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28.4.14

Kick-Heart

Kick-Heart
Yuasaa Masaki - Production I.G.
Anime - Filme
2013
7 em 10

Outro filme para apreciar a vida no campo. 

(Nota: tenho um pupi aos gritos dentro da cerquinha dele porque quer sair. Se sair come os fios dos computadores. Portanto, escreverei este comentário com o pupi aos gritos)

Por acaso, este pequeno filme tem uma história curiosa. Os produtores e realizadores do Mind Game, filme que aprecio muito, colocaram um desafio no Kickstarter, tentando obter donativos para a sua produção, partilhada entre Japão e Estados Unidos. Toda contente, fui contribuir. Mas depois de ter preenchido os dados todos para dar a minha parte, descobri que já estava fechado. Mas fica a intenção. Eu realmente gosto de contribuir para que se façam coisas e projectos, sobretudo se são um pouco mais alternativos.

Foi com surpresa e uma certa dose de decepção que descobri que o filme tem apenas doze minutos e que se calhar terá continuação. Apesar de se ter reunido o dinheiro todo, anime é caro dessa maneira.

Portanto, a história está contada na sinopse. Sem a sinopse, pode ser um pouco difícil compreender a história. Revelo-a, portanto: um wrestler tem um orfanato dirigido por freiras. Uma das freiras é wrestler. E ambos têm esse segredo e nenhum sabe do outro. E lutam.

Assim, em termos de personagem e de história, não temos muito para ver. As personagens, sobretudo a de Romeo (o wrestler), podem ser exploradas de forma interessante, mas precisaríamos de mais tempo. Tendo em conta o que vem na sinopse, talvez se pudesse desenvolver uma história de amor, com todas as consequências de um dos membros ser uma freira.

Mas este anime merece um sólido sete. E porquê? Por causa da animação. Conjugando o design altamente estilizado dos comics americanos com a cor e a expressão cómico-pop do anime que todos amamos, o resultado é simplesmente fascinante. Por todo o lado temos uma erupção de formas e cores, altamente confundíveis e - termo que invento agora - tripáveis.

Assim, anime digno de tripanário. O que me lembra que está em stand-by já há que tempos, porque realmente tem tanta coisa...

Saint☆Onii-san

Saint☆Onii-san
Takao Noriko - Aniplex
Anime - Filme + 2 OVAs
2013
8 em 10

E entretanto chega o fim de semana prolongado! Ala embora, ala para o campo, descansar, desanuviar e desmazelar todas as coisas. Foram vistas montanhas de anime, numa apresentação de diversas obras de diversos autores e...  Não, nada de assim tão sério. A verdade é que se viu este filme.

E que belo filme!

Vamos fazer um exercício muito hipotético. Imaginemos que há um céu, onde os deuses e deusas vivem e se abraçam. Eles têm muito serviço, com tantas orações que lhes dedicam e tudo o mais. Portanto, dois deles decidem ir de férias. São eles Jesus e Buda e, é claro, vão para o EXOTIC JAPAN! Alugam um apartamento e lá passam uns tempinhos, aproveitando a vida e os seus detalhes.

E assim nos chega este filme, com mais dois OVAs para acrescentar mais um pouco de vontade. Um filme leve e delicioso, em que acompanhamos a vida diária de dois jovens muito especiais.

A história é simples, mas está cheia de pequenos detalhes que são apenas relativos ao universo de personagens que nos é apresentado. Por um lado, as estrelas do filme, os improváveis Jesus e Buda. Sem cair no ridículo, na crítica, na ofensa: tanto um como o outro são pessoas inocentes e bem-humoradas, com uma relação de amizade sem precedentes que só poderia ser possível com personagens que têm inerente a compreensão mútua e a capacidade de perdoar. Sem exagero, pequenas maravilhas que tanto um como o outro terão feito na sua passagem pela terra aparecem e fazem rir, porque são muito simples, felizes e cheias de humor. Coisas verdadeiras e honestas, como atingir o Nirvana na montanha-russa ou separar as águas na piscina.

Mas não são estes os únicos elementos do filme. Também há a interacção de tão estranhas pessoas com os habitantes da cidade: a senhoria, os vizinhos, os miúdos do bairro. Neste caso, o filme também está cheio de momentos que, com uma graça infantil, nos fazem acreditar na bondade e na inocência, tema prevalente durante toda a narrativa visual.

Poderíamos pensar que um filme com características de fatia-de-vida poderia ter uma animação aquém das expectativas. Ora, acontece precisamente o oposto. A paleta de cores é muito suave, cheia de luz, com um contraste muito interessante entre momentos rascunho e momentos de bela animação, sobretudo na grande luta do miúdo contra o terceiro olho do Buda. Luz e sombra são atingidos de uma maneira muito vívida, com utilização da cor branca nos personagens, o que é um efeito que nos dá a oportunidade de ver o filme com mais calma e suavidade.

Musicalmente, o mesmo se passa. As músicas são animadas, simples, analógicas. Quando aparecem, fazem sorrir.

Esta é realmente uma comédia excelente, para religiosos e para não religiosos. Sem criticar, sem fazer mal, mostra como duas fés podem realmente coexistir: a aventura entre Jesus e Buda no Japão apenas apela para um sentido de amizade e de paz. O que é realmente o que o mundo precisa, amizade e paz. Por isso, vejam este filme. De certeza de que quando acabarem vão sentir-se mais frescos!

O Mundo de Sofia

O Mundo de Sofia
Jostein Gaarder
1991
Romance

Não li este livro quando tinha idade para o ler. Porquê? Porque me pareceu infantil demais! Ora, já passámos essa fase. Porque não, 12 anos depois, ler um livro para adolescentes?

A  verdade é que a trama adolescente empalidece perante os mistérios da vida que nos são propostos ao longo do livro. Através de secretas lições, a jovem Sofia viaja por toda a história da filosofia, aprendendo imenso. Achei isto muito interessante, sobretudo porque me deu (e aos jovens a quem o livro é dirigido provavelmente sentirão o mesmo) muita vontade de ir ler os filósofos e os autores citados, para aprender mais sobre como eles observavam o mundo e o explicavam.

Arqueando sobre as lições filosóficas, passa-se uma estranha história com muita fantasia e muito absurdismo à mistura. A partir do momento em que Sofia começa as lições de filosofia, o seu universo transforma-se. Não conto mais para não estragar a festa! Mas a verdade é que esta transformação do mundo real tal como o conhecemos numa estrutura quase onírica também coloca algumas questões filosóficas interessantes. Mas estas poderão passar ao lado do leitor menos atento.

No fundo, este é um guia muito básico, uma iniciação à filosofia. Acho-o um livrinho de valor, sobretudo se introduzir estas ideias e questões importantes nas leituras e divagações da faixa mais jovem. No meu caso, deu-me vontade de pesquisar os antigos e os contemporâneos. Já não olho para eles há muito, muito tempo...

22.4.14

Kurenai

Kurenai
Matsuo Kou - Brains Base
Anime - 12 Episódios
2008
6 em 10

Ao primeiro episódio este anime pareceu-me extremamente interessante. Então, o que falhou?

Um grupo misterioso rapta uma criança de sete anos que vive prisioneira no seu próprio lar. Entregam-na aos cuidados do jovem Kurenai Shinkurou, que trabalha para esta instituição. Ele é um jovem alterado, mestre numa arte marcial. Vivem num edifício com quartos, partilhando-a com duas mulheres estranhas. Vão à escola, onde há raparigas estranhas.

Assim, temos dois pontos essenciais. Um deles é o fatia-de-vida, em que há um certo desenvolvimento dos personagens. Não são claras as relações entre estas pessoas, sobretudo as colegas da escola (partilham um passado, mas...?) e não posso dizer que a evolução de cada carácter tenha sido de excelência. Isto nota-se bastante em Murasaki, a criança, que só actua como membro da sua faixa etária de quando em quando. Por um lado tem birras e momentos próprios de menina de sete anos. Por outro lado, tem uma estranha maturidade que é impossível numa criança desta idade, assim como uma capacidade muito adulta de tomar decisões.

O outro ponto é a história de Murasaki e a sua família, que aparentam ser muito importantes. No entanto, mais uma vez, isto não é suficientemente explorado em termos generalistas, sendo que a narrativa aponta mais para a relação da menina com a sua família incompreensível.

Existem momentos sem lógica, sobretudo nas cenas de acção e de lutas. Kurenai é um mestre em artes marciais, mas quando é preciso nunca faz nada de valor. Depois cresce-lhe uma lâmina no cotovelo quando se enerva e não se sabe muito bem de onde ela vem. No entanto, a animação é bastante razoável e, não fosse a inutilidade do personagem principal, dá potencial para que as lutas sejam muito interessantes visualmente.

Na música, nada de extraordinário se passa. OP e ED parecem-me pouco adequadas ao teor mais escuro da série, apesar da animação da OP ser muito engraçada. Isto do teor é outra coisa que estranhei, pois - para série violenta que trata de assuntos sérios - parece querer manter-se apropriada a menores de dezasseis. Nunca mostra sangue nem ferimentos, o que me parece estranho com tantas lutas. Se calhar sou eu que já não estou habituada.

É um anime que tinha muito potencial para ser bastante boa, mas que perdeu rapidamente o foco em momentos irrelevantes para um quadro maior.

21.4.14

Grand Budapest Hotel

Grand Budapest Hotel
Wes Anderson
2014
Filme
6 em 10

Dia de Páscoa, mãe diz que vamos ao cinema. Iremos com todo o gosto! Tinha vontade de ver este filme porque todos os meus amigos estavam a combinar, mais ou menos, vê-lo e com toda a certeza que eu não poderia ir. Assim, ganhei, ganhei!, fui vê-lo antes de toda a gente, hahaha. Brinks :3

Não posso dizer que tenha gostado por aí além. Numa produção fantasiosa, acompanhamos as aventuras de M. Gustave e do seu amigo Zero, respectivamente chefe do Grand Budapest Hotel e paquete iniciante. É um filme divertido e muito detalhado, mas pareceu-me que entrou demasiado num mundo de fantasia.

Logo desde o início a história não pode existir, pois fica num país imaginário. O problema é que os "efeitos" desligam-nos do potencial realismo que isto tudo poderia ter. As animações parecem verdadeiros bonecos, o que dá um toque muito infantil a um filme que se estabelece desde o início como "maroto". Isto torna toda a narrativa um pouco confusa no seu objectivo.

Cenários e móveis, tudo isso excelente, de um luxo fascinante. No entanto, os actores parecem bastante exagerados e com pouca plasticidade o que, mais uma vez, é uma antítese um pouco desagradável.

Se calhar é mesmo esse o objectivo do filme, mas não me marcou como gostaria.

19.4.14

Lupin III: $1 Money Wars

Lupin III: $1 Money Wars
Kobayashi Toshimitsu - VAP
Anime - Filme
2000
6 em 10

Como saberão, a minha primeira experiência com Lupin foi esta. Como podem ver, não gostei mesmo, mesmo nad.a Pensei que com outra experiência Lupin passasse a gostar mais deste franchise e personagem. Mas a verdade é que... Não. Talvez tenha tido azar com o filme. Não sei, mas a verdade é que ainda não foi desta que Lupin me cativou.

O ladrão mais famoso do Japão está nos Estados Unidos para roubar um anel. É de pouco valor, mas tem u segredo muito importante, que poderá até destruir o mundo. Assim se gera uma luta entre o bem e o mal, mas em que tanto o bem como o mal são corruptos, avarentos e muito espertos. Só que um até é boa pessoa e o outro (a outra!) é frio e insensível. Não podemos deixar de nos identificar com Lupin e os seus amigos, pois são divertidos e simpáticos, apesar das suas tropelias não serem nada amigas das pessoas em geral.

O mistério é inteligente e, em termos de narrativa policial, o filme está bem feito. Mas eu não consigo aturar estas personagens. Não consigo aceitá-los como "a força do bem" e não consigo torcer por eles. Admito que esta oposição é parte do que torna o personagem de Lupin mais interessante, e que ele tem muito carisma. Mas, apesar de lhe achar graça, não simpatizo muito com ele. Por isso, talvez o problema seja mesmo de mim, do meu interior.

As cenas de acção seguem-se, mas o anime, apesar de só ter 14 anos, não envelheceu nada bem. As cores são pálidas e as expressões dos personagens pecam por exagero, sobretudo em cenas que são - supostamente - mais sérias (como a do enterro). Em termos de animação propriamente dita, o melhor são sem dúvida as perseguições, mas só quando não aparece ninguém nelas. Porque aparecem sempre a fazer coisas e, uma e outra vez, vem o exagero e as cenas caem no ridículo.

O melhor do filme é mesmo a música. Com uma mistura de sonoridades com muito de jazz, ilustram muito bem todas as situações, dando uma envolvência de mistério e "noir" ao filme. Que não tem nada de "noir", mas podia ter se se levasse mais a sério.

Mas talvez Lupin não seja mesmo para levar a sério e eu tenha uma expectativa completamente errada! Vou tentar mais um filme e depois disso ou funciona ou fecho a loja.

Nagi no Asukara

Nagi no Asukara
Shinohara Toshiya - P.A. Works
Anime - 26 Episódios
2013
6 em 10

E assim terminam os animes das seasons passadas. :3 Este foi dos que gostei mais do Inverno de 2013. No entanto, a série alterou-se e acabo por lhe dar esta avaliação mediana.

Dois mundos vivem em oposição. Existem as pessoas do mar e as pessoas que vivem na terra, cada um na sua cidade. Tudo começa quando a escola do mar fecha e quatro alunos são forçados a ir estudar na superfície. Aí, vêem-se confrontados com uma cultura diferente e têm de se adaptar. Entretanto, existe uma história de amor e outras paralelas, mas todas elas explorando uma temática de adaptação e de respeito para com as pessoas diferentes.

No entanto, a partir da segunda parte (em que há um salto no tempo) a situação altera-se e acaba por se resumir a um polígono amoroso muito infantil que não me causou grande interesse ou expectativa. Assim, a história ficou bastante infeliz e não tive a capacidade de a apreciar, perdendo o gosto semanal que tinha em ver esta série.

Apesar da minha expectativa ter sido destruída pelo desenrolar da história, existe algo que não pode ser ignorado, que é a arte. As paisagens marinhas são exasperantemente lindas, e o design da cidade submarina é algo de espectacular. Cores, brilhos, elementos gráficos, todos eles contribuem para formar um ambiente muito realista e, sobretudo, muito belo.

Finalmente, a música. Os temas utilizados são muito calmos e muito bonitos, sendo que eu fiquei com uma preferência pela primeira ED (spoiler: a música completa não é assim tão gira). No meio, tudo se adequa muito bem a cada uma das situações, trazendo tanto tragédia como placidez a todo o ambiente.

No geral, não é uma série má. Poderá até não desapontar outro tipo de espectador, que aprecie mais a temática das formas amorosas.