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31.7.13

Ai no Kusabi 6 - Metamorphose

Ai no Kusabi 6 - Metamorphose
Rieko Yoshihara
Light Novel 
1986

Para saberem mais sobre o anime e os volumes anteriores consultem a tag.

Este é o volume final. Deixa-me triste, porque a história deveria ter continuado. O volume deixa-nos num impasse: o que vai acontecer com Riki? Será que a relação entre ele e Iason vai florescer de forma ainda mais bizarra? E Kirie? Onde está ele?

No entanto, acho que com a construção da história e do universo ao longo dos volumes anteriores, este é de longe o melhor. Riki volta a Eos como pet e ficamos a saber mais sobre o funcionamento desse universo dos pets. Também é revelado mais sobre Iason e sobre os sentimentos que ele tem em relação a Riki, mais do que um "Master - Pet" e mais uma relação de poder e pressão emocional.

Em conclusão, achei a série de Light Novels bastante inferior ao OVA de 1992, que foi o meu ponto de partida. Isto é raro, o filme ser melhor que o livro, mas é verdade, pois a condensação do OVA não transmitiu a maneira de escrever do livro, que é bastante inferior às minhas expectativas. No entanto, o mundo de Tanagura é fascinante e muito original. É uma ideia excelente, que infelizmente só foi explorada até meio.

Esta novel é um clássico do universo BL e toda/o fã que queira ter um conhecimento mais abrangente (isto é, mais do que Gravitation e Junjou Romantica) deve, impreterivelmente, lê-lo. É uma obra da maior importância, mesmo que a sua qualidade em termos literários não seja muito grande. No entanto isto pode sempre ser um problema da tradução.

Para quem não quiser ler, há sempre o primeiro OVA, obra clássica de referência.

28.7.13

Truancy

Truancy
Isamu Fukui
Romance
2007

Finalmente o último livro da Feira do Livro. Precisava de quatro para ter um desconto e este só custava 3€, por isso lá foi ele. O autor é Japonês (mas vim a descobrir que é só o nome, o jovem é Americano) e pareceu-me cyberpunk, por isso lá fui eu. Estava enganada, mas o livro não deixa de ser engraçado.

É sobre uma escola opressiva num regime totalitário e os revolucionários - Truancy - que se opõem a ela. Recheado de cenas de acção com facas de cerâmica e espadas de cerâmica, e rockets, e granadas, e pistolas, e pontapés, e rotativos... Todas elas um pouco aborrecidas... O livro transmite um ambiente interessante que poderia ter estado melhor desenvolvido.

Mas convenhamos que o autor tinha 15 anos quando escreveu isto, pelo que a escrita é desde logo um pouco imatura. Há uma repetição constante de conceitos, nomeadamente o "estudantes são gado", que se torna um pouco aborrecida, pois o universo poderia ter sido descrito de forma mais contundente e perturbadora. Porque realmente a escola deste mundo totalitário não parece assim tão má, nem se demonstra no livro como é que ela realmente afecta o comportamento dos adultos, que parecem ser todos desinteressados mas ainda assim com uma vivência, coisa que num mundo Orwelliano não faz assim muito sentido (apesar de eu ainda não ter lido a sua grande obra, alguém ma vai emprestar um dia, espero eu)

A ideia está muito gira e poderia ter sido melhor aproveitada, de forma mais eficaz para impressionar o leitor, se tivesse sido escrita com menos raiva. Até existe o chamado personagem auto-inserido, que tem um papel de mentor todo-poderoso, com os ideais "correctos". Isto é, uma escrita típica de adolescente. Espero que o autor tenha evoluido, embora eu não o vá procurar. Talvez se o encontrar por acaso o volte a ler.

No entanto, é uma leitura muito divertida e fácil, eu fiquei colada ao livro. É para partilhar!

27.7.13

Ryo

Ryo
Chigira Kouichi - Gonzo
Anime - Filme
2013
5 em 10

Estava tudo a correr tão bem com o projecto Anime Mirai... Mas tudo tão bem... Por isso tinha uma grande expectativa para este terceiro projecto, sob alçada da Gonzo, um pequeno filme sobre samurais. O resultado é um desastre.

Comecemos pela história e personagens: o filho de um samurai perde os pais nuim ataque Inglês e torna-se guarda-costas (porquê e como não se percebe, porque é um miúdo pequeno) de um outro samurai. Isto poderia ser interessante, não fosse a comédia perfeitamente despropositada que povoa toda a narrativa e que destrói por completo qualquer laivo de seriedade que o anime poderia ter. Desenvolve-se uma certa amizade entre os dois samurecos, mas o final (ou início) parece forçado e pouco realista.

Esse é o mote: pouco realista. Começando nos pentados e terminando nas acções dos personagens, nada apropriadas à época em que se está a viver.

A animação tem certos momentos interessantes, mas não é nada de extraordinário, parecendo um desperdício que o governo japonês tenha gasto um yen que fosse a fazer isto. Poderia perfeitamente ter sido feito pelo estúdio isoladamente, pois se gastaram esse dinheiro todo nisto... Não se nota,

Enfim, de todo o projecto este foi claramente o que teve piores resultados e não se espera grande coisa deste realizador no futuro.

26.7.13

Ai no Kusabi 5 - Darkness

Ai no Kusabi 5 - Darkness
Rieko Yoshihara
Light Novel
1986

Finalmente o quinto volume de Ai no Kusabi. Miraculosamente encontrei-o a 25€ no E-bay e não hesitei em comprá-lo. Apenas demorei um pouco a chegar até ele, porque tinha uma grande lista de livros para ler. Para saberem sobre os quatro primeiros volumes, vejam a tag para Ai no Kusabi (que também tem os animes)

Creio que este volume está ligeiramente melhor escrito (ou melhor traduzido) do que os primeiros. É um volume intermédio, que não fala de Iason mas antes insiste no dilema de Riki enquanto pet e numa perseguição da polícia de Midas dentro de Ceres, à procura de Kirie.

Aprendemos um pouco mais sobre Guardian, de uma maneira ligeiramente abstracta mas que dá para tirar a conclusão de que algo de errado se está a passar ali (ainda mais errado do que o que já sabíamos, haha)

E, finalmente, um elemento surpresa, algo completamente inesperado, mesmo no final!

Assim, pode-se dizer que gostei bastante deste volume, apesar de ser um momento de transição na história. Deixa-me com a impressão de que o último volume, o sexto, que já tenho em minha posse, vai deixar a história por concluir. Aliás, ouvi dizer que é mesmo isso o que vai acontecer e que o final do primeiro OVA (vejam a tag anterior) foi criado numa fanfiction, enviada por carta para a revista onde este folhetim foi publicado.

Ficarei a saber em breve, pois tenciono lê-lo na viagem de regresso.

Quando Dom Quixote Morreu

Quando Dom Quixote Morreu
Andrés Tropiello
Romance
2008

Yay, tenho net no hostel! Estou no Porto e creio que esta é a minha primeira mensagem fora de terras mouras. Merece uma celebração, que será feita a dormir!

Enfim, comprei este livro na Feira do Livro porque me pareceu um conceito muito interessante: a continuação da história de D. Quixote, o que aconteceu a todos os personagens extra, para além do Quixote propriamente dito. Mas cometi um erro fatal, que não devem cometer: não ler o D. Quixote original. Isto é, evidentemente, uma falha imperdoável. Porque apesar de conhecer a história, como todos conhecemos, não conheço os detalhes, nem a maneira de escrever de Cervantes. Confesso que o podia ter lido em certa altura da minha vida, mas que não o li porque o livro (que o meu pai tinha) era positivamente gigantesco, uma edição A4, capa dura, com ilustrações.

Não posso dizer que tenha gostado muito. Achei que o livro tinha um excesso de diálogo e muito pouca narrativa. Esse diálogo, que poderá certamente ser o mesmo tipo de estilo adoptado pelo Cervantes, tinha muito poucas informações úteis e muito pouca caracterização dos personagens. Aparecem todos como sujos, feios, ignorantes e levemente estúpidos, sem excepção, o que não é muito agradável para quem lê: eu só desejava que se resolvessem com a história e que avançassem com a vida deles.

Além do mais, um terço do livro é a morte e enterro de D. Quixote, o que foi demasiado longo e moroso.

Ainda assim, como não li o original, o livro pode estar perfeito na adaptação e na imitação. O que me leva à conclusão de que devo, realmente lê-lo. É uma falha na literatura clássica, que eu tanto aprecio.

25.7.13

Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain

Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2013
8 em 10

Quando falamos de regressos de séries ou filmes, há sempre um certo medo inerente. "Será que vão estragar?" "Será que vai ser bom?" Eu confesso que tinha esse medo. Quando vi os novos designs das personagens, com mais medo fiquei. Isto é, faz todo o sentido que Makoto Kusanagi tenha um design diferente, pois como sabemos (pelas outras instâncias de GitS), ela muda de corpo como quem muda de camisa, mas mesmo assim este design jovial não me agradava profundamente.

Veio a revelar este primeiro filme da série "Arise" que tudo faz sentido.

Tudo se passa antes da fundação da Section 9, era Kusanagi ainda uma menina no exército. São introduzidos outros personagens da Secção, mas não como pertencentes a ela: eles fazem parte de outras equipas e reúnem-se por força das circunstâncias. Essas circunstâncias são uma história muito bem contada, dentro do universo de GitS, um mistério cibernético com uma tonalidade surreal, envolvendo memórias e o dilema do "ghost" ao qual já nos tínhamos habituado, considerando que vimos todo o material anterior (coisa que recomendo) antes de pegar na prequela.

O que mais gostei foi a caracterização da Major, pois tendo-a em conta e tendo em conta o que sabemos do que vimos anteriormente, nota-se uma caracterização profunda e uma evolução espantosa. Espero que nos próximos filmes de Arise fiquemos a saber mais como esta "menina", inexperiente e quase com uma aura de inocência e candura, passou para a Major profissional e sem escrúpulos que todos conhecemos e amamos. Também gosto deste novo design porque com ele já posso fazer cosplay de uma das minhas personagens preferidas, pois se adequa mais ao meu corpo (o design original não se adequa de todo, demasiado alta, demasiado musculada, demasiado dotada, demasiado para mim...)

A animação está perfeitamente exemplar, com o CG muito bem integrado e cenas de luta que roçam o espectacular. As coreografias das lutas estão muito interessantes e tornam-nas agradáveis de ver, sendo que é muitas vezes difícil perceber quem vai sair vencedor, dado que as forças estão quase sempre muito equilibradas.

A música é adequada e bastante variada, mas gostei sobretudo da aura dada pela OP e pela ED (se é que num filme temos OP e ED), que é calma e abstracta, numa tonalidade tecnológica muito apropriada ao tema que estamos a tratar.

Recomendo e fico ansiosa à espera do próximo filme!

The Wolverine

The Wolverine
James Mangold
Filme
2013
6 em 10

Ganhámos bilhetes no Central Comics Con, como relatado. Então peguei no boy e lá fui eu para o Corte Inglés. Ainda encontrámos a Hota e o seu amigo, mas depois não a vi mais que fomos a correr apanhar o barco. Bem, eu não o apanhei, fiquei do meu lado.

Enfim, dos Homens X, o meu preferido é o Vôvôrine. Um filme sobre ele que se passa no Japão, mais divertido ainda! Mas o filme não é realmente muito bom... É normal.

São introduzidas ideias muito interessantes sobre a imortalidade, sendo que o desenvolvimento do personagem principal está bastante capaz. O Wolverine é um mutante muito interessante, pois tem um dilema interior muito forte. Essa é a melhor componente do filme.

Tudo o resto é uma amálgama de fuga e cenas de acção confusas e pouco eficientes. Pelo trailer, esperava muito da luta em cima do TGV, mas a verdade é que ela foi apenas saltinhos e pouco mais. Desapontou-me.

A história era bastante previsível, apesar de eu nunca ter lido o comic: já sabia logo no primeiro ataque yakuza quem provavelmente estaria por detrás disso e assim que a Viper apareceu percebi logo quais as suas implicações.

O 3D, que veio oferecido com o bilhete para a ante-estreia, era perfeitamente dispensável e inútil.

Mas ao menos foi divertido. :)