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30.12.13

Hal

Hal
Makihara Youtarou - Production I.G.
Anime - Filme
2013
6 em 10

Esta noite tive tempo para um filme. Fui à minha infinita lista de downloads e escolhi um aleatoriamente. Este foi a vítima.

Um filme que surpreende, mas sobre o qual não deixo de ter uma opinião neutra. Existe um casal, Hal e Kurumi. Hal morre num acidente de avião e, para curar a depressão de Kurumi, um robot é enviado para o substituir. Assim o filme fala do redescobrir do amor, através de um detalhe muito bonito e romântico: mensagens em cubos de rubik. Há uma grande reviravolta, muito surpreendente, no final, que vem a provar o meu ponto de vista do filme falar sobre o perdão e sobre a descoberta do que pode melhorar numa relação. Mas não o vou contar, porque se não o souberem é muito mais interessante. :)

No entanto, o filme tem muitas coisas que se sobrepõem e que acabam por retirar o foco. Além do mais, sente-se a necessidade de uma explicação mais detalhada sobre o trabalho da tecnologia neste universo e da relação humano-robótica. Esta poderia ter sido melhor explorada, o que tornaria o filme em algo mais virado para a ficção-científica e menos para o romance. Por isso, por um lado, até foi bom que deixassem os dados tecnológicos sossegados, pois assim puderam dedicar-se mais à relação Hal-Kurumi.

A arte é moderna e está cuidada, mas não é nada de extraordinário. O CG está bem integrado e mal se nota e há um uso interessante, se bem que não espectacular, da luz e da cor.

Musicalmente, o anime é fraco. A música final não traz nada de novo e as do parênquima são bastante vulgares, apesar de apropriadas.

Mas como o filme só tem uma hora, acho que não se perde nada em vê-lo. O conceito está interessante. Um filme bom para se ver encostado ao aquecedor, enquanto nos esforçamos por pensar que é Verão.

Uma cana de pesca para o meu avô

Uma cana de pesca para o meu avô
Gao Xingjian
1986 - 1990
Contos

Livro apanhado na Convenção do BookCrossing e a ser enviado ao amigo vegetal do BookCrossing a propósito da troca de Natal (enviei uma trilogia. Acertei tão bem nos gostos do jovem que ele já tinha a trilogia ;___; )

Esta é uma colectânea de contos de um prémio Nobel Chinês que eu não conhecia. Fiquei com muita vontade de ler outras obras dele, porque estes contos são encantadores e souberam a pouco.

É uma prosa leve mas profunda, ornamentada mas sem cair no exagero e no ridículo. São contos que falam de pequenas imagens do dia a dia, um acidente, uma cãibra, um parque, uma praia, mas de forma tão vívida que nos encontramos nos personagens criados pelo autor e nos sentimos realmente nesse parque, nessa praia. São textos difíceis, complexos dentro da sua simplicidade, mas que transmitem com precisão cirúrgica um conjunto de sentimentos que só podem ser experimentados perante as situações de cada conto. Situações essas que não precisamos de ter vivido para as compreendermos: estão de tal forma escritas que é fácil para nós imaginarmo-nos como a pessoa daquele momento.

O meu conto preferido foi aquele que deu o título à colectânea, "Uma cana de pesca para o meu avô". Fala de um homem que, em sonhos ou na realidade (fica ao nosso critério) revisita a terra da sua infância para a encontrar tão diferente. Assim, acaba por comparar as suas experiências da infância e as palavras do seu avô, à sua própria aprendizagem enquanto adulto. É um conto muito profundo e esclarecedor da natureza humana, apesar de ser extremamente simples.

Também gostei muito de "Num parque", porque me identifiquei com a figura da rapariga que espera (apesar de as minhas esperas valerem sempre a pena). Também porque o parque estava de tal forma descrito, que pude ver na minha mente até as variações de luz.

Espero ter a oportunidade de voltar a ler algo deste autor, porque este livro foi muito apreciado. Esperemos que o senhor do reino vegetal a quem está destinado também o aprecie!

Edit: Estive a investigar a estante BookCrossing do destinatário e ele já teve este livro, já o libertou, já foi apanhado, etc. Bolas, terá de ser outro. ._.

29.12.13

White Album 2

White Album 2
Ando Masaomi - Satelight
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

E aqui fica o último anime a terminar na Season de Outono. Sem dúvida o melhor, apesar de o ter classificado com uma nota mediana.

Quem acompanha este espaço, deverá ter visto a minha opinião dividida em relação ao White Album (Primeira Season e Segunda Season). Assim, estava em dúvidas sobre se veria este ou não. Quando me disseram que o único ponto em comum é o facto de se passarem na mesma cidade, decidi-me pela positiva. E gostei bastante, por isso ainda bem!

Fala de um triângulo amoroso entre os membros do Clube de Música Ligeira (uma banda, portanto). Primeiro conhecem-se, formam o grupo e depois há amor pelo ar. O bom desta história é que, apesar de se passar na escola secundária, tem um forte realismo. O detalhe dado às relações entre os personagens é muito humano e a sinceridade dos seus actos e sentimentos acaba por dar ao anime uma tonalidade um pouco diferente do habitual. As personagens são, portanto, pessoas como eu e vós: a história apoia-se neles e o resultado está muito bem conseguido.

Outro ponto forte é a música. É um anime muito musical, muito mais do que o primeiro White Album. Existem alguns temas que piscam o olho ao original e que são recorrentes, mas não cansam. Depois, há uma banda sonora instrumental muito bonita, que me recorda os shoujos do antigamente. Com uma personagem pianista, muitas vezes ouvimos peças, originais e clássicas, que me pareceram sempre apropriadas à situação e bem interpretadas.

No entanto, o anime peca pela animação. Não é que esteja mal feita, mas é muito parca. A história não potencia grandes momentos de acção em que se possa demonstrar a técnica da animação, mas mesmo assim poderia ser melhor. Daí a nota mediana.

Um bom anime. Se tiver de recomendar um anime desta season que passou, seria este.

Granta Portugal 2 - Poder

Granta Portugal 2 -Poder
Vários
2013
Revista
 
Mais uma vez, assim que saiu a nova Granta fui logo comprá-la assim que consegui. Desta vez o tema era "Poder". Como vimos anteriormente, esta é uma revista literária que publica inéditos Portugueses e alguns contos já publicados na Granta original. Questionava-me sobre que tipo de história poderia ser concebida a partir do tema "Poder". A ler a revista, cheguei à conclusão de que não é um tema assim tão complicado. Já tenho ideia sobre a história que vou escrever sobre isto (coloquei a mim mesma o desafio de escrever uma história com o tema da revista sempre que ela sair). Enfim, existem dois temas essenciais: a acção do poder político e a acção do poder individual.
 
Desta vez houve alguns contos que gostei bastante.
 
"O bom déspota" é o relato de um presidente de um país Africano, que temos por Angola, e a maneira como ele impõe o seu poder. Mas o que gostei foi do toque pessoal dado à narrativa, que revela que mesmo uma pessoa tão poderosa tem os seus medos e inseguranças.
 
"É Perigoso ser Feliz Duas Vezes", uma história Portuguesa passada em Cuba. É muito divertida por causa da visão da autora sobre os acontecimentos, que apesar de aterrorizantes estão tratados com um certo humor que se aceita a si próprio. Também está estruturada de uma forma muito interessante, pois não é linear.
 
"O Verão Depois da Guerra" é um conto Japonês. Conta sobre a influência do avô na vida do personagem, com um toque do pós-guerra. O mais bonito são as imagens delicadas e fotográficas que nos são oferecidas. No entanto, achei que a tradução poderia ser mais cuidada, pois não se adequa aos conceitos Japoneses que conheço tão bem (por excesso de animus).
 
Finalmente, achei muito interessante a partilha de correspondência entre Jorge de Sena e Carlos Drummond de Andrade. Apesar de não conhecer o primeiro, conheço alguma da obra do segundo e gosto muito. É sempre giro ver as palavras entre dois amigos, sobretudo quando são escritores.
 
Estou neste momento a contemplar assinar a revista... Gosto muito!

25.12.13

Coppelion

Coppelion
Suzuki Shingo - Starchild Records
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Era o anime para o qual tinha mais expectativas, de todos os da season de Outono. Veio a revelar-se um desapontamento.

A cidade de Tóquio foi destruída num desastre nuclear. Devido a este tema delicado, a série chegou a ser adiada aquando o desastre de Fukushima, sendo que passou agora. Ninguém pode viver nesta cidade se não estiver protegido por fatos especiais. Excepto os Coppelion, humanos geneticamente modificados para sobreviverem aos ares nucleares. Acompanhamos um grupo de três moças que, na sua farda de colégio Coppelion, procuram pessoas normais que ainda possam estar perdidas na cidade.

Isto era ao início. O início prometia. Antes de mais, os cenários eram qualquer coisa de maravilhoso e lindo. Imensamente detalhados e numa perspectiva pós-apocalíptica original, em que o mundo urbano foi dominado por plantas. No entanto, as personagens não se integravam com este cenário de traços delicados: as suas linhas limítrofes eram muito grossas, estavam a "bold". De certa forma, isto dava uma estética única à série e, por isso não me importei. Mas à medida que foi progredindo, os traços dos cenários foram perdendo a supremacia e as personagens passaram a ser o elemento mais importante. Também passaram a ser desenhadas de forma mais fina e, assim, a distinção boneco-fundo passou a ficar muito difusa. Isto não foi uma vantagem, porque apenas nos fez reparar nos defeitos da animação, em vez de chamar a atenção para as partes boas, que eram as referentes à estrutura cénica.

O mesmo se passou com a história. Ao início, era uma viagem melancólica de três raparigas, encontrando pessoas diferentes com histórias de vida diferentes. Mas há um momento de viragem em que, de episódico, o anime passa a ter uma história concreta, que é a de salvar um grupo de pessoas que inclui uma grávida. Enquanto fogem de duas Coppelion malucas e de uma organização que quer matar toda a gente. As razões por detrás destas atitudes está mal concebida, é demasiado fácil e, no caso da organização, está mal explicada.

A isto se adicione uma mudança profunda na personalidade das personagens. Estavam bem estabelecidas, na realidade bem estabelecidas demais. O grupo era a Sensível, a Fixe e a Infantil. À medida que a série progride, as suas características acabam por se misturar. O resultado é muito choro, muitas lágrimas, muito ranho, muitos gritos. A qualquer momento, elas podem começar a chorar e a gritar. Sem razão para além de "esta situação com estas pessoas que não conhecemos é muito muito triste".

Assim, a nota que lhe dou, a minha média, só pode existir devido ao brilhantismo da arte no início da série. Se recomendasse, recomendaria apenas os três primeiros episódios. Tudo o resto, não vale a pena. Este podia ter sido o melhor anime da season, mas....

Nota: o que aconteceu ao cão?

Nota 2: Feliz Dia! :)

A Gaiola Dourada

A Gaiola Dourada
Ruben Alves
2013
Filme
6 em 10

O filme que mais Portugueses viram em 2013 foi o filme que vi na noite de Natal, enquanto esperávamos pelos presentes. Estava à espera de me rir muito mais, mas nem foi mau de todo. Mas as expectativas estavam demasiado altas...

Pois bem, este filme fala de uma família de portugueses emigrados em França, uma porteira e um pedreiro e seus filhos. Claramente inspirado por factos da vida real, apresenta os problemas dos emigrantes em França com uma dose de humor e leveza. Retrata os Portugueses como pessoas trabalhadoras que sonham com o seu país mas que se dedicam ao local onde estão de corpo e alma. Também fala da inadaptação da geração seguinte, que se sente dividida entre duas culturas e não sabe muito bem para qual se deve virar.

O melhor do filme são aqueles momentos que só os Portugueses conseguem compreender, como as músicas de fundo, a culinária ou o fascínio pelo futebol. Mas tudo tem uma aura novelística que acaba por ser um pouco superficial.

Os actores mais velhos estão bastante bem, o que é mais um aprova de que a experiência conta. Os mais novos, pouco fazem e acabam por ter reacções muito exageradas que são pouco realistas no contexto do filme.

Mas foi uma boa fita para ver na noite de ontem, porque contas feitas... É bem divertido!


Miss Monochrome

Miss Monochrome
Iwasaki Yoshiyaki - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Não estava para ver este anime quando saiu, mas convenceram-me dizendo que só tinha três minutos por episódio. O que é verdade: três minutos num episódio e um minuto de ED.

Isto é quase um anime promocional da personagem de uma cantora, Horie Yui, que canta com a sua voz em autotune. Neste anime acompanhamos as aventuras de um adroid monocromático, Miss Monochrome, na sua luta para se tornar um aidoru.

É um anime muito simples, cujo ponto forte é o humor das situações da vida deste android que, não compreendendo a vida humana, faz coisas um pouco desviadas da norma e que acabam por ser muito engraçadas. Acompanhada do seu Manager e de Ruu-chan (um circulozinho robótico) ela vive muitas aventuras plenas de graça.

O anime é muito musical e a voz em autotune da personagem dá mais humor a todas as coisas. Em termos de animação, não acontecem muitas coisas, se bem que a coreografia da ED é muito interessante e - diria eu, que não sei dançar - feita para ser reproduzida.

Um animezinho que pode ser visto a qualquer altura e num instante.