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In English: Cosplay Portfolio (Updating) | SALES

9.11.12

A Casa Verde

A Casa Verde
Mario Vargas Llosa
1966
Romance

Mais um Vargalhosa para meter debaixo do cinto, este emprestado pelo meu pai (que odeia Vargalhosa, por o achar um imitador de Marquez). Mas este, até agora, foi o que eu gostei menos.

Isto essencialmente é um retrato de uma cidade e de uma floresta tropical, com várias histórias entrelaçadas. A história da Casa Verde (dizem que é a principal, mas a mim não me pareceu), prostíbulo construído pelo Sr. Anselmo - um misterioso homem que aparece do nada cheio de dinheiro - a história de Bonifácia, freira expulsa, a história de Fushia, fugitivo Japonês e malfeitor em geral, a história de Chunga (que se vem a saber no final) Todas estas histórias decorrem ao longo de quarenta anos e estão todas misturadas. Presente, passado, é tudo descrito ao mesmo tempo. Isto torna a leitura muito densa e muito confusa.

O autor insiste muito nas descrições das coisas "da terra", das árvores, dos pássaros, da miséria, das coisas dos índios, das comidas. Isto caracteriza bastante bem o ambiente tropical em que vive esta gente, mas torna-se rapidamente aborrecido. Estes conceitos são repetidos no livro mais recente, aqui revisto, "O Sonho do Celta".

Kudos para o autor, que aparentemente terminou de escrever isto (e isto é uma coisa complicadíssima, acreditem-me!) quando tinha 29 anos. O que significa que eu tenho de publicar algo rapidamente, ou então passa-me a idade!

Dumbo

Dumbo
Walt Disney
Animação Ocidental - Filme
1941
7 em 10

Ah e tal, vamos tripar-nos, vamos ver o Dumbo. Toda a gente sabe como é este filme: um elefantinho orelhudo é ostracizado pelos outros elefantes. Depois descobre que pode voar. Um filminho curto, mas amoroso.

Após breve pesquisa venho a saber que este foi um filme de baixo orçamento, desenhado para ser um sucesso de bilheteira e fazer dinheiro. É curto e, efectivamente, é pouco detalhado. Mas, na sua falta de detalhe, é bastante original. Dedicaram-se sobretudo à animação, pelo que temos sequências excelentes, como as alucinações e o voo. É um filme simples e colorido, mas de certa forma muito trágico e impressionante. Tudo de mal acontece ao Dumbo (e há quem tenha opinião de que a culpa é toda da mãe, que é um bocado atrasada mental), é deficiente físico, perde a mãe, torna-se palhaço, tem alucinações com elefantes cor de rosa... Aliás, repare-se quer esta é a parte para tripar, desde pequena que eu acho este filme perturbador por causa disso. Até os tratos aos animais do circo, que são obrigados a fazer performances complicadas e a carregar materiais para a construção da tenda é negro. Assim, este filme é um pouco pessimista, em contraste com a alegria do circo.

Simples e eficiente. Sem dúvida bom para tripar. E uma pessoa farta-se de chorar quando a mãe está a embalar o elefantinho.

O Discurso do Rei

O Discurso do Rei
Tom Hooper
Filme
2010
8 em 10

Bem, só agora é que eu reparei: há quanto tempo é que eu não via um filme! Mas bem, vi este em família, tarde de feriado (ou de Domingo, sabe-se lá) Gostei.

O Duque de York, pai da actual Rainha de Inglaterra, tem problemas. É gago. Coitadinho. Então começa um tratamento revolucionário, ao início mal convencido, com Lionel Logan. Depois torna-se rei e resolve a sua gaguez da melhor maneira possível, através de exercícios físicos e da tentativa de encontrar a causa inerente, o trauma passado, que o leva a esta insegurança gaga.

Um filme muito interessante pela relação entre as duas classes diametralmente opostas, rei e terapeuta, e pelo desenvolvimento de uma conexão e de uma amizade, uma intimidade que o rei nunca teria tido. Os actores fazem um trabalho esplendoroso, sobretudo Colin Firth (ele não imita a gaguez, ele recria-a na perfeição) e em muito contribuem para o efeito emocionante do filme.

Existe um contraste muito interessante entre a riqueza e a depressão do povo, mas também entre a opulência e o constrangimento psicológico.

Diz que a Rainha Isabel ficou muito emocionada com o retrato feito do pai dela neste filme. Creio que isso diz muito sobre ele.

5.11.12

Mahou Shoujo Lyrical Nanoha

Mahou Shoujo Lyrical Nanoha
Shinbou Akiyuki - Seven Arcs
Anime - 13 Episódios
2004
5 em 10

Eu tinha uma série de concepções erradas acerca deste anime. Pensava que era do início dos 90s. Pensava que era sobre música. Pensava que iam haver mais cabelos cor de rosa. Pensava que as personagens eram adolescentes. Tudo errado!

Nanoha é uma miúda de 8 anos que encontra um furão. Furão esse que lhe dá poderes mágicos (daqueles que uma pessoa descobre por olhar para dentro do seu coração. Eu daria uma péssima menina mágica...) E assim começa a aventura que se inicia por encontrar umas jóias, passa por fazer uma amizade e salvar a pessoa envolvida na potencial amizade e envolve uma nave espacial inter dimensional. Isto é, um mahou shoujo típico e básico, sem nada de especial a apontar mas também sem grandes defeitos.

As meninas são típicas, com uma certa excepção para Nanoha. Para criança de oito anos ela tem excelentes tomadas de decisão, pensa com calma, revela grande maturidade e segue os seus sentimentos com integridade. Criança encantadora, mas realismo? Nenhum. 

Os designs são muito infantis, mas o anime esforça-se por colocar algum ênfase nestas lutas mágicas, cheias de luzes coloridas. A animação não está má e as transições são muito fluídas, sobretudo no que respeita à cena da transformação.

Em termos de música, mais do mesmo, típico sobre típico, uma peça em piano, uma peça com metais, OP e ED pareceram-me demasiado adultas para o teor do anime.

E isto ainda tem mais coisas, mais seasons e OVAs e montes de tralha, mas não é para agora. Agora, basta!

Eurocosplay 2012



Como já vem sendo habitual neste amoroso espaço, vamos comentar as apresentações do nosso Europeu de Cosplay! Desta vez só temos um vídeo com tudo.

Já me conhecem e já sabem que eu não faço a mínima ideia sobre os fatos. Para mim estão (quase) todos maravilhosos e, parafraseando a Catarina, há aqui coisas que deviam estar em museus. Os classificados foram:

1ºLugar - Alana, Holanda (Skull Kid, Majoras Mask)
2ºLugar - Kairi, Polónia (Onion Knight, Final Fantasy Dissidia)
3ºLugar - Refira, Reino Unido (Toothless, How to Train your Dragon)

No final colocarei a lista dos classificados com a pontuação.

Bem... Vamos a isso!

 Não percebo nada do que diz o apresentador, por isso fiquei sem saber as personagens, se aparecer entretanto uma lista eu actualizo.
Não percebo nada do que diz o apresentador mas em alguns concorrentes aparece o nome deles, mais a personagem mais a fonte. Mas eu sou tótó e só me lembrei que podia copiar para aqui quase no fim. Se aparecer uma lista eu actualizo.
Facto interessante: descobri que não sei as bandeiras dos países da Europa.

1 - Itália - Música bonita, não percebo se o painel é suposto ser transparente ou se foi engano. Expressivo mas muito parado.
2 - Irlanda - Movimentos firmes e confiantes, boas poses (excepto a última, com desiquilíbrio). Mas só poses.
3 - Bélgica - Balançar pelo palco não constitui skit de cosplay
4 - República Checa - Esta gravação não é a melhor coisa do mundo, por isso o audio é incompreensível. Ainda assim, por mais interessante que seja o monólogo, há-que fazer qualquer coisa que não seja andar de um lado para o outro.
5 - Alemanha - Boa expressão durante o monólogo, música podia ter sido mais animada. Nada de especial, mas realmente nada de mais a apontar.
6 - Bulgaria - Ambiente sinistro mas andar pelo palco não constitui skit de cosplay. O movimento de anca final foi a melhor parte, há que amar pessoas com sentido de humor (e com movimentos de anca)
7 - França - Objectos de palco interessantes, apesar de eu não ter percebido o objectivo das fitinhas. Os movimentos com as bestas pareceram-me pouco exactos (para onde iriam sair aquelas setas! Ainda arranca a vista a alguém!) No geral, bom.
8 - Portugal - Portugali, Portugali, Portugali! Antes de mais, parabéns por teres feito um fato tão complexo em tão pouco tempo! Viva! Agora, eu li a explicação do skit antes de ver o skit, não sei se a minha impressão seria a mesma se não o tivesse feito. A música do heaven está um mimo, mas a parte final está incompreensível. Parece-me muita coisa para tão pouco tempo, mas ainda assim está divertido.
9 - Letónia - Andar pelo palco a mexer em botões não constitui skit de cosplay
10 - Hungria - Parece que o fato é muito pesado, porque a desgraçada mal consegue levantar os braços para dar tiros com a arma. Não percebi bem o que se estava a passar, suponho que seja uma luta com alguém, não me pareceu mal fora estes pequenos desiquilíbrios. Pelo que eu aprendi (pode estar errado) Warhammer é um jogo de tabuleiro. Assim, não há cenas para reproduzir. Assim, isto foi inventado. Assim, weee!
11 - Suécia - Extremamente expressivo, adorei o truque com a bola e quero fazer igual.
12 - Suiça - Bonito em parte mas falta-lhe algo excepcionalmente bom.
13 - Holanda - Adoro a expressão da cara, mas isto torna-se rapidamente cansativo.
14 - Reino Unido - Ok, quando o fato apareceu awww, que fofinho, que engraçado. Mas pulinhos pelo palco enquanto tentas manter a tua cabeça pegada ao corpo não constitui skit de cosplay.
15 - Polónia - Adorei, muito engraçado, simples e eficiente.
16 - Dinamarca - Efeito especial muito fixe, no início pareceu um pouco confuso mas depois compensou. Gostei muito.
17 - Finlândia - Hahaha, muito engraçado, efeitos simples mas giros e inesperados.
18 - Roménia - Primeira parte nãoconstituiskitdecosplay. E uma adenda: quem não sabe andar de saltos ou aprende ou não faz cosplays que usem saltos.
19 - Eslováquia - Ok, o Alien é sempre giro a fazer o que quer que seja. Mas eu não percebi nada do que se estava a passar aqui.
20 - Turquia - Não percebi o que ela disse no microfone, mas coreografia bem ensaiada.
21 - Espanha - Pareceu-me muita coisa, coisas a mais, abanar demasiadas coisas. O efeito não fica muito bom porque ela está sempre a tentar entrar no timing.
22  - Bélgica - Mal percebo o que ela está a dizer (audio maldito)... Mas que seca. Monólogo muito longo sem momentos de intensidade para prender o público, a minha atenção facilmente diverge para o chat do facebook.

A uma hora de espectáculo fiz um longo intervalo, por isso sugiro que também vocês façam um. Tomem um café, estiquem as pernas, olhem para esta coisa que eu vou por aqui e preparem-se que ainda falta MITADI!
  Ok, CONTINUEMOS!

 
23 - Roménia - O audio está muito, muito bom, mas a actuação torna a história muito desinteressante. Seria boa oportunidade para fazer aqueles truques de mudar de fato.
24 - Eslováquia - Mas o que é que... Bem. Escolha de músicas gira mas não constitui skit de cosplay. Se bem que o que é que esta pessoa podia fazer quando é um Angry Bird? Atirar-se para o público? Era capaz de não ser má ideia.
25 - Reino Unido - Luta bem coreografada e expressiva, mas parte final muito confusa em termos de movimentos
26 - Suécia - Movimentos confusos mas tudo bem, ataques coreografados, tudo bem e depois Gangnam, tudo mal. Cortou com tudo, não percebi a cena.
27 - Irlanda - Monólogo e parte final muito expressivas, movimentos desperdiçados no meio do desespero, sugiro melhor marcação.
28 - Turquia - Essencialmente só poses e uma luta desincronizada. Non.
29 - Itália - Aprender a usar uma bengala era fixe. De resto, emotivo.
30 - Suiça - Audio emocionante e excelente coreografia, mas falta conteúdo.
31 - Dinamarca - Não entendi. Nada. Teve piada, mas o que foi isto?
32 - Hungria - Wooh, uma luta COM CONTEXTO! Viva! Ainda assim movimentos um bocado moles.
33 - Lituânia - Não sei se estas poses à Dio Brando são muito funcionais para usar bestas...
34 - Alemanha - Não percebo bem o monólogo, bem marcado, se a parte final era para ter piada não acho que tenha funcionado muito bem.
35 - Noruega - Se era para cantar podia cantar um bocadinho melhor, só naquela.
36 - Bulgaria - Teria funcionado muito melhor se ela não andasse de um lado para o outro.
37 - Estónia - Ok, andar, andar, andar (andarão mesmo assim, os soldados) e depois musiquinha que não tem nada a haver com nada. Nonnonon.
38 - República Checa - Ela parece ter imensa dificuldade em mexer-se. E só anda de um lado para o outro e isso não constitui skit de cosplay.
39 - Austria - OHMEUDEUS eu não acredito que vi este cosplay amoramoramoramor! Mas bem, o texto está bom. A representação está boa. Mas isto não tem nada a haver com a Marie Antoinette de Ikeda. Totalmente o oposto.
40 - Holanda - Simples, divertido e eficiente!
41 - Polónia - O início foi muito divertido, achei que a ideia funciona muito bem.
42 - França - Não constitui skit de cosplay.

Em resumo: acho hilariante o apresentador acabar todas as apresentações com "excellent", "awesome stuff" ou "lovely". É triste ver apenas meia dúzia de boas apresentações em 42, a nível internacional. Sim, eu sei, eu sei que o Eurocosplay é tudo sobre os fatos e que só 20 pontos vão para a apresentação mas E AGORA EU VOU CITAR UM JURI DO EUROCOSPLAY, "it's costume but it's also PLAY, they go hand on hand so don't forget about it"

Concordo com os dois primeiros prémios, não tanto com o terceiro (mas pelo que vejo ninguém está a concordar). Fica aqui a folha das classificações para verem as pontuações gerais de cada pessoa. :)


Katanagatari

Katanagatari
Iwasa Gaku -  Aniplex
Anime - 12 Episódios
2010
6 em 10

Ai a motivação com que eu estava, 12 episódios vêem-se num instante. Mas afinal não. São 12 episódios com 50 minutos cada um. Lançados uma vez por mês. Oh bem, não se podem ter só coisas boas na vida.

O interessante deste anime é a arte, animação e design de personagens. Os fundos são complexos e apaixonantes, com um certo tradicionalismo impresso neles. Já o design é extremamente original, com roupinhas muito giras (e cosplayáveis). Aliás, fica aqui um exemplo:

O interessante destes designs é que não têm em absoluto nada que ver com a história ou o setting em que esta é passada. São muito coloridos, para uma história negra, e muito fofos. Até eu faria um cosplay, mas veremos a seguir o porque não. Quanto à animação, excelente produção. Temos todos os episódios uma luta de proporções épicas, com recurso a técnicas computorizadas que funcionam extremamente bem, numa explosão de cores e efeitos especiais.

O problema desta série é... Tudo o resto.

A história é simples: uma gaja faz com que um gajo vá à procura de umas espadas. E assim temos uma base de monstro do mês (12 episódios, 12 espadas) que não tem grande lugar por onde pegar.

As personagens são muito básicas e verdadeiros estereótipos, um genki bói e uma tsundere que se unem e que acabam por desenvolver uma relação. Esta parece um pouco forçada logo desde o primeiro episódio. A relação entre personagens mais interessante acaba por ser aquela da irmã, mas cortam-lhe as asas a meio da série. O culminar de tudo é frustrante e leva-nos a pensar o porquê de terem feito isto.

A música é um aspecto excelente desta série, extremamente variada (uma ED por episódio) e muito intensa.

No entanto a arte e a música não compensam a falta de conteúdo desta série. Poderia ter sido muito interessante e um excelente trabalho não fossem os momentos de comédia fora do contexto e a personalidade básica dos personagens.

Fosse um filme ou uma série com tempos normais até recomendava, mas assim não.

4.11.12

Animoment - Um Momento de Anime


Animoment - Um Momento de Anime

Bem, mais um fim de semana pleno de senilidade.
Comecemos do início. Quando eu olhei para o cartaz não quis muito acreditar. Mas depois disseram-me "epá, não estás a perceber a genialidade da enguia metálica e do pato dragão". E realmente não estava. Olhando bem para isto, tem algo de muito épico aqui. E parece que foi feito pelo irmão mais novo do organizador, que fofi. :3 Além disso gostei do site, adorei o cartaz. Tinha tudo e filmes diferentes do habitual e três workshops (inscrevi-me imediatamente no de cosplay) e não parecia ser difícil de lá chegar. Então preparei o meu cosplay, um skit para rir e lá fui eu.

Quando cheguei eu não quis completamente acreditar. Aliás, estive quase para me ir embora. Mas lá entrei e entrando o que se passava: programa da manhã estava cancelado pois a pessoa que trazia o material teve um acidente de carro. Mas não se magoou e isso é o importante. Se bem que se fosse eu já o material lá estava desde o dia anterior (ou desde a semana passada). Entretanto tinha visto no horário (quando cheguei a casa. Às 10 da manhã. Depois de ter dormido uma hora. Isto é importante) que o workshop de cosplay tinha passado para o dia seguinte. Fiquei com pena, pois não tinha planeado ir no Domingo.

Mas falemos daquilo em que não acreditei: o espaço. É uma associação cultural de velhotes, ou coisa que o valha, e parecia estar a cair em pedaços. Tinha um espaço grande com copa (que por razão misteriosa não podia ser usada) e um palco. Um pano na parede seria o sítio de visualização de coisas. Atrás uma tenda, onde estava pessoal a jogar às cartas e um espaço vazio que se estendia até ao infinito (limite definido por um parque infantil), que poderia ter sido utilizado para montes de coisas. Parte da frente coberta por uma coisa, segura por um pau com um balde na ponta, que caiu pelo menos duas vezes colocando em risco a vida de muitos seres vivos e de muitos seres mortos também. Ah, e vi um rato. Mas isso não interessa, porque tinha pago bilhete e porque eu acho ratos super fofos.

E ora portantos lá andei eu pegada ao cinzeiro, a ver as lojas (muito poucas: Casa da BD, uma banca com cartas diversas, uma banca de desenhos, uma com coisas feitas à mão - onde comprei o meu tradicional phone strap, este é de um sushi de ovo -, uma com manga barato - onde deixei o meu contacto para me enviarem informações, pois disseram que havia mais - e uma com uns porta-chaves feitos de feltro) , a falar com os peoples sobre anime e coiso. Além de mim havia mais uma pessoa com um cosplay e estava-me a sentir um bocado deslocada por, pois, ter uma peruca azul e um remo. Mas gostei de falar com o pessoal. Éramos poucos, talvez por isso dava para iniciar conversas interessantes e falar sobre anime. O que, para evento de anime, é quase uma novidade!

Entretanto inciamos uma sessão de Dungeons and Dragons. Desde que vim da Quinta Dimensão que queria muito experimentar um roleplaying game mas até agora ainda não consegui que o encontro dos Roleplayers de Lisboa acontecesse num dia em que eu não tenho um evento de cosplay (ou um workshop) para ir. Então finalmente consegui experimentar! E é tão, tão, tão, tão, tããão giro! A primeira parte foi a construir as personagens. Eu escolhi uma humana bard e dei-lhe o nome de Cockatiel. E estavam as minhas parceiras a fazer a delas quando chamaram para o concurso de cosplay.

Concurso de Cosplay

Éramos dois. DOIS. 2. Um mais um. Dois. Prémio garantido, havia dois prémios (muito fixes, por sinal). Entretanto apareceu uma moça com orelhas de gato (a Gatinha Celina) para fingir que éramos mais. Mas éramos dois. Cosplayers, onde estavam vocês? Espero sinceramente que a fazer um fato com um milhão de pérolas, porque podiam ter ganho prémios excelentes e não ganharam. Ora, eu desta vez vi as apresentações de cosplay, por isso mesmo sem vídeo (que ainda está para aparecer) vou falar um bocadinho delas. Para começar, estes éramos nós:

Credo, que cara de mutante que eu tenho...

Tirámos a sorte quem ia primeiro e quem ia depois e, como a deusa me bafeja com o rabo, calhou-me ser a primeira. No me gusta ser a primeira. Backstage um pavor, cheio de escadas (tenho dificuldade em subir escadas com este fato), cheio de gente a comer algo com arroz.

Botan (Eu)


Este vídeo vai estar está aqui PORQUE houve mais uma desgraça na série e os vídeos viam-se muito mal, muito muito mal, no pano branco. Parece que era por causa da luz. Mais uma razão pelas quais os vídeos devem apenas ser um suporte e não devem ser essenciais, meus amigos! 8D Mas prontes, eu acho que está giro por isso está aqui para verem.

Ora, tinha uma série de limitações este concurso: 1 minuto de tempo limite e não se podia utilizar material sonoro "da net" (isto é, todas as músicas de que gostamos). Então eu decidi fazer uma coisa simples e usei a minha voz para fazer os efeitos. Eram para ser 10 coisas que se podem fazer com um remo, mas depois pus só cinco, porque não cabiam. Acho que fiz um erro de transição do Remar para o Cavar mas fora isso acho que correu bastante bem, deu para cansar e as pessoas (poucas) fartaram-se de rir. O juri comentou que podia ter sido mais expressiva, sobretudo na última parte, e é verdade... Os risos não sairam como é costume. De uma forma ou de outra, eles valorizaram bastante o facto de eu ter feito o fato todo (à mão, mais o remo). Comentaram um detalhe na peruca, verdadeiro (e esta peruca já parece um ninho de ratos, de qualquer forma). Mas enfim, acabei por ganhar o primeiro prémio, o primeiro da minha vida, que foram 50 euros em vales de compras na casa da BD e uma t-shirt de Naruto (que dei imediatamente ao Soldado, o que é que eu ia fazer com uma t-shirt de Naruto?) Eu realmente pensava que isto ia correr muito mal, estava mal-disposta, só tinha dormido uma hora, a peruca estava pavorosa, esqueci-me de uma parte do fato (que não se vê mas que é importante), estava toda desgraçada, mas valeu a pena o esforço. =D

Soldado (Counter Strike)

Vi de longe. Entrou em modo stealth, apontou e apontou mais. Não apreciei muito, mas o juri diz que o ambiente estava igual ao do jogo, por isso deve ser verdade.
Gatinha Celina
Entrou. Fez "nya". O público matou-se a rir e continuou a matar-se a rir durante todo a "nyazação". Deram-lhe um "Prémio de Coragem", que achei muito bem!
Uma nota sobre o juri
Gostei muito que nos dessem as opiniões deles e as pontuações. Pessoal acessível e simpático, críticas construtivas e muito válidas. Gostei mesmo desta atitude, se bem que teria sido impossível se fossemos mais.
Depois mais Dungeons and Dragons, onde matei um Ghoul à primeira, de longe, com uma seta, mas acabei por ser morta por gatos.

Segundo me consta os workshops, de desenho e de Japonês, estavam concorridos. Os jogos e as cartas também. Mas o resto estava morto. Acho que deviam ter posto alguma animação no palco, sei lá, um concurso de karalhoke ou assim, para chamar a atenção para aquela área. Nota sobre o workshop de desenho: eu falei com as pessoas que iam dar o workshop e... Eram estudantes do 12º ano. Sinceramente não me parece qualificação suficiente (apesar de eles até desenharem bem, deixei o meu contacto para um projecto)

Quanto a comidas, ramen. Mas havia um problema com a água. Estava ausente, levei comida de casa.

Por isso vamos ao..... SEGUNDO DIA!

Tururu, está aqui uma coisinha bebé para tirar o gosto.
Ora bem, eu era para não ir. Eu era para ter ido acabar com o stock de um bar em Almada e para ter feito um longo passeio à beira do rio, com interrupções frequentes. Mas o organizador pediu-me... MUITO... Para ir dar o workshop de cosplay. Ora portantos, o gajo que ia dar o workshop cortou-se. À meia noite e vinte de sexta-feira (a situação era para acontecer no Sábado). E eu disse "epá, eu vou falar com o pessoal para ver se arranjo alguém, que eu não tenho competência que eu não sei fazer fatos". Então fui falar com o pessoal, e até falei com bastante pessoal, e ninguém podia ir, e ninguém podia, e ninguém podia, e então fui eu. Ya. Fui eu. Não lhes ia dar a boca também. É que realmente, esta gente esforçou-se para fazer algo em condições e só lhes aconteceram azares. Mas para ser sincera, estou estupefacta com a atitude da pessoa que ia dar o Workshop. Aparentemente estava a cargo da Associação Portuguesa de Cosplay. Se tinham de cancelar o mínimo que podiam fazer era arranjar alguém para substituir. Há dezenas de cosplayers neste grupo, não havia de ser impossível encontrar alguém! Ou pelo menos alguém que soubesse mais do que eu! É que realmente são estas coisas que tiram toda a credibilidade a um grupo. Questiono-me, será que a Amadora vai falhar? Ou será que não falha por ser um evento oficial? O que pensaram vocês? "Ah isto é um evento de fãs então a gente pode falhar à grande que ninguém vai ligar?" Ou outra coisa qualquer?  Esclarecido que a criatura envolvida pertence à ACP mas que ia a título pessoal. Imprevistos acontecem, é evidente, toda a gente tem o direito de faltar a uma coisa para a qual se comprometeu. Mas o lógico, o correcto!, é arranjar uma alternativa. Um plano B, um plano C. Agora deixar as pessoas penduradas é que não.

Mas prontes, fui eu. Fui eu. -___- E como eu em fatos sou uma abécula falei de skits. Peço desculpa a todos os que estavam à espera de um workshop de cosplay. :< Eu dei um workshop de PLAY. Mas bem, dei umas dicas para o audio, para o vídeo, partilhei uns tutoriais de efeitos especiais e finalmente, depois de uns bolinhos, sugeri um exercício de construção de personagem. Consistia em escrever alguns dados sobre a personagem e baseados nisso apresentar-se como se fossem a personagem. Mas acho que não expliquei bem a ideia. Depois tinha planeado que cada um reproduzisse uma cena da "fonte", mas não tínhamos muito espaço e o chão era de gravilha molhada e achei melhor cortar essa parte. De uma forma ou de outra podem sacar aqui a apresentação que fiz, pelo menos tem imagens giras.

Entretanto havia um concurso chamado "Teatro em Cosplay", que era para grupos. Foi UM grupo (espero vídeo), que ganhou uma câmara de filmar. Mais uma vez, prémio awesome e só um participante. A apresentação deles ao início estava gira, mas depois Gangnam (e Gangnam mal coreografado ainda por cima). Eles disseram-me que aquilo foi meio de improviso, por isso até nem foi mau de todo.

Finalmente, enquanto esperava por uma boleia para a estação dos comboios, concerto dos Namae Ga Nai, que fazem covers de músicas de anime. Banda fixe, tocavam bem e tocavam músicas giras (se bem que a maioria eu não conhecia). E tinham um violino, que raridade! Mas a vocalista não estava nos seus melhores dias, constipada do dia anterior, a voz falhava-lhe, desafinava nas notas mais altas, e só fazia que não, parecia estar mesmo triste. Sem presença nenhuma. Tocaram só meia hora mas ainda assim acho que são uma boa banda para os eventos e gostava de os ver mais vezes. A voz da vocalista podia estar a falhar, mas tinha um tom bonito.

Neste dia já havia diversos quitutes alimentares a preços mínimos, mas a única loja que lá estava era a Casa da BD. Muito menos gente, se é que é possível.

No caminho de regresso cheguei à conclusão que nunca teria dado com o sítio se tivesse ido de transportes. Nem nunca na minha vida eu tenho sentido de orientação suficiente.

Mas concluamos! Diverti-me e isso é o essencial. Pude conhecer pessoas novas e, maravilha das maravilhas, falar com elas sobre anime! Todo o evento foi a parábola da Série de Desgraças, mas sobreviveu-se e riu-se e portanto foi na boa. Gosto destes eventos feitos por fãs, sempre dão para variar um bocado. Gostei que eles fizessem tudo dentro dos trâmites legais, com os copyrights de tudo e coisas, não gostei (fez-me solene confusão) que me estivessem sempre a tratar por você. Tive muita pena que todas as pessoas da net que disseram que iam não tenham ido. Acho que deviam continuar, se bem que num espaço diferente que este não estava com nada. Foi um fim de semana bem passado, embora sentisse a falta do longo passeio à beira do rio com interrupções.

Nota para uma coisa engraçada: no workshop estava lá uma velhota que não fazia ideia de onde estava e que não sabia o seu próprio e-mail para eu lhe explicar melhor. Ela ficou com ideia de que Cosplay é como as pessoas se vestem no Japão. 8D