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5.12.12

Yamato Nadeshiko Shichi Henge

Yamato Nadeshiko Shichi Henge
Watanabe Shinichi - Nippon Animation
Anime - 25 Episódios
2006
4 em 10

Ora bem, há quanto tempo é que eu não dava uma nota tão má? Desde ontem? Bem, antes disso.

Isto, também conhecido por The Wallflower, é um Watanabe. E Watanabe é conhecido por ser engraçado e aleatório. Excel Saga pessoal! Mas esta coisa... Bem, esta coisa... Esta coisa... É uma coisa... Uma coisa má, muito má. Eu percebo perfeitamente a piada, sei exactamente onde me devo rir. Mas não me faz rir. Mais uma vez a minha falta de sentido de humor? Talvez. Mas não é só nisso que Yamato Nadeshiko é mau.

É certo que estes rapazinhos são todos muito, muito, muito bonitos. Num estilo que eu gosto muito. Têm lábios e tudo! Mas a arte e animação são para lá de deprimentes. Constantemente todos os personagens são transformados nuns chibis esféricos, todos brancos, com um traço a fazer de boca. Envolvem-se em nuvens de fumo e grandes fontes de sangue nasal. Sunako, que de feia deveria passar a bonita, é permanentemente reduzida a este estado de bola (ou esfera), apenas com o cabelo a indicar que é ela.

O que me leva a falar da história. A premissa é boa: esta menina foi chamada de feia, convenceu-se que é feia e os meninos lindos têm de a transformar numa senhora. Mas não se esforçam nada e isto é apenas um slice-of-life (fatia de vida) que se foca no quão Sunako é assustadora e em quão bonitinhos são os rapazes. No entanto há um dado interessante, que são as pequenas dicas de "como ser uma leide" que aparecem em spots flamejantes a meio de cada episódio. Não que eu não soubesse disto de antemão, vê-se logo pelo meu nome, mas para quem não sabe é capaz de ser útil. Saber, por exemplo, que a taça com água que te põem à frente num restaurante chique não é para beber, mas para lavar as pontas dos dedos. Coisas assim.

As vozes e música são outro elemente absolutamente desconcertante. Esta gente passa os vinte e cinco episódios que compõem a série AOS GRITOS. Que rebaldaria deve ter sido naquele estúdio, toda a gente a gritar. A música é repetitiva e aborrecida e trás um ritmo absolutamente lunático aos episódios, que me cortou a respiração e me deixou seriamente aflita. Adicionem-se onomatopeias (shugu shugu, tsura tsura, gugugu, gagaga, goth goth loli loli) e temos a receita perfeita para um anime impossível de aturar.

Pois é, são bonitos. Mas mais vale olhar para eles em fanart, porque a mexerem-se não vale a pena.


4.12.12

Litchi DE Hikari Club

Litchi DE Hikari Club
Kachidoki Studio
Anime - 8 Episódios
2012
4 em 10

Bem, o que dizer... Eu tinha ouvido falar muito deste manga. Que era uma coisa altamente psicológica e elevadamente interessante. Assim, quando tive a notícia de que ia haver anime... Dei pulos de felicidade. Sorte que eu não tenho vizinho de baixo, ou então estaria em problemas.

Mas... O que dizer... Eles não fizeram uma adaptação. Não. Eles fizeram oito episódios com três minutos cada um, de pequenos sketches de comédia. E esta comédia pode ser absolutamente hilariante para quem conhece o manga. Mas para quem não conhece - vulgo, eu - não faz sentido nenhum. E não digo isto no bom sentido, isto não é comédia aleatória que é simplesmente engraçada por si só. Precisa de um contexto. E eu não tenho esse contexto.

Apesar dos designs serem muito bonitos, isto não passa de uma animação em flash. Assim, não há nada de especial nela.

Nota boa para as vozes, que são por demais encantadoras.

Mas realmente este anime não é nada. Deu-me uma certa curiosidade de ler o manga, coisa que farei assim que tiver fundos para o comprar.

Kara no Kyoukai - Oblivion Recording

Kara no Kyoukai - Oblivion Recording
Iwakami Atsuhiro - ufotable
Anime - Filme
2008
6 em 10
 
Para as reviews dos cinco primeiros filmes, carregar por favor aqui.

Agora percebo porque é que a maioria das pessoas diz que o sexto filme da saga "não lhes diz nada". Porque a mim também não me diz grande coisa. É um filme muito mais leve e infantil que os outros, sem nenhum tipo de carga emocional ou de desenvolvimento de personagens. A história gira em volta de Azaka, a irmã de Mikiya, e da tentativa de solucionar um misterioso caso na sua escola de Magus. Esse caso envolve "fadas", umas criaturas amarelóides que têm estado a roubar as memórias dos estudantes.

Neste filme vemos muito pouco de Shiki e dos outros personagens que já conhecíamos e que aprendemos a admirar. É Azaka do princípio ao fim. E, estando bem caracterizada como garotinha de 16 anos, Azaka não tem nada de especial sobre si que a distinga.

A arte mantém-se ao nível a que fomos habituados, com especial destaque para a luta final em que existe uma linda explosão de cores e de miasma óptico. A "morte" da "flor" vale o filme inteiro. O mesmo se aplica para a música, que cada vez mais desejo ter no meu computador (e isso vai acontecer... Agora!)

De todos os filmes este foi o piorzinho. Não é um filme mau, é apenas muito vulgar.

3.12.12

Casshern Sins

Casshern Sins
Yamauchi Shigeyasu - Madhouse Studios
Anime - 24 Episódios
2008
6 em 10

Este é um anime sobre robôs. Sobre a vida deles, se é que têm vida. Apresenta-nos uma visão do mundo interessantíssima, um mundo distópico, destruído pelo que eles chama de "Ruína". Paisagens devastadas que vão sendo substituídas por pequenos momentos de natureza, que ilustram a história de Casshern, um robô que - aparentemente - foi a causa da destruição. Infelizmente é este o elemento mais interessante de todo o anime.

Começando com uma estratégia de "monstro do dia", a narrativa é firme e lógica, desenrolando-se sem grandes mistérios ou expectativas, com muita calma. Existe uma falha grande na caracterização dos personagens que, sendo robôs, têm características demasiado humanas. Eles choram, eles sangram, eles "têm o coração aos pulos". Eles até envelhecem! Isto, para mim, não tem qualquer tipo de lógica. Se queriam falar sobre sentimentos, deviam ter utilizado seres humanos. Porque nem mesmo em universos infinitamente mais complexos que este um robô consegue fazer mais do que aquilo para que está programado. Por isso a menos que todos os robôs deste mundo estejam programados para sentir, nada disto faz sentido.

A arte é infeliz. Para uma produção dos 00s, parece demasiado antiga, com designs muito básicos e cores deslavadas. Repare-se que há uma contradição grande: os robôs "bons", os mais "humanos", têm designs humanóides, são totalmente pessoas. Os "maus" são apenas máquinas. As cenas de luta são quase resenhas e são inconsistentes.

Um elemento muito importante deste anime é a música. Com várias EDs e uma OP muito interessante, ela adiciona em muito ao ambiente desgraçado que se vive aqui. As músicas são todas bastante bonitas e, num todo, temos uma OST muito bem construída.

Infelizmente o próprio conceito do anime é falho. Assim, é impossível obter daqui algo superior ao mediano.

2.12.12

Kara no Kyoukai - Paradox Spiral

Kara no Kyoukai - Paradox Spiral
Iwakami Atsuhiro - ufotable
Anime - Filme
2008
  8em 10
 
Para as reviews dos quatro primeiros filmes desta saga, por favor clicar aqui.

O mais longo dos filmes até agora e, sem dúvida, o melhor. Este filme, que aparece mais ou menos a meio da saga do Jardim dos Pecadores, é mais uma conclusão a toda a história do que outra coisa. Ainda não conhecemos tudo sobre Shiki. Ainda não conhecemos tudo sobre Touka. Mas este é o nemesis final, o confronto com aquele que esteve por trás dos estranhos casos dos outros filmes. 
 
Tudo começa com a história de um rapaz que é "adoptado" por Shiki, passando para a resolução do seu bizarro problema e na entrada dentro de um paradoxo espacial criado por uma criatura bizarra que se apresenta como o arqui-inimigo de Touko. A narrativa não é fixa, mas tem um ritmo quase brilhante em termos de revelação da história. Existem momentos de simbolismo artístico evidentes que tornam a narração ainda mais interessante. Está tudo misturado, mas é fácil de manter a concentração e de seguir a história até ao fim.

Em termos de personagens, temos um desenvolvimento evidente durante este filme. Não há intensas revelações, mas os oponentes estão caracterizados de forma inteligente, sem recurso a histórias passadas traumatizantes nem desejos de futuro carregados de moralidade. Eles são o presente e os seus desejos estão situados no presente. Mais sobre a inteligência e o poder de Touko nos é dito e o filme é quase mais sobre ela do que sobre Shiki. Ainda assim, Shiki é uma estrela que não podemos nunca ignorar. Pela primeira vez em cinco filmes, ela demonstra algum tipo de sentimento, muito ao de leve, quase como se desconhecesse o como e o porquê. Quase diria que está apaixonada.

Existe um forte elemento artístico neste filme, quer pelos fundos quer pela posição da câmara. O CG inunda o ambiente, mas está utilizado de tal forma que em vez de estranhar... Entranha. Temos algumas sequências de animação dentro das melhores que já vi, sobretudo na primeira luta com os "zombies".

A música dá um grande ênfase à beleza das situações, com excepção para a cena de revelação final em que destoou ligeiramente e tirou seriedade (ie. ficou foleiro) O tema final foi muito bem aplicado e foi mais do que perfeitamente apropriado a toda a cascata de sentimentos deste filme.

O melhor até agora, extremamente recomendado. A série num todo é recomendada, mas se alguém quiser ver apenas um dos filmes este é o que eu apontaria. Pelo menos até agora.

1.12.12

Golgo 13

Golgo 13
Kawagoe Jun - TV Tokyo
Anime - 50 Episódios
2008
5 em 10

Golgo 13 é homem de muitos nomes. Este é o seu nome de código. Tido por muitos como o James Bond Japonês, é um assassino a soldo sem escrúpulos, alma ou moral, que apenas faz o seu trabalho. Que é arrebentar com cabeças, conforme pagamento (ou com arreios de cavalos). O seu patrão é quem paga melhor, tanto trabalha para a CIA como para o KGB. E é só isso. Esta série são 50 episódios de Golgo a matar gente, a fazer o que outros não conseguiram fazer e a fazer o impossível. De natureza semi-episódica, sem rodeios e sem expectativas. 

Assim, a série baseia-se unicamente em Golgo. Mas há aqui um problema. Se James Bond é um espião cheio de charme, Golgo é... Bem... Tal qual Nicholas Cage, Golgo tem sempre a mesma cara. Uma coisa como isto: `__´. Olá Golgo!... `__´ Este é o teu caso, mata esta pessoa!... `__´ Golgo engata mulher. ... `__´ Golgo come. ... `__´ Golgo bebe whisky. ... `__´ Golgo faz sexo. ... `__´ Golgo mata alguém. ... `__´ Golgo é vítima de perseguição. ... `__´ Golgo faz cócó. ... `__´

Por isso a série é, indo directa ao assunto, chatíssima. Porque o Golgo, por mais interessante que seja o seu conceito, é um boneco.

O interessante desta série é o ambiente. O ambiente é negro, o estilo quase realista, quase um filme noir num universo de criminalidade, espiões e terroristas. Quase um Black Lagoon, mas sem as histórias da carochinha, num teor mais sério e mais maduro. 

A animação remete-nos para os anos 80, mas não de uma forma boa. Linhas cinéticas, divisão do ecrã em várias secções. Apesar disto adicionar ao ambiente negro, acaba - pelo excesso - por tornar tudo um pouco ridículo. O mesmo para a música. As OPs e as EDs não combinam em nada com o personagem ou com o ambiente e o resto da OST é muito repetitiva. O tananana-tananana-tananana! no fim de cada episódio é típico de uma série antiga, mas torna uma série recente over-the-top e infantil.

Foram 50 episódios de dor e de aborrecimento. 

... `__´

Detalhe: Golgo é o único homem que é perseguido por mulheres nuas que trepam pela varanda para o matar, ao som de música pop. E está cheio de cicatrizes. E tem umas sobrancelhas portentosas.

... `__´

Haiku - 43 Poemas a Lisboa

Haiku - 43 Poemas a Lisboa

Ora bem, esta manhã estive na récita de um haiku que escrevi para esta competição/evento, apresentado pela Twinny. Foi no Teatro Turim, mesmo ao pé da minha casa.
Depois de uma pequena apresentação sobre o projecto e algumas palavras do representante da Embaixada do Japão em Portugal, além de uma pequena explicação sobre este tipo de poema por uma académica, cada uma das pessoas com haikus seleccionados leu o seu e mais alguns que lhe apeteceu. Curiosamente muitas pessoas aproveitaram para apresentar também os livros que tinham escrito. O que achei mais fascinante foi a sala estar cheia, com tanta gente interessada na poesia Japonesa, e tantas pessoas que referiram ter vivido no Japão ou na Ásia.

O meu haiku era sobre pombos. Demorei horas a fio a fazê-lo, quebrando a cabeça com a gramática e com as palavras, com muita ajuda do Tjan e do Rasmus que - fluentes em Japonês como são - passaram o tempo todo a corrigir-me e a mandar-me fazer tudo de novo. Pelos vistos correu bem, porque fui muito congratulada à saída, quer pelo seleccionador dos poemas como pelo representante da Embaixada (que ficou fascinado quando lhe disse o nome da minha professora de Japonês). Traduzido, o haiku é assim:

Isto é um pombo.
Olha para o céu,
Mas apenas caminha

Em Japonês é:

これは鳩
空を見ていた
歩くけど

Isto é,

Kore wa hato
Sora wo miteita
Aruku kedo

Ficou assim após uma pequena correcção da especialista encarregada de corrigir os poemas em Japonês. Não era suposto ser altamente filosófico, a única coisa que eu queria dizer é que os pombos em Lisboa não voam, só andam. E atravessam a rua na passadeira! Mesmo assim, parece que a imagem ficou bastante forte. Orgulho-me bastante deste Ai-Cu, porque ficou interessante apesar de ter dado tanto trabalho.

Deram-me três cópias do livrinho com os Haikus, mais um poster e uma folha com o meu. Acho que vou emoldurar a folha e o poster também, apesar de não saber onde os hei-de por (além de que ainda tenho de encontrar parede para colocar um poster do Gackt que comprei no concerto e ainda está ali enrolado)



Bem, uma manhã bem passada! Espero vir a participar em mais coisas destas! :)