trabalhar após poucas semanas. Aqui está a ironia da coisa, que Aue se esforça ao longo do capítulo para reduzir, encontrando obstáculos na corrupção da sua própria estirpe.

Depois de um momento de doença, Aue refugia-se na abandonada casa da irmã, na Pomerânia, onde se entrega ao Air, num processo de autodescoberta física em que ele expande os horizontes das suas fantasias sexuais solitárias. Acaba por ser uma secção interessante, não tanto pelas descrições horrivelmente detalhadas dos seus actos masturbatórios, mas pelas discussões imaginárias que ele tem com uma série de pessoas, nomeadamente a irmã. Entretanto, havia ocorrido um crime na casa da sua mãe e existe agora um sentimento constante de paranóia perante a perspectiva de ser acusado desse acto.

Finalmente, em Giga, assistimos à destruição final de Berlim e do ideal nacional-socialista. É-nos também explicada a horrível forma como Aue escapa para França e a razão pela qual ele agora tem uma boa vida.

O livro é uma sucessão de imagens grotescas, horrivelmente irónicas. Há sempre um sentimento de terror, de pesadelo, que chegou a transmitir-se aos meus próprios sonhos (o que foi bem chato). Tudo isto pontuado por momentos de grande discussão filosófica acerca das origens deste massacre. É toda uma nova perspectiva sobre a guerra, perfeitamente enquadrada dentro dos acontecimentos reais, que não romantiza, não embeleza, apenas relata com toda a brutalidade o que é o terror de viver isto, quer se esteja do lado dos bons ou do lado dos maus. "As Benevolentes" são apenas referidas na última frase e são, realmente, a figura mitológica apropriada para esta ocasião.

Um livro que não me deu qualquer prazer na leitura, mas que não posso deixar de recomendar. Simplesmente, demasiado bom.

7.6.16

Mad Max: The Road Warrior

Mad Max: The Road Warrior
George Miller
1981
Filme
7 em 10

Por sugestão de Qui, vimos este filme no fim de semana. Por alguma razão, nenhum de nós se conseguia lembrar do nome dado a este tipo de cenário pós-apocalíptico (deserto com carros), sendo que até ao momento não me lembro também. Portanto fui pesquisar: continuo sem encontrar. Quem me ajuda? É o mesmo género que o Hokuto no Ken, se virmos anime.

Adiante!

Este filme do início dos anos 80 mostra-nos uma aventura de Max, um condutor errante por um universo destroçado onde apenas importa uma coisa: a gasolina. Com ela, poderemos chegar a qualquer outro lugar, salvar as nossas vidas, começar uma vida diferente. No entanto, nem sempre é fácil consegui-la. Existem bandos e gangues mais ou menos organizados que se reúnem para roubar gasolina aos passantes, que se organizam em grupos para se poderem defender. Max, no meio disto tudo, é um solitário com um passado triste: ele procura isolar-se, mas acaba por se ver envolvido com variadas pessoas e, devido à sua própria natureza, não pode ignorar os seus apelos por ajuda.

O elemento mais curioso deste filme será, sem dúvida, todo o ambiente em que é passado. O cenário de desolação é cativante, sendo que a forma como a civilização deste futuro está retratada tem as suas nuances que nos levam a dar asas à imaginação. Tudo isto é ajudado por um espectacular guarda-roupa com uma inspiração muito livre, que poderá simbolizar uma série de coisas.

A história é simples, apesar de termos bons actores, com destaque para Mel Gibson que, quase sem falar, consegue demonstrar todos os pequenos detalhes do seu personagem. Se bem que, para mim, o melhor actor é mesmo o cão (de nome "cão"). Tendo isto em conta, trata-se de um filme que se foca sobretudo em carros e camiões em diversas corridas e perseguições. Que explodem frequentemente. E isto é tudo o que poderíamos querer!

Repare-se na data deste filme: 1981. Os efeitos digitais eram pobres nesta altura, e muito caros. Os efeitos especiais deste filme são todos feitos com modelos, com objectos, com um excelente trabalho de edição. Isto é admirável, pois é uma arte que se tem vindo a perder nos dias de hoje.

Gostei muito deste filme e fiquei com bastante vontade de ver o resto da trilogia (o primeiro e o terceiro que, segundo consta, tem a Tina Turner a cantar) :)

2.6.16

Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu

Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu
Omata Shinichi - Starchild Records
Anime - 13 Episódios
2016
6 em 10

Anime que surgiu recomendado no meu clube. 

Trata-se de uma série um pouco diferente, que aborda um tema muito pouco falado, quiçá único. Existe uma espécie de representação tradicional Japonesa, de nome Rakugo, que consiste num contar de histórias, com mais ou menos piada, mais ou menos tragédia. Este anime fala das pessoas talentosas que trouxeram o Rakugo desde o seu auge, no pré-guerra, até à actualidade, em que é uma prática um pouco ignorada.

Tudo começa quando um rapaz, que esteve preso, deseja muito aprender esta técnica e se junta a um mestre. Depois, conta-se-nos a história deste mestre na sua juventude, e do seu melhor amigo, no seu caminho para se tornarem mestres do Rakugo.

Esta técnica, este teatro, acaba por ser a parte mais interessante do anime. As histórias são fascinantes e remeta-se uma grande ovação para os actores de voz, que conseguem estabelecer uma técnica perfeita e uma interpretação sem precedentes. Também são muito bons os cenários e as interpretações imagéticas das histórias contadas, que realmente captam a atenção do espectador.

No entanto, todo o resto da narrativa - relativo à história de amizade entre os dois contadores de histórias - acaba por se tornar numa verdadeira novela mexicana, cheia de voltas, reviravoltas, pessoas que se querem matar, lágrimas e tragédias. Isto retira muito da profundidade dos personagens, sendo que eles acabam por ser muito mais interessantes quando estão a representar do que quando estão a ser eles próprios. Se isto é bom ou mau, deixo a vosso critério.

Assim, este anime acaba por ser mais um spot publicitário a uma arte que se está a perder progressivamente para outras formas de entretinemtno. TErá o seu valor se motivar algum de nós a ir assistir a uma destas performances.

Zootopia

Zootopia
Byron Howard & Rich Moore
2016
Filme
6 em 10

Este tão famoso filme que já deu azo a tanto cosplay finalmente saiu numa qualidade decente para que o possamos ver em casa. Este filme tem o cunho Disney e acaba por ser um pouco diferente do que esta companhia nos tem habituado. Apresenta-se-nos um filme para toda a família, com alguns detalhes especiais para os adultos mas, ainda assim, completamente acessível para todos os que o queiram ver.

Num universo onde os animais deixaram o seu lado selvagem e vivem em humanização, uma pequena coelha deseja por tudo vir a ser polícia. Após muito esforço e muita negatividade, consegue formar-se na academia e é destacada para Zootopia, uma cidade em que todos podem ser aquilo que quiserem. Logo no seu primeiro dia de trabalho, em que se vê ocupada com a tarefa ingrata de passar multas, conhece um raposo aldrabão que lhe mostra que a realidade não é tão feliz como se possa pintar. A partir daí nasce um grande mistério com animais que se tornam selvagens, sendo que os dois têm de formar equipa e resolver o assunto antes que ele se torne incontrolável.

Este filme aborda, essencilamente, uma situação de divisão racial de de classes, tão presente nos Estados Unidos da actualidade. Há uma divisão entre o "bem" e o "mal" (presa vs predador) acentuada e que os personagens desejam eliminar, para que realmente possam todos viver em paz. Cada animal acaba por se apresentar como uam espécie de estereótipo humano, o que poderá não ser muito agradável para as pessoas que se pretende retratar.

Temos uma animação bastante boa, com detalhes muito curiosos, e atenção à anatomia animal real. As texturas estão muito bem trabalhadas, assim como todos os cenários, havendo uma caracterização profunda do ambiente urbano.

No entanto, alguns detalhes narrativos deixam bastante a desejar (e esta parte poderá conter spoilers). Antes de mais, porque é que só existem mamíferos nesta cidade? Onde estão os répteis e as aves? Não existem sequer pombos! Noutro aspecto, porque é que só existem animais selvagens e ovelhas? O que é feito dos outros animais domésticos? Fica também a questão: o que é que os carnívoros comem? E, finalmente, se o antagonista se fazia passar por boa pessoa, porque razão os terá ajudado no caminho para resolverem todo o mistério e o poderem acusar no final?

Devido a estes aspectos, não poderei dar mais do que uma avaliação mediana. No entanto, é um filme bastante divertido. Memorável a cena dos funcionáios das finanças que, tal como na realidade, são todos preguiças.

O Elefante Branco

O Elefante Branco
Henri Troyat
1970
Romance
Quando visitei a Conchas Little Free Library, no Jardim da Quinta das Conchas, a propóstio de um assunto do BookCrossing, tinha levado um livro para deixar, com intenção de trazer outro. Trhouxe dois, um dos quais já li. O outro era este. Decidi trazaer este porque me oi contado que o senhor que o tinha deixado gostava muito destes livros e que tinha muita pena que ninguém os levasse emprestados. Assim, decidi dar um pouco de motivação ao senhor! Força senhor!
 
ao início não estava a gostar muito deste livro. O livro fala de uma "família" de revolucionários russos, composta por três velhos que fugiram desse país antes que a revoução acontecesse, encontrando-se agora exilados em França. Percebem mal a língua e os costumes e têm uma vida pobre, baseada na construção de guarda-chuvas. Aguardam apenas a glória da revolução, que será - segundo eles - consumada o mais brevemente possível. 
 
Por isso, recebem algumas pessoas que acreditam fazer parte da revolução. No entanto, o seu jeito de idosos acaba por impedir que eles tenham relacionamentos simples com as outras ou que, na verdade, tenham uma vida normal e adaptada.
 
O aspecto que me pareceu mais curioso foi a ironia da situação de termos um revolucionário que, supostamente, acredita plenamente na diluição de classes sociais mas que, apesar de tudo, trata o seu amigo que o vem acompanhando desde a infância como um mero cirado mujique.
 
É um livro bastante triste e melancólico. Acabei por o apreciar bastante.