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30.9.13

Yami Shibai

Yami Shibai
Kumamoto Hiromu - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
5 em 10

Claramente o vencedor de "anime mais bizarro da season". E o último. Também vi a segunda season de Hakkenden mas achei que não vale a pena escrever um comentário, não tenho nada a dizer. Adiante!

Não sabia da existência deste anime até que de repente começaram a aparecer episódios no site que costumo usar para os meus downloads. Fui ler a sinopse e "histórias de terror japonesas" pareceu-me interessante. Não me lembrei que eu tenho um pavor absoluto de histórias de terror. Assim, logo ao primeiro episódio, pus isto a passar ao lado, porque se me focasse especialmente nisto não iria conseguir dormir à noite. Porque é realmente perturbador.

As histórias são muito estranhas e não são exactamente as histórias de terror tradicionais que conhecemos do Japão. Por acaso gostaria de as explorar um bocadinho, mas talvez um livro fosse melhor do que um filme ou anime, porque ler não me causa tanto medo. Se alguém tiver uma recomendação... Agradeço! Enfim, são histórias simples que mexem com as nossas cabeças. Se olharmos para elas sem o ambiente que as circunda, não são nada assustadoras, mas misturado com os visuais e com a música o efeito é horrendo.

Os visuais, esses, são muito simples, quase uma animação de faculdade. São apenas desenhos recortados que se mexem muito pouco. Mas estão bem pintados, com texturas e o efeito de recortes em cima de recortes é muito interessante.

Os efeitos sonoros são os típicos do terror (aquele crescendo e o culminar). Nota para a ED que é da minha querida Hatsune Miku, oferecendo ainda mais estranheza mas servindo também como situação anticlimática, quase a dizer "isto são apenas histórias, histórias para crianças".

Como cada episódio tem três minutos, acho que qualquer um pode ver isto e experienciar a bizarria também.

Fantasista Doll

Fantasista Doll
Saitou Hisashi - Hoods Entertainment
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10

Do meu grupo de conhecidos, creio que fui a única a acompanhar este anime. Gostei muito, era o meu anime relaxante da season. Porque simplesmente é tão amoroso e bem humorado, foi um prazer acompanhá-lo.

Uzume é uma menina que jogava cartas competitivamente mas que se deixou dessa infantilidade ao ir para o quinto ano. Nesse momento, recebe outras cartas: Fantasista Doll, bonecas feitas de dados que lutam umas com as outras. O anime tem uma história que une os episódios, mas também tem uma natureza episódica, em que é explorada a personalidade de cada uma das bonecas e elas estabelecem laços fortes com Uzume. Todas elas têm uma personalidade simples mas definida (a minha preferida foi a Shimeji), tal como os outros personagens que aparecem, nomeadamente as colegas do clube de cartas - que também têm bonecas - e a directora do "Grupo".

É refrescante ver um anime de luta em que em vez de sangue temos florzinhas. A arte é muito brilhante, colorida, com designs de bonecas extremamente originais e fáceis de gostar. A animação não está nada má e temos muitas cenas de acção que têm um brilho especial, com muito fumo cor de rosa e - está claro - muita florzinha por todo o lado.

A música é fácil e entra na cabeça, mas os efeitos sonoros não têm nada de extraordinário.

Apenas gostaria que as regras do "jogo" tivessem sido estabelecidas e explicadas, é um pouco difícil de seguir as lutas quando não sabemos as regras.

No geral, um anime muito simpático e relaxante.

29.9.13

Porco Rosso

Porco Rosso
Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
Anime - Filme
1992
7 em 10

Um excelente filme para ver numa noite de chuva. Oferecendo o melhor que o Estúdio Ghibli tem para nos dar, apresento-vos o magnífico porco voador!

Este filme fala sobre aviões e os seus pilotos. Marco é um porco que caça piratas do ar no seu hidroavião e acaba numa competição com um outro piloto que um dia lhe deitou o avião abaixo. É um filme muito simples, mas que está muito bem contado. O diálogo está cheio de momentos preciosos, sobretudo relacionados com suínos.

Existem muitas cenas de aviões que estão excelentemente animadas. São emocionantes, originais e muito bem feitas. Mas, o mais importante, é que estão integradas no contexto da história e não aparecem apenas por acaso, não é uma acção injustificada. As paisagens mediterrânicas são muito bonitas e este filme merece ser visto em boa qualidade.

Uma banda sonora original bastante adequada, oferecendo leveza à acção, com uma canção sobre cerejas que será inesquecível.

No entanto, senti que houve dois elementos que não foram explorados suficientemente, pelo que o filme apresenta essa falha. São esses elementos a perseguição fascista, que poderia ter dado pano para mangas, e a magia que transformou o porco num porco. Isto daria um filme mais longo e quiçá menos apropriado a crianças, que é a demografia indicada para ele, mas acho que são temas importantes, sobretudo o político, que poderiam ser tratados de forma bem humorada como o foi o resto do filme.

Uma nota especial para a cena dos aviões por cima das nuvens, que foi uma das metáforas mais bonitas que vi para a morte durante a guerra.

Um filme recomendado, para todas as idades e para todos os gostos.

Uchouten Kazoku

Uchouten Kazoku
Yoshihara Masayuki - Bandai Visual
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Muita gente considerou este anime como único e especial. A mim... Não me cativou.

É um anime sobre uma família de tanukis (acho que é um guaxinim) e as suas relações com outras criaturas misteriosas que vivem em Kyoto. Existe uma história que se arqueia sobre estas interacções, que é quase uma coisa sobre a máfia, mas sobrenatural. É uma história simples, leve, com a sua graça, mas poderia ser mais interessante se fosse apoiada pelo personagem principal. Está tudo bem com os outros personagens, têm a sua personalidade. Mas o principal é simplesmente execrável, começando logo pelas roupinhas. Talvez tenha sido por ele que não consegui entrar a fundo dentro da série e não a apreciar devidamente.

A arte é original, muito geométrica e com cores vivas. No entanto creio que o design dos tanukis (não dos outros animais) ficou demasiado infantilizado. No entanto o efeito, aliado ao efeito sonoro, é interessante.

Falando no sonoro, se a OP pode ser considerada dentro do normal, achei a ED muito boa, sobretudo quando associada à imagenzinha bonita. Muito bonita.

Enfim, um anime que se calhar eu deveria ter apreciado melhor, mas que não consegui.

Shingeki no Kyojin

Shingeki no Kyojin
Araki Tetsurou - Production I.G.
Anime - 25 Episódios
2013
6 em 10

Aconteceu há muito tempo. Era Maio, Maio de 2013. Estávamos nos fórums, nos fórums de anime, Portugueses, estrangeiros. E diziam. Diziam coisas sobre este anime. Diziam "o melhor da season". "Não há nada assim tão bom hoje em dia". Agora... Agora estamos em Setembro. E o que digo eu? Que isso é mentira.

Então vamos ver. Este anime tinha tudo, efectivamente, para ser o melhor da season. A história é simplesmente fascinante: o mundo foi invadido por titãs, criaturas enormes que se parecem com humanos. E que os comem. Por isso, a humanidade resguardou-se atrás de três muralhas. Seguimos o caminho de três personagens muito interessantes, Erin, Mikasa e Armin, na sua luta contra os titãs. Ora, isto ao início é extremamente interessante. Conseguimos ver as emoções dos personagens e sentir realmente alguma coisa com as suas atitudes.

No entanto, alguma coisa muda a partir do momento em que o Eren (spoiler). A partir do momento em que o Eren (spoiler) entramos numa onda bastante diferente da inicial. Que é a onda dos discursos longos e épicos. A onda das explicações longas e épicas. A onda de pessoas a falar de assuntos que simplesmente não interessam porque poderiam ser abordados de uma forma completamente diferente: com menos conversa e mais demonstração. É sempre mais fácil ver do que ouvir, daí que as aulas de faculdade hoje em dia tenham vídeos demonstrativos. Mas isso não tem relação. O que tem relação é que este anime, que tinha as ideias no sítio, começou a tentar ser... Bem, eu não gosto desta palavra, apesar de já a ter usado vezes demais. Ser "épico". E talvez o visionante menos avisado acredite que isto é "épico". Para mim, que estou bem avisada, é apenas chato.

Esta palavra que gosto de evitar está presente tanto na música como na animação. A música, caracterizo-a como "sou um shounen, olhem para mim! =D". A animação... Inconsistente. Tanto temos cenas que parecem saídas de uma visual novel, pessoas paradas só com as bocas a mexerem-se (ou a famosa perseguição interminável, em que descobrimos que o Maneuver Gear dá a capacidade de voar), como temos cenas fascinantes com excelente uso de perspectivas e lutas bem coreografadas e originais.

E, assim, termina o anime que não foi o melhor da season. Mas não se preocupem que vai haver mais de certeza. Talvez nessa altura se possa candidatar outra vez ao lugar.

Danganronpa

 
Danganronpa: Kibou no Gakuen to Zetsubou no Koukousei - The Animation
Kishi Seiji - Geneon Universal Entertainment
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Pois bem, de onde veio a minha decisão de ver este anime? Uma explicação simples: os fórums de cosplay estavam completamente doidos. "Este jogo vai ser a nova moda de cosplay!" "As convenções vão estar cheias disto!" Pois que não. Como veremos, são designs demasiado complicados para serem instantâneamente populares. Mas enfim, isto era um jogo e eu não jogo jogos. Não jogando jogos, foi com grande prazer que recebi a notícia do anime. Não esperava absolutamente nada disto, pelo que me apresentei a ele como tabula rasa.

A minha primeira impressão adveio da arte. A arte é muito engraçada, apesar de a animação ser bastante fraca. Tem cores e texturas interessantes e o estilo permite que haja muitas mortes violentas sem que elas sejam agressivas para os olhos. No entanto, o que se passa com estes designs? Parece que pegaram em todos os estereótipos do anime de há dez anos atrás, lhes deram um estilo facial definido mas bizarro e os decoraram com cabelos impossíveis perante a gravidade. Ao início detestei, mas à medida que me ia envolvendo na história, pareceu-me que poderiam, talvez, fazer sentido na medida em que cada personagem é um "super duper qualquer coisa" e que os seus designs funcionariam como crítica, oferecendo o exagero e a impossibilidade desta história existir.

A história é, como digo, impossível e ilógica. Quinze adolescentes estão fechados numa escola e têm de se matar uns aos outros. Assim, entramos num jogo de detectives em que o nosso cérebro entra em actividade sináptica para tentar, juntamente com os personagens sobejantes, descobrir quem matou quem e quem irá morrer a seguir. A solução final foi muito inteligente e surpreendente, apesar do "apocalipse" cair do céu e não ter continuidade.

Música electrónica pouco variada, mas gostei da OP das pouquíssimas vezes que apareceu.

Não é um anime que recomende fortemente, mas é divertido. E se quiserem muito fazer cosplay de uma coisa que toda a gente viu nos últimos tempos e tem designs difíceis... É o anime para vocês!

Genshiken Nidaime

Genshiken Nidaime
Mizushima Tsutomu - Production I.G.
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Informação sobre as duas primeiras seasons pode ser encontrada aqui.

Ora bem, a minha experiência com Genshiken é um pouco estranha. Não gostei da primeira season, gostei bastante da segunda season e agora encontro-me dividida com a terceira. Relembremos: isto é um anime sobre um grupo de faculdade dedicado a pesquisar sobre a cultura pop japonesa. Isto é, aquilo a que usualmente chamamos "otakus". Pois que nesta "segunda geração" temos uma variação diametral do que se passava nas duas anteriores: desta vez temos um grupo de fujoshis, ou "raparigas podres". O personagem principal, aquele sobre o qual o anime se foca mais, é Hato, um jovem que se veste de rapariga para poder apodrecer com os seus pares. 

Ora bem, esta perspectiva tem uma faceta boa e outra menos boa. Por um lado, é refrescante esta visão adulta das fãs de anime e de BL, nas suas variantes, do cosplay ao mangaka. Por outro lado, a visão oferecida nem sempre corresponde à realidade e o exagero é pecador, vezes demais. Nomeadamente, todo o foco dado ao Hato poderia ter sido resumido e poderia ter havido uma estratégia em que as outras personagens fossem contempladas e conseguíssemos perceber um pouco as razões para a sua podridão. Se já percebemos isso com as personagens das seasons anteriores, as que apareceram aqui pela primeira vez ficaram pobres e mereciam um pouco mais de contexto. O "quase-amor" Hato x Madarame, pairing provável devido às circunstâncias, acabou por se tornar em atum, coisa que não é carne nem peixe, foi uma história muito pouco focada. No entanto, foi bastante bom ver a conclusão de Saki x Madarame.

A arte está renovada, se bem que o aumento de seios não passou desapercebido. A modernidade atingiu este anime em cheio e está cheio de referências muito modernas. Por vezes pareceram-me demasiadas e demasiado evidentes. Parte do charme das seasons anteriores estava na fandom que eles seguiam, que era um anime inventado. Aqui temos fandoms que todos conhecemos perfeitamente, tão recentes que atingem mesmo os animes da season passada, o que facilita muito um anime que era (ou deveria ser) para um grupo restrito se identificar. Agora até o jovem de "eu vi Naruto mais cem animes" percebe perfeitamente o que se está a passar. Agora que leio o que escrevi, soa tremendamente elitista. Mas acho que é verdade.

Detestei que tivesse havido uma mudança nas vozes. Como vi a segunda season recentemente, isto atingiu-me muito, parece que os personagens mudaram de personalidade. Em termos musicais, um pop muito leve ao longo de toda a série, apropriado e discreto.

Ainda assim, é uma série para a qual eu gostaria de uma continuação, porque é muito divertido vê-la.