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8.12.12

El Esclavo de la Rosa

El Esclavo de la Rosa
Javi Cuho & Van Durán
Banda Desenhada - 3 Capítulos/2 Volumes
2012
7 em 10

Lembram-se de quando eu fui a Madrid? Um dos despojos de guerra do evento foi um manga Espanhol, dentro do género BoysLove, cujo primeiro volume comprei. O segundo volume só foi editado o mês passado, mas mantive-me de olho nele para o poder ter assim que possível! E assim, pela primeira vez, temos uma review de Banda Desenhada ou, se preferirem, de Manga Espanhol.

Para começar, as capas são lindíssimas. A capa do segundo volume é esta:



E daí passamos para o desenho, a cargo da ilustradora Van Durán. Há um bom nível de detalhe, sobretudo nas cenas de acção. Mas o que me fascinou mais foi o design dos personagens. Num estilo claramente Japonês, as suas feições são claramente europeias. E, grande bonus para um livro BoysLove... Em Espanha não há censura. Oh si cariño.

A história passa-se durante a Revolução Francesa, mas não há quase nenhum foco nas implicações políticas e sociais desses tempos. Em vez disso o manga foca-se numa série de quadraturas amorosas, por vezes incestuosas (ok, muitas vezes). Se à primeira vista parece muito complicado, uma análise mais detalhada revela-nos que a história é muito simples. Trata-se apenas do crescimento e maturação do personagem principal, tanto psicologicamente como sexualmente, e na descoberta do eu enquanto ser amoroso.

O romance está bem estruturado, dando-nos uma narrativa altamente erótica mas nunca desnecessariamente.

Gostei muito e vou manter estes livros como uma grande recordação.

Inside of a Dog

Inside of a Dog
Alexandra Horowitz
2010
Livro Técnico

E com este se finalizam os livros que comprei na Quinta Dimensão! Este comprei-o numa livraria onde o meu amigo zuca Youkai me levou. Livraria essa que... Bem... Gigantesca, escadarias e baleias no tecto e barcos feitos de livros. Tinha uma secção de Veterinária e de Zootecnia, na qual me imergi imediatamente. Encontrei este livro que, sendo um pouco caro, é precisamente sobre um assunto que me interessa profundamente: o que é os cães pensam.

Pois bem, o livro não responde a esta pergunta. No entanto é muito interessante. Não aprendi grande coisa de novo com ele, mas foi bom para rever alguns conceitos. Este livro tenta explicar como é que os cães vêm o mundo. Os cães vêm o mundo de uma maneira completamente diferente da nossa, quer pela sua anatomia quer pelo seu comportamento social. O livro insiste bastante nos conceitos de domesticação e em como o cão foi criado para os seres humanos e com os seres humanos, de tal forma que aprendeu a ler os nossos sinais e a compreender-nos com recurso aos seus sentidos. Sendo os mesmos, estão em proporções diferentes.

Está escrito de uma maneira muito divertida, com pequenos excertos sobre a vida da autora com a sua cadela - relacionando esses momentos com a generalização do comportamento canino temos uma visão um pouco mais pessoal e é fácil correlacionar essas acções com as dos nossos próprios cães. Também tem uns desenhinhos de cães, que pelos vistos a autora gosta de fazer, que não servindo de grande ilustração tornam a leitura mais leve e informal.

Um livro muito bom para o leigo que queira compreender um pouco melhor o seu cão. Fica a referência do site, para quem quiser saber mais antes de investir nele: http://insideofadog.com/index.php

6.12.12

Vampire Knight Guilty

Vampire Knight Guilty
Sayama Kiyoko - Aniplex
Anime - 13 Episódios
2008
6 em 10

Há quantos anos é que eu vi a primeira season? Nem me lembro. Consequentemente, o que é que eu me lembro da primeira season? Perto de nada. Lembro-me vagamente que havia uma gaja altamente estúpida chamada Yuuki, que tinha um amigo/amante que era o Zero, que era um zombie mas que também era um vampiro ao mesmo tempo, e um gajo giro da turma da noite (vestidos de branco, que eram vampiros) que era o Kaname que estava apaixonado por ela mas também era o irmão dela, apesar de ser um vampiro e ela não. Bem, o que interessa, para mim Kaname é este belo pedaço de gajo:


Portantos, tudo o escrito acima é irrelevante!

Vamos à segunda season! Ora, aparentemente Zero é um vampiro com problemas emocionais e toda a gente o quer matar. Depois há um gajo que é o mau. Então temos uma dicotomia: habemos lutar contra o mau mas habemus também de compreender o Zero emocionalmente. O que é que eu tenho a dizer sobre isto? Médio. É mesmo isso. Médio. A história não é nada do outro mundo. Os personagens não são nada do outro mundo. Não são maus, nada disso, apenas não são nada de especial (entre Kaname e KANAME...) Existe uma clara intenção de enfiar por aqui algures uma forte carga psicológica e apaixonante, mas não há nem história nem personagens suficientemente sólidos para suportar este desejo.

Os designs de personagens são típicamente shoujo, para meninas. Longos cabelos flutuantes, olhos grandes e brilhantes, toda a gente muito bonita. Os fundos não têm detalhe, quando o ambiente é propício a esse tipo de brincadeira. A animação é simples mas eficiente, bastante limpa e simplificada. Isto é... Nada de especial.

A música funciona bem, mantendo um certo nível de mistério, com uma ED apropriada. Fosse o ambiente geral mais envolvente a música teria sido perfeita. Tal como está... Nada de especial.

Achei interessante o anime estar permanentemente pontuado por pequenos momentos de comédia (relativizados por pessoas aos gritos, parece que no Japão gritar é uma coisa muito engraçada), aligeirando o tema do vampirismo.

Mas... Nada de especial. E é isto. Não me lembro se a primeira season foi fixe ou não (segundo consta na minha lista dei-lhe um 7, o que significa que achei que estava mais para o bem do que para o mal?) mas esta foi sem dúvida o normal. Insossa. Esquecível. Não acho que valha a pena ver.

5.12.12

Yamato Nadeshiko Shichi Henge

Yamato Nadeshiko Shichi Henge
Watanabe Shinichi - Nippon Animation
Anime - 25 Episódios
2006
4 em 10

Ora bem, há quanto tempo é que eu não dava uma nota tão má? Desde ontem? Bem, antes disso.

Isto, também conhecido por The Wallflower, é um Watanabe. E Watanabe é conhecido por ser engraçado e aleatório. Excel Saga pessoal! Mas esta coisa... Bem, esta coisa... Esta coisa... É uma coisa... Uma coisa má, muito má. Eu percebo perfeitamente a piada, sei exactamente onde me devo rir. Mas não me faz rir. Mais uma vez a minha falta de sentido de humor? Talvez. Mas não é só nisso que Yamato Nadeshiko é mau.

É certo que estes rapazinhos são todos muito, muito, muito bonitos. Num estilo que eu gosto muito. Têm lábios e tudo! Mas a arte e animação são para lá de deprimentes. Constantemente todos os personagens são transformados nuns chibis esféricos, todos brancos, com um traço a fazer de boca. Envolvem-se em nuvens de fumo e grandes fontes de sangue nasal. Sunako, que de feia deveria passar a bonita, é permanentemente reduzida a este estado de bola (ou esfera), apenas com o cabelo a indicar que é ela.

O que me leva a falar da história. A premissa é boa: esta menina foi chamada de feia, convenceu-se que é feia e os meninos lindos têm de a transformar numa senhora. Mas não se esforçam nada e isto é apenas um slice-of-life (fatia de vida) que se foca no quão Sunako é assustadora e em quão bonitinhos são os rapazes. No entanto há um dado interessante, que são as pequenas dicas de "como ser uma leide" que aparecem em spots flamejantes a meio de cada episódio. Não que eu não soubesse disto de antemão, vê-se logo pelo meu nome, mas para quem não sabe é capaz de ser útil. Saber, por exemplo, que a taça com água que te põem à frente num restaurante chique não é para beber, mas para lavar as pontas dos dedos. Coisas assim.

As vozes e música são outro elemente absolutamente desconcertante. Esta gente passa os vinte e cinco episódios que compõem a série AOS GRITOS. Que rebaldaria deve ter sido naquele estúdio, toda a gente a gritar. A música é repetitiva e aborrecida e trás um ritmo absolutamente lunático aos episódios, que me cortou a respiração e me deixou seriamente aflita. Adicionem-se onomatopeias (shugu shugu, tsura tsura, gugugu, gagaga, goth goth loli loli) e temos a receita perfeita para um anime impossível de aturar.

Pois é, são bonitos. Mas mais vale olhar para eles em fanart, porque a mexerem-se não vale a pena.


4.12.12

Litchi DE Hikari Club

Litchi DE Hikari Club
Kachidoki Studio
Anime - 8 Episódios
2012
4 em 10

Bem, o que dizer... Eu tinha ouvido falar muito deste manga. Que era uma coisa altamente psicológica e elevadamente interessante. Assim, quando tive a notícia de que ia haver anime... Dei pulos de felicidade. Sorte que eu não tenho vizinho de baixo, ou então estaria em problemas.

Mas... O que dizer... Eles não fizeram uma adaptação. Não. Eles fizeram oito episódios com três minutos cada um, de pequenos sketches de comédia. E esta comédia pode ser absolutamente hilariante para quem conhece o manga. Mas para quem não conhece - vulgo, eu - não faz sentido nenhum. E não digo isto no bom sentido, isto não é comédia aleatória que é simplesmente engraçada por si só. Precisa de um contexto. E eu não tenho esse contexto.

Apesar dos designs serem muito bonitos, isto não passa de uma animação em flash. Assim, não há nada de especial nela.

Nota boa para as vozes, que são por demais encantadoras.

Mas realmente este anime não é nada. Deu-me uma certa curiosidade de ler o manga, coisa que farei assim que tiver fundos para o comprar.

Kara no Kyoukai - Oblivion Recording

Kara no Kyoukai - Oblivion Recording
Iwakami Atsuhiro - ufotable
Anime - Filme
2008
6 em 10
 
Para as reviews dos cinco primeiros filmes, carregar por favor aqui.

Agora percebo porque é que a maioria das pessoas diz que o sexto filme da saga "não lhes diz nada". Porque a mim também não me diz grande coisa. É um filme muito mais leve e infantil que os outros, sem nenhum tipo de carga emocional ou de desenvolvimento de personagens. A história gira em volta de Azaka, a irmã de Mikiya, e da tentativa de solucionar um misterioso caso na sua escola de Magus. Esse caso envolve "fadas", umas criaturas amarelóides que têm estado a roubar as memórias dos estudantes.

Neste filme vemos muito pouco de Shiki e dos outros personagens que já conhecíamos e que aprendemos a admirar. É Azaka do princípio ao fim. E, estando bem caracterizada como garotinha de 16 anos, Azaka não tem nada de especial sobre si que a distinga.

A arte mantém-se ao nível a que fomos habituados, com especial destaque para a luta final em que existe uma linda explosão de cores e de miasma óptico. A "morte" da "flor" vale o filme inteiro. O mesmo se aplica para a música, que cada vez mais desejo ter no meu computador (e isso vai acontecer... Agora!)

De todos os filmes este foi o piorzinho. Não é um filme mau, é apenas muito vulgar.

3.12.12

Casshern Sins

Casshern Sins
Yamauchi Shigeyasu - Madhouse Studios
Anime - 24 Episódios
2008
6 em 10

Este é um anime sobre robôs. Sobre a vida deles, se é que têm vida. Apresenta-nos uma visão do mundo interessantíssima, um mundo distópico, destruído pelo que eles chama de "Ruína". Paisagens devastadas que vão sendo substituídas por pequenos momentos de natureza, que ilustram a história de Casshern, um robô que - aparentemente - foi a causa da destruição. Infelizmente é este o elemento mais interessante de todo o anime.

Começando com uma estratégia de "monstro do dia", a narrativa é firme e lógica, desenrolando-se sem grandes mistérios ou expectativas, com muita calma. Existe uma falha grande na caracterização dos personagens que, sendo robôs, têm características demasiado humanas. Eles choram, eles sangram, eles "têm o coração aos pulos". Eles até envelhecem! Isto, para mim, não tem qualquer tipo de lógica. Se queriam falar sobre sentimentos, deviam ter utilizado seres humanos. Porque nem mesmo em universos infinitamente mais complexos que este um robô consegue fazer mais do que aquilo para que está programado. Por isso a menos que todos os robôs deste mundo estejam programados para sentir, nada disto faz sentido.

A arte é infeliz. Para uma produção dos 00s, parece demasiado antiga, com designs muito básicos e cores deslavadas. Repare-se que há uma contradição grande: os robôs "bons", os mais "humanos", têm designs humanóides, são totalmente pessoas. Os "maus" são apenas máquinas. As cenas de luta são quase resenhas e são inconsistentes.

Um elemento muito importante deste anime é a música. Com várias EDs e uma OP muito interessante, ela adiciona em muito ao ambiente desgraçado que se vive aqui. As músicas são todas bastante bonitas e, num todo, temos uma OST muito bem construída.

Infelizmente o próprio conceito do anime é falho. Assim, é impossível obter daqui algo superior ao mediano.