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30.5.14

Koukou Butouden Crows

Koukou Butouden Crows
Takahashi Hiroshi - Knack Productions
Anime OVA - 2 Episódios
1994
6 em 10

Este anime tem uma história muito curiosa. Houve aí uma fase, já vai para uns cinco ou seis anos, em que eu queria ver todos os animes sobre delinquentes juvenis possíveis. Queria compreender como funcionavam tais pessoas na sociedade, sobretudo raparigas. Bem, encontrei muito pouca coisa (sobretudo sobre as tais raparigas de saias compridas). Ainda quero saber, portanto estejam à vontade para me recomendar. Enfim, este anime foi um dos que me recomendaram na altura. E lá fui eu. Após muita, muita, muitaaaa pesquisa, fui encontrar um torrent perdido no meio de nenhures e lá me pus eu a sacar. E aqui esteve. Cinco... Seis anos... Parado nos 98%. Há coisa de três semanas terminou! E hoje tive a oportunidade de o ver! =D

Consistindo de dois episódios de 50 minutos, este anime não tem muito de história ou personagens. Um jovem forte e violento, mas bem humorado, envolve-se numa luta de gangs pela hierarquia da escola e do bairro ao proteger um miúdo mais fraco. É uma história típica de branco no preto (o bem que luta contra o mal), recheada de lutas corpo a corpo violentas, mas bastante realistas. Assim, não há muito espaço para o desenvolvimento de personagens ou de uma história que interligasse todos os aspectos do anime. Mas para quem quer dois episódios de boa porrada, aqui está a coisa certa para verem.

A arte é clássica da época, com designs realistas e traços fortes. A animação não é excelente mas também não está má, oferecendo muita vivacidade a todas as lutas a que assistimos. São cenas com muita energia, que servem bem para libertar a raiva acumulada ao fim de um dia de trabalho. O mesmo se passa com a música. Muito típica de meados dos anos 90, apresenta-se com um rock bem animado, que ilustra muito bem as cenas de delinquência que recheiam toda a hora e meia que são estes OVAs.

Valeu a pena o tempo de espera, porque foi divertido. Não foi a pérola que eu estava na expectativa de receber, mas foi bem engraçado. :)


Mazinkaiser

Mazinkaiser
Murata Masahiku - Brains Base
Anime OVA - 7 Episódios
2001
4 em 10

Põe o random a mexer, para um anime escolher. Vai roleta, vai mais um, calhou este catrapum.

Meu deus. O que é que eu acabei de ver. Ao início... Ao início pensei "bem, apanhei uma fase má dos 80s". Mas depois olhei para a data... Olhei para a data e vi... Dois Mis. O milénio. Como. Porquê. Quando. Quem sou eu?

Robôs gigantes, tudo bem. Mamocas ao léu, tudo bem também. Um inimigo idiota... Aceita-se. Mas o que não se aceita é isto tudo junto carecendo de sentido, objectivo, tudo o que um anime precisa para ser um anime! Vejamos: três amigos, bikers (ponto a favor) lutam contra o génio do mal, encarnado por um velho barbudo (ponto neutro), que tem robôs maléficos (ponto contra) e cujo minion é um ser metade homem metade mulher (ponto a favor), que se toca impudicamente no banho (ponto contra). Têm duas parceiras que são gajas boas (ponto neutro), que aparecem nuas a tomar banhos de sol sem razão (ponto contra). A gaja do grupo é fraquinha e está sempre a ser capturada (ponto contra) e em última instância mostra as mamas com mamilos bicudos (ponto contra).

Tudo isto com uma animação atroz, envelhecida, terrível, sem ponta por onde se lhe pegue. Designs mal aproveitados, mas sobretudo sequências, seguidas (seguidas!) em que podemos ver a distância entre as frames de cada gesto. 

Música do piorio, tentando apanhar o charme dos 80s mas patinando em estrume vacum a cada passo.

Há muito tempo que não me calhava nada assim. Se calhar isto é um regresso ao giant robot das décadas passadas, uma homenagem, algo... Mas não, nem isso consegue ser. Horrível. Medonho. Sim, medonho é a palavra certa.

Agora vou lavar os olhos com betadine. Até já.

29.5.14

Uma Morte Súbita

Uma Morte Súbita
J.K. Rowling
2012
Romance

Tinha uma grande curiosidade em ler este livro, já que sou grande fã da saga Harry Potter (pelo menos enquanto tinha a mesma idade que o Harry nos livros). Assim, queria muito saber como seria um livro de J.K. Rowling para um público adulto. Como tinha o livro empatado nas últimas cem páginas e passei o dia de hoje todo em casa, pensei em fazer algo que já não fazia há muito tempo. Deitar no meu canto da cama, em cima da minha ovelha e encostada ao meu poring, braço apoiado no cão pudim e manatim MASAL a servir de encosto para os pés.... E ler! E agora já conhecem alguns habitantes da minha cama, que coisa tão privada, huhuhu (há mais ºvº)

Devido a uma morte súbita, um lugar no conselho da pequena cidade de Pagford fica livre. E pelo meio de muitas intrigas ficamos a conhecer cada um dos habitantes da cidade, como se nós próprios vivêssemos lá. A história liga muitas pessoas diferentes, apesar de não ser muito complexa. O que é certo é que está muito bem contada. Realmente senti-me como se estivesse em Pagford, acompanhando as pequenas vidas diárias e os dramas pessoais de cada um dos personagens como se fossem os meus.

A personagem que mais gostei foi Krystal. E devo confessar que chorei um bocadinho no fim. Também simpatizei muito com Sukhvinder e os que gostei menos foram Colin Wall e o filho (na minha edição traduzido como "Bola Wall", mas acho que não seria o mais correcto).

Achei que a autora captou muito bem as expressões locais, um interior perdido da Inglaterra. As descrições dos locais são muito exactas e cada uma das personagens foi construída com muito detalhe e muito carinho. Existem vários temas presentes e cada um deles ganha dimensão há medida que a história decorre, não se deixando ofuscar uns pelos outros.

No geral, um livro excelente. Não será uma obra prima da literatura, mas é muito envolvente e, sobretudo, muito divertido.

Kimagure Orange Road

Kimagure Orange Road
Osamu Kobayashi - Studio Pierrot
Anime - 48 Episódios
1987
6 em 10

Continuo em casa a doentar, portanto achei por bem por os animes todos em dia e terminar este bicho que me tem vindo a atormentar nos últimos meses. Bem, talvez atormentar não seja a palavra correcta, porque até foi uma viagem bem divertida. Mas a verdade é que já não via uma série longa dos 80s há algum tempo e, parece-me, já tinha perdido o hábito...

Esta é uma comédia da vida diária, o protótipo daquilo que um dia virá a ser o fatia-de-vida. Kyosuke e as suas irmãs gémeas, mais novas, vão viver para uma nova cidade. Lá fazem novos amigos e o pobre rapaz vê-se envolvido num triângulo amoroso, dividido entre Madoka Ayukawa e Hikaru Hiyama. Isto leva-nos a quarenta e oito episódios de desentendimentos e muitas alegrias. Com um twist: toda a família de Kyosuke tem poderes telecinéticos, que não podem usar sob nenhum pretexto! Ou então, terão de mudar de cidade mais uma vez.

A história é simples, deixando tudo em aberto (suponho que será concluído nos filmes, que não sei se tenho muita vontade de ver). Este tipo de história só pode ser suportado por grandes personagens, já que cada episódio é uma aventura nova sem relação com as anteriores. Sendo assim, falemos dos personagens. São muito melhores do que os de um fatia-de-vida moderno, sem dúvida. Cada um tem um elemento identificativo que vai para além da personalidade exterior, sendo pessoas vivas e únicas, cada uma com uma enorme alegria de viver e com vários traços na personalidade que tornam cada episódio numa experiência bastante divertida. No entanto, isto não é suficiente. São tantas coisas, tantas coisas que eles fazem, que tudo acaba por ser repetitivo. Isto é, tudo poderia ser solucionado se logo desde o início cada um dos personagens clarificasse a sua posição em relação aos outros, se admitissem os seus sentimentos e se falassem sinceramente. Mas como isto não acontece, tudo termina de forma inconclusiva, o que é pouco agradável.

A arte é típica da época, pecando da mesma forma como tantos outros pecaram: imagens repetidas e recicladas. Sobretudo em cenas de maior animação, nomeadamente de dança, isto torna-se cansativo e expectável. De resto, os designs são bastante criativos, sobretudo no que respeita a roupas e à sua variedade, dando-nos uma boa imagem do que os 80s eram em termos de moda e tendências. O que é bastante curioso, diga-se de passagem, gosto muito, na verdade. :)

O melhor é mesmo a música. Este grupo de amigos frequenta muitos concertos, sendo que nos dá uma visão muito abrangente no território da pop. São músicas com muita cor e muito dançáveis, que se pegam imediatamente na nossa cabeça e dificilmente saem dela.

Um bom clássico, apesar dos seus defeitos.

28.5.14

Fuse: Teppou Musume no Torimonochou

Fuse: Teppou Musume no Torimonochou
Miyaji Masayuki - TMS Entertainment
Anime - Filme
2012
6 em 10

Encontro-me doente, a ponto de ter faltado ao trabalho para doentar em casa, portanto peço desde já desculpas se o meu discurso se encontrar estranho e sem sentido. Também por typos e erros ortográficos.

Filme que teria algo com cães e que, portanto, escolhi para ver. Afinal não tinha assim tanta relação com cães.

Uma caçadora vai para Edo (vulgo, Tóquio) ter com o irmão mais velho. Juntos, irão caçar os Fuse, umas criaturas canídeas que comem a alma das pessoas. O problema, é que elas se disfarçam de pessoas. Portanto, é difícil de os encontrar, de os caçar e de suportar que os vamos caçar. A nossa amiguinha encontra muitas pessoas e faz amigos, mas saberá ela o que escondem os seus novos companheiros? É o que veremos.

A história é interessante e tem potencial. No entanto, há informação que não nos é dada e que dá vontade de mais, apenas para saber. Falo da origem e das histórias pessoais dos Fuse, dado que a maioria já está morta logo no início do filme, mas também sobre as origens e os problemas familiares da personagem principal. Também por esta razão, sente-se que os personagens foram pouco explorados e que poderiam ser algo mais. A narrativa é bastante previsível.

O anime poderia vencer com a arte e animação, mas nem isso o salva. Os designs são demasiado infantis para o teor da história, sobretudo o dos fuse, que mais parecem umas mascotes do tipo furry do que criaturas que nos podem comer a alma. A animação propriamente dita está bastante boa, mas os e3feitos são estragados pela pobreza dos designs. As paisagens, algumas são bonitas, mas não é uma explosão de maravilhas. No geral, está bastante regular.

Finalmente, a música... Parece-me que já ouvi todas estas músicas em algum lugar... Repetitivas e pouco interessantes.

Enfim, um filme que merecia mais em todos os aspectos.

25.5.14

Nisekoi

Nisekoi
Shinbou Akiyuki - Shaft
Anime - 20 Episódios
2014
 6 em 10

O único anime que mantinha desde a season passada terminou. Escolhi-o porque tinha ouvido falar muito do nome, mas realmente não fazia ideia do que esperar. Acontece, então, um harém, uma comédia leve sobre os desígnios do amor.

Um jovem, filho de um chefe da máfia, tem um medalhão com uma fechadura. Existe uma chave que a pode abrir e quem a tem é uma amiga de infância da qual a nossa amiga não recorda o nome ou a cara. Entretanto obrigam-no a fingir que namora com uma outra filha de chefes da máfia. Odeiam-se e amam-se numa picardia constante. Ela tem uma chave. Mas... Não é a única! A série anda e anda e aparecem sempre mais raparigas com chaves! E nunca termina!

As personagens não têm nenhum ponto forte que as faça distinguir de outros elementos comuns a todos os haréms (haréns? Como é que isto se escreve?) Temos uma tsundere, temos uma miúda tímida, temos uma maria rapaz também tsundere e temos uma maluquinha. O que nos reservará o futuro? Pois que isto com certeza terá segunda season, claro. Não que seja necessário, mas se tiver sucesso o suficiente claro que irão continuar a ordenhar este franchise.

A única coisa que poderá distinguir Nisekoi do universo das comédias românticas será a arte. Muito colorida e brilhante, usando detalhes cénicos muito interessantes, com uma boa animação e uso de perspectivas. Isto torna a série mais divertida, aliado à música, que também é engraçadinha. Ver estes pequenos twists coloridos foi uma das razões que me manteve sempre interessada na série.

Não é dos piores, mas também não é dos melhores. Agora, até à próxima!

19.5.14

Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin

Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin
Sudou Tomonori - ufotable
Anime - Filme
2013
7 em 10

Não estava nada à espera que aparecesse na lista dos downloads um novo filme de Kara no Kyoukai! Qual não foi a minha alegria!! Para saber dos filmes anteriores, do qual este é uma outra história/sequela/história alternativa (saberemos um dia mais tarde) consultem o motor de busca do blog, neste local.

Este filme trata de dois jovens bastante jovens que têm a capacidade de ver o futuro, cada um com um tipo de habilidade diferente. A rapariga, que vive traumatizada pelo facto de prever o futuro, pode ver uma possibilidade, uma possibilidade provável. O trabalho do filme é retirar-lhe esse trauma e apresentá-la para, eventualmente, eventos futuros. O rapaz, outra história, consegue ver o futuro mais proveitoso para ele e a forma exacta de o concretizar. Portanto, torna-se bombista. Aí entra Shiki, a minha maravilhosa Shiki. O meu futuro cosplay (talvez para o ano)

Depois, dez anos para a frente, coisas surpreendentes aparecem. E deixa-nos muita vontade de saber o que se passou nesse espaço de tempo e qual a nova aventura que os nossos amigos viverão.

Não existem muitas cenas de acção, mas a animação está estupenda. O mesmo não posso dizer dos cenários, que estão demasiado mecânicos e com formas demasiado fixas na sua paleta. A variação de cores também não se apresenta muito bela, ao contrário de outros filmes do franchise.

Em termos musicais, mais do que já estamos habituados, com grandes corais. No entanto, também na música há uns momentos pop que, adequando-se à situação, não se adequam ao tom estranhamente negro de Kara no Kyoukai.

Um filme que deixa um gosto na boca e muita vontade de mais. Espero que venha em breve, e que venha mesmo!