Pokemon foi uma parte muito importante da minha vida durante muito tempo. Bem, talvez não tanto como a maioria dos leitores deste espaço... Joguei todos os jogos até ao Crystal. Depois mudou a consola (de Colour para Advance) e os meus pais não me deram a nova e deixei de jogar. Assim, este pequeno special foi também muito importante para mim. Porque. A nostalgia. A bater. Como uma onda. Morna. NOSTALGIA!
Pela primeira vez, um anime de Pokemon segue a história do jogo à risca. Red (eu joguei o Azul, boo) tem um charmander que vai evoluindo, vai ganhando as medalhas nos ginásios, luta contra a Team Rocket... Bem, todos sabemos a história. O agradável deste anime é que fala precisamente do que me farto de dizer: o amor e a amizade pelos nossos pokemons. Parece que hoje em dia os jogos já não são sobre ter estes bicharocos e lutar com eles e evoluir com eles, mas sim uma coisa matemática e exacta. O objectivo passou ser acabar o jogo de forma perfeita, com uma estratégia rígida. Nada de amizade pelos nossos bicharocos virtuais. E o special The Origin demonstra que esse não é e nunca terá sido o objectivo do jogo. Afinal... Eu tinha razão!
A animação pareceu-me inconsistente, com momentos excelentes (as lutas principais) e momentos bastante fracos. O design quadrangular não ajuda. No entanto, capta a natureza do jogo perfeitamente, em toda a sua simplicidade.
A música é a do jogo, o que torna todos os momentos ainda mais nostálgicos.
Foi uma pena que durasse tão pouco tempo, porque é um jogo demasiado grande e complexo para se reduzir a uma hora e meia de narrativa.
Ainda assim, recomendo a todos os que tenham tido (ou ainda tenham) a paixão pelos monstros de bolso!
A vida é uma coisa. É uma coisa que gira. Gira com dramas, gira com coisas boas, gira e rodopia, pula e avança, etc. Hoje utilizo este espaço para anunciar um rodopio na minha vida.
Preparados?
Passa-se que arranjei trabalho! Pois é, afinal tirar um curso em que nunca me apetecia estudar valeu a pena! Não é um "emprego", é apenas um estágio profissional de um ano. Mas é remunerado. Vou ter um horário jeitoso de cinco dias por semana e sim, é na minha área, a veterinária. O que é que isto significa, nos parâmetros deste blog?
Vou de carro, por isso vou ler menos
Vou estar a trabalhar, por isso vou ver menos anime; acompanhar os semanais já vai ser difícil por si só
Vou ter menos tempo livre, porque os fins de semana estarão reservados para aproveitar o tempo com as pessoas de quem gosto; por isso, vou demorar mais tempo a fazer cosplays
Espero não deixar de ir a todos os eventos possíveis, mas aqueles fora de Lisboa deixarão de ser uma prioridade forte
É mais do que evidente que os hobbies são uma coisa muito forte. Ver anime é uma parte muito importante da minha vida, tal como o é ler, tal como o é fazer sukitos de cosplay. Não vou deixar de os fazer, espero nunca abandonar estes elementos que são e foram tão importantes na minha vida, mas vou ter de reduzir. Não é que eu queira, mas o tempo não o permite. Por isso, espero que me perdoem se as actualizações deste espaço forem menos frequentes. Tentarei manter a qualidade habitual (não muita nem pouca... Neutra!), mas quantitativamente será impossível.
Mas! Mas! Sabiam que um veterinário nunca na vida deixa de estudar? Pois é... Estão sempre a sair novidades sobre coisas que se descobriram, coisas novas que se fizeram, estamos sempre a aprender e estamos sempre a estudar. E uma coisa garanto: nunca na vida acaba o sentimento de não apetecer... Por isso
Não Me Apetece Estudar continuará a ser o nome dado à partilha das coisas que faço quando Não Me Apetece Estudar!
Isto incluído
Vou aproveitar esta ocasião em que estamos a rodopiar para fazer um ponto de situação do estado deste blog.
Duranteo último ano ganhámos dezassete seguidores, perfazendo um número total de vinte e sete ornintorrincos bebés encantadores! Viva!
Pensei em fazer uma festa de aniversário como a do ano passado (estou agora numa situação de número par bastante desagradável), mas o dar-embora (giveaway) da festa anterior não correu muito bem. Apesar dos meus esforços, apenas uma pessoa respondeu ao chamado e apenas uma pessoa recebeu o seu prémio. Quem quiser um caixote de dvds com anime gravado faça o favor de me enviar a sua morada, pois ofereço-os com todo o gosto. Assim terão a vossa oportunidade de ver todo o Gundam existente até aos 00s! Aproveitem, é único! 8D
Este blog pode ser acompanhado também no Twitter. Também é o meu Twitter pessoal, mas eu quase não o uso para mais nada, porque não percebo muito bem como funciona, apesar de já o ter há anos. Podem segui-lo em @ladyxzeus
Mudei o nome de apresentação para o meu nickname completo, dado que "Lady" já não traduz muito bem a pessoa que sou. A maioria dos meus amigos online chama-me Zeus (ou mesmo X) e os amigos reais chamam-me pelo nome real. Assim, ladyxzeus é o melhor nome para mim. Além de que é único, só encontro coisas minhas se o procurar no google... Já o tenho há mais de quinze anos, foi o meu primeiro nickname nos primórdios da internet, quando ela ainda fazia SHRIEEEAKSGASFAS
E agora uma novidade! Ou duas.
Primeira: decidi expandir a plataforma para o Tumblr. Agora podem ver mais coisas estranhas em naomeapeteceestudar.tumblr.com Neste local partilho coisas sobre animais, animais fofos, coisas sobre veterinária e os desenhos que faço quando estou em aulas ou congressos e não estou com atenção.
Segunda: para facilitar e como o facto está a ganhar popularidade, decidi fazer um cartão de visita. Desta forma é mais fácil para todas as pessoas a quem eu tiro fotos nos eventos (não muito boas, mas aceitáveis e, sobretudo, uma recordação) encontrarem as suas fotos. Também mais fácil para as pessoas que me tiram fotos mas poderem enviar e eu manter essa referência no Cosplay Portfolio. Olhem tã giro que ele é!
Espero que não tomem este cartão como uma coisa convencida ou armada em carapau de corrida, porque não é. É simplesmente para facilitar, cosplayers fazem-no em todo o mundo, sobretudo no Japão. Acredito que é uma boa maneira de estabelecer contacto, fazer novos conhecimentos e fazer novos amigos, além de partilhar informação que pode ser útil (como tutoriais ou técnicas)
Aproveito também para anunciar que não está nos planos uma página de Facebook, apesar de já mo terem sugerido e pedido algumas vezes. Não considero o Facebook uma boa plataforma para este tipo de conteúdo, pois a informação perde-se rapidamente. Talvez mais tarde, se atingirmos outra proporção. Coisa que duvido, graças às minhas novas limitações. No entanto, está nos planos a criação de outra plataforma complementar, para recomendar música. Ainda está num planeamento muito inicial, mas se sair alguma coisa vai ser giro. =D
Ah sim, repararam que eu tenho usado às vezes assim de vez em quando uns sons estranhos nos meus sukitos? Fazem parte de um outro projecto que será anunciado a seu tempo, com os meus mais amigos. :)
E assim vos deixo. A vida rodopia e é boa. Desde que estejamos com pessoas que gostamos, a fazer as coisas que gostamos... E eu acho que estou nesse nível. Fiquem com esta música, porque....
Recebi este livro numa prenda do BookCrossing com o tema "Animais", juntamente com o Cat Stories. Os comentários no site não eram muito positivos, mas não posso dizer que tenha desgostado.
É um livro triste sobre uma rapariga russa que veio para Portugal com os pais e sempre viveu na miséria. Decide fugir à procura do caminho de volta para a sua terra, para a sua avó, e encontra Rambo, um cão de luta que também precisa de fugir de uma vida precária. Caminham pelos campos junto ao mar e conhecem várias pessoas, cada uma oferecendo um novo tipo de visão para a vida de Myra, que tem muitos nomes, um para cada pessoa que encontra.
Cada história individual, a história das pessoas, tem o seu interesse. Gostei sobretudo da história do velho cego na casinha ao pé da praia. No entanto, os diálogos são um pouco desajustados, a maioria com uma complexidade demasiado madura para a idade de Myra (por mais inteligente que ela seja). Também é um pouco confuso distinguir os diálogos verdadeiros, de travessão, dos diálogos internos ou imaginários ou ouvidos por trás da porta, sem travessão. Além do mais, o tipo de linguagem usado pelos vários tipos de pessoa revela uma certa ignorância sobre os tipos de pessoa. Sobretudo a mitra maligna.
O livro vem acompanhado de um conjunto de pinturas que ilustram a primeira parte da história, o encontro de Myra com Rambo, da autoria de Ilda David, que são obras muito interessantes, que complementam a história com uma certa emotividade, como se os sentimentos fossem uma tempestade.
Talvez esta história precisasse de um final feliz. O cão merecia.
Depois de um dia a manifestar-nos pela paz, e de (re)ver o Quinto Filme de Kara no Kyoukai porque não um momento um pouco mais espiritual?
Este filme coreano trata de um templo budista no meio de um lago. O mestre tem um pupilo e as estações do ano vão passando, mostrando a vida do pupilo. Primavera, é educado a proteger e a amar. Verão, descobre a luxúria e o amor. Outono, cede à pressão. Inverno, regressa para se descobrir. Primavera, o ciclo recomeça.
É um filme muito bonito, com paisagens de um lugar idílico que, existindo, nem cabe nos nossos sonhos. Não me importava nada de ter uma casinha daquelas, a flutuar na água. É um filme cheio de simbolismos que nos remetem para a busca da perfeição pessoal, para o encontro do caminho da luz do budismo. No fundo, é uma história sobre a vida e sobre como a espiritualidade nos pode salvar.
Toda a narrativa é de paz constante, mesmo nos momentos de tensão. É impossível parar de ver, como custou interromper para as necessidades mais básicas!, é impossível não sermos arrastados para este lugar e não nos sentirmos inspirados a procurá-lo dentro de nós.
Recomendo-o muito, sobretudo depois de manifestação pela paz.
Confesso que não estava mesmo nada à espera deste livro. Por vezes no BookCrossing aparecem surpresas e uma delas foi um ring em que ninguém sabia qual era o livro em questão. Era este. Quando o recebi fiquei, como se costuma dizer, completamente à nora. Não fazia ideia porque razão haveria de ter pedido um livro destes! Até que fui ver da surpresa. Ah, tudo esclarecido.
Eu não costumo gostar muito de livros de autores que aos 50 anos já publicaram quarenta romances. Autores profissionais, digamos assim. Um livro por ano parece-me um pouco abusivo e um livro por ano não pode significar que o livro seja extraordinário, a menos que o autor seja extraordinário. O que não é vulgar. Este romancezinho até é engraçadinho, mas não tem a parte do extra.
Sugar Maple é uma terriola saída de um postal de Natal em que toda a gente tem poderes mágicos. Toda a gente menos a pessoa que precisava mesmo de ter poderes mágicos, Chloe de seu nome. Chloe tem uma loja de articos de tricot chiques e muitos gatos. E não tem poderes mágicos, mas precisava deles porque a sua família tem a função de proteger a cidade contra olhares alheios e impedir que haja crimes e acidentes. Quando acontece um crime e aparece um polícia jeitoso vindo da metrópole, tudo muda.
É uma historieta de amor em que todos os componentes parecem incompletos. O componente da magia é muito pouco desenvolvido, ficamos a saber muito pouco dos hábitos de uma cidade tão interessante. O componente do tricot (apesar de me ter dado uma certa inspiração para voltar ao meu cosplay de Utena que está ali parado dentro do cesto dos projectos) revela pouco estudo da parte da autora. Aliás, o seu estudo - segundo a parte final do livro - parece resumir-se a uma consulta rápida a blogues de tricotar. O componente dos gatos é infeliz, sobretudo para mim que sei muitas coisas sobre a referida espécie. O único elemento que parece ter algum desenvolvimento é o da fofoquice feminina.
A escrita é divertida e directa, apesar de ter muitas referências exclusivamente americanas que me levam a pensar porque raio haveriam de traduzir o livro. Aliás, a história parecia mais uma série com pouca produção do AXN do que a de um livro.
Tudo está bem quando acaba bem, mas não é uma autora a repetir (nem uma aventura a repetir, se calhar... Se calhar não!)
Tinha curiosidade em ver o filme, mas já que apareceu o livro no BookCrossing... Porque não começar pela leitura?
É um livro muito interessante, sobre as criadas negras do Mississipi no anos 50-60. Tudo começa quando Skeeter decide escrever um livro sobre as criadas, com a sua ajuda. Juntas, acabam por formar uma estranha amizade e lutar contra a maldade e o racismo das outras mulheres de Jackson, uma pequena vila conservadora.
O encanto está nos personagens, que têm uma voz muito própria, cada uma com um tipo de escrita única que as distingue mesmo sem ler os nomes que estão por cima dos capítulos. Confesso que só reparei neles muito mais tarde. As narradoras são Aibileen, mais velha, mais cuidadosa e aquela que mais ajuda na construção desse livro secreto, Minny, uma criada respondona que encontrou lugar junto a uma estranha "senhora branca", e Miss Skeeter, a escritora que começa a compreender como é a vida das criadas e essa dicotomia de amor entre classes que, por esta altura, eram completamente distintas. Admito que a minha preferida foi Skeeter.
A história desenvolve-se com muito humor, mas também com um toque de realidade que nos faz pensar "será que isto aconteceu mesmo". O final é feliz para uns, menos bom para outros, mas quase que me fez chorar. E confesso também que foi a Skeeter que me fez mais feliz no final. Talvez porque tenha sido com ela que me identifiquei mais.
Este livro dá uma perspectiva diferente ao problema racial nos Estados Unidos e recomendo-o a qualquer pessoa que queira saber um pouco mais ou simplesmente queira terminar o dia a sorrir. Demorei um certo tempo a lê-lo, mas foi um prazer.
Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru.
Yoshimura Ai - Brains Base
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
Pelos vistos pulei este anime na minha escolha de animes para ver. O que foi uma pena porque gostei imenso. Também conhecido por "My Teenage RomCom SNAFU", é um harem com um twist. Para eu gostar de harem tinha mesmo de ter um twist, né? Já agora, alguém me sabe informar o que é que é o "snafu"?
Mas bem, temos aqui um harem igual a todos os outros: um adolescente está numa escola e vai-se rodeando de raparigas bonitas, cada uma com o seu problema. Onde está o twist? Nas personagens. O personagem principal é um jovem inadaptado e sem amigos, com uma visão pessimista da vida. Passa-se que ao longo de todo o anime ele se mantém consistente nessa sua visão, recheada de diálogos interiores que são uma delícia, o que é uma raridade dentro do género. É sem dúvida um personagem especial, que não tem nada de atractivo, nada de memorável e que nunca se torna memorável ao longo da série. Faz amigos? Talvez. As suas colegas são igualmente inadaptadas, cada uma de maneira diferente. Procuram-no para pedir ajuda, a ele e a Yukino. Yukino poderia ser considerada a personagem "tsundere", branca como o seu estereótipo, mas ultrapassa-o porque a sua tsunderice não advém de uma incapacidade de lidar com os seus sentimentos. Ela é por si só uma pessoa solitária que sabe perfeitamente quais são os seus sentimentos e coloca-os na mesa logo desde o início. Em contraste, temos Yui, que se vê perante a solidão precisamente porque não consegue falar daquilo que a atinge. E assim temos um trio implacável a resolver problemas pessoais dos seus colegas, todos eles relacionados precisamente com a sua incapacidade social.
O resultado é uma crítica à sociedade em geral, à sociedade das escolas secundárias Japonesas e ao próprio género: nesta comédia romântica, tudo corre fora do esperado. Isto dá um certo teor humorista à série, mas de forma delicada: não é uma série que arranque gargalhadas a torto e a direito, é algo que nos faz sorrir com uma certa maldade. Sobretudo se forem como eu e se identificarem perfeitamente com a situação de não ter amigos e de todas as experiências passadas indicarem que o melhor é não os ter de todo (por experiência pessoal, posso admitir que isso é mentira, mas estes personagens ainda não o descobriram. Não vou ser eu a dizer-lhes).
A animação é parca, dado que a série se dedica mais a diálogos do que a outra coisa. Ainda assim poderia ter sido feito uso mais original de perspectivas e de cores, se bem que as que estão presentes é que oferecem ao anime a sensação de que "isto é igual a tudo o resto mas... É diferente"
OP e ED agradáveis, cantadas pelas actrizes de voz. Músicas do parênquima nem se dá por elas.
Uma série pela qual eu não daria nada, mas que vale a pena pelas personagens.