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3.5.16

The Hunger Games

The Hunger Games
Gary Ross
2012
Filme
7 em 10

Como saberão, já li os livros desta saga há algum tempo e, surpreendentemente, gostei mesmo muito deles. Assim, quando o Qui sugeriu ver a tetralogia de filmes, concordei logo que era uma excelente ideia!

Este primeiro filme é uma trama adolescente mas, apesar disso, muito bem pensada. é a prova de que se podem fazer filmes para o estrato mais novo que tenham algum tipo de densidade e que nos façam realmente pensar. Para começar, o filme mantém-se bastante exacto ao livro a que corresponde, com excepção de um ou outro detalhe que teriam tornado a narrativa ainda mais impressionante. Assim, apenas poderia ter um bom argumento, que nos faz realmente dar voltas à cabeça e pensar na situação do "e se fosse comigo".

De resto, a realização é bastante boa, sendo que o filme recria com algumas liberdades o ambiente narrado, de forma a torná-lo verosímil e adaptado ao contexto da nossa realidade. Alguns detalhes no aspecto das roupas e pessoas são diferentes, mas tudo está muito bem estruturado, sendo que me impressionou de sobremaneira o guarda roupa escolhido para as pessoas do Capitol, revelando um excelente tom imaginativo.

O ambiente de pânico mantém-se ao longo de todo o filme, sendo que a inadaptação da personagem principal está muito bem interpretada por esta jovem actriz. Talvez os momentos de amor e paixão pudessem ter sido melhor explicados, já que no livro acontecem por motivos diferentes aos que aparentam estar apresentados aqui.

Portanto, foi um filme estranhamente viciante! Estou ansiosa por ver o resto do franchise!

28.3.14

The Hunger Games: Mockingjay

Mockingjay
Suzanne Collins
2010
Ficção Científica

Portanto, tirei a tarde porque fui trabalhar no sábado de manhã. São seis e meia e só agora estou em casa. Antes de avançarmos para os animes semanais que estão a terminar, façamos uma interrupção com tão famoso livro. É verdade, aqui está o terceiro volume da saga Hunger Games. Para saberem mais, leiam os comentários ao Primeiro e Segundo volumes!

Ora bem, que tenho eu a dizer? Depois do que eu gostei do primeiro volume, da impressão neutra do segundo... O terceiro só piora. Pois é... Agora o jogo é outro. De repente, Katniss vê-se envolvida numa guerra de rebeldes, numa revolução contra o sistema. Isto seria muito interessante, se não repetisse a fórmula anteriormente usada uma e outra vez, ao ponto de exaustão.

A personagem evolui da pior forma possível: regride. As suas fragilidades enquanto adolescente estão permanentemente em causa e, por culpa delas, a história desenvolve-se a um ritmo fastidioso, sem a emoção selvagem que caracterizava a personagem. Isto perde-se, apesar de compreendermos que esta moça já passou por muito na vida. Mas a verdade é que isso só revela como ela é fraca, pois não consegue ultrapassar as situações. Nomeadamente a situação Peeta vs Gale, que se demora demasiado tempo - ao longo de todo livro - apenas para terminar de forma apressada e sem muito fundo de lógica. Deu a impressão de que a autora tinha um limite de palavras e resolveu terminar com "e então passou-se isto e isto e fim"

Os novos personagens são muito pouco explorados e as revelações sobre os personagens antigos são demasiado inconstantes para serem levadas a sério. Da mesma forma, as descrições de paisagens e mortos (em geral) aparecem em excesso e acabam por cansar. O que realmente queremos é saber sobre a narrativa, não interessa muito sobre quem está a matar quem e como. Talvez o leitor de agora goste disto, mas o leitor de antigamente farta-se rapidamente.

Enfim, o terceiro volume desapontou, mas gostei da trilogia no geral. Acho que a ideia está boa e está bem escrito. Talvez seja um ponto de partida para o leitor jovem, se depois disto tiver vontade de ler outra literatura em universos distópicos que seja um pouco mais complexa. :)

28.2.14

The Hunger Games: Catching Fire

Catching Fire
Suzanne Collins
2009
Ficção-Científica

Finalmente de regresso ao Kobo! Tenho andado extremamente ocupada, com o trabalho, o cosplay e as pessoas, mas li este livro de uma assentada. Depois do primeiro volume, tinha muita curiosidade em saber como continuava a histórai. Depois de Catching Fire, fiquei cheia de vontade de ver como a história vai acabar. Porque o livro acaba, mais uma vez  num precipício e queremos, sem dúvida, saber o que acontece a seguir.

É essa a parte boa deste tipo de livros: envolvem muito rápido e são muito fáceis de ler. Uma boa lufada de água fresca entre livros mais para o pesado, mais complexos. Olhando as coisas bem a fundo, o livro divide-se em duas partes. A primeira prova que, realmente, é literatura para a adolescente fêmea e vai até meio do livro (isto é, meio da segunda parte oficial). A segunda relata outros Jogos da Fome, com toda a sua violência e insere um novo elemento na narrativa. Evidentemente, gostei muito mais desta segunda parte.

Inicialmente, podemos observar o dilema amoroso da personagem principal, Katniss, e uma multitude de vestidos e roupas de todos os géneros. Mais tempo é passado a descrever as roupas do que outra coisa. Há uma delas que faz um manifesto, o que é bastante interessante, com as tristes consequências que podem ocorrer num governo totalitário. Analisando bem o objecto, a personagem é formulaica, usada e repetida em muitos romances para jovens. Uma rapariga que tem uma característica que a define, sendo que tudo o resto é um pouco fosco, dividida entre um amor "correcto" e outro "incorrecto", o claro e o escuro. Envolve-se num problema que a afasta do verdadeiro amor (o incorrecto) e a faz aproximar daquilo que todos esperam dela.

O que distingue o livro dos outros do género é a natureza do problema que se lhe coloca: um jogo em que só um pode sobreviver. Neste aspecto, Catching Fire é mais interessante do que a prequela. Tem personagens mais interessantes (quanto mais velhos ficamos mais interessantes somos, oooh) e o campo de jogo também é mais complexo e requer algum entendimento.

O final de teor revolucionário é apetitoso e dá a esperança de que o último volume da trilogia adquira um teor mais adulto e menos focado no romance.  Mas antes quero ler mais livros, tenho de rechear o meu bicho Kobo!

7.1.14

The Hunger Games

The Hunger Games
Suzanne Collins
2008
Ficção-Científica

Queria ler este livro desde o meu estágio curricular, em que a minha colega comprou a trilogia. Tinha mesmo muita vontade de o ler! Por isso, ao receber o meu lindo e maravilhoso e-reader Kobo, foi o primeiro livro que arranjei!

Começo pelo Kobo. Não há bicho mais lindo que ele. A ver se ponho aqui uma foto mais tarde. É super leve, pequenino, fofinho, é táctil, é a preto e branco, só leva livros, dá para arranjar montes de livros na loja do Kobo a preços muito mais baratos. São assassinadas menos árvores a longo prazo. Tem dicionário incorporado. Só não tem luz, mas nada que não se resolva. Adoro-o e já tenho uma série de livros prontos para serem lidos nele. Não que eu vá abandonar para sempre o formato papel, mas isto realmente dá muito mais jeito. Por exemplo, estou a transportar esta trilogia de 800 páginas mais outro livro dentro da mala. E a capinha que a minha irmã me deu para fazer complemento também é toda jeitosa! E ele é cor de rosa por trás! =D

Mas o livro.

Num universo distópico, pós-apocalíptico, a América do Norte (Panem) é dominada pelo Capitol. Para provarem que mandam em tudo, eles organizam todos os anos os chamados Hunger Games, jogos de morte em que um rapaz e uma rapariga de cada terra (Distrito) são enviados para se matarem uns aos outros. Katniss acaba por ir parar aos Hunger Games. Mas ela tem uma vantagem: no Distrito dela, o Distrito 12, ela caçava com arco e flecha. Ela sabe mexer-se. Eu só penso... Se tivesse de ser eu a ir (ainda bem que já passei a idade), morria logo, que não tenho talento para nada de útil num cenário de guerra.

Foi um livro que adorei ler, apesar de - com toda a objectividade - não ser nada por aí além. Manteve-me sempre colada a ele, desejosa de continuar, desejosa de saber o que vinha a seguir. O livro conta em detalhe o que são estes Hunger Games: no fundo são um reality show em que as pessoas morrem. E realmente, só falta fazerem esse tipo de reality show. As pessoas iriam adorar. Existem alguns temas, como a exploração e a pobreza extrema, que são abordados, mas acabam por não ser o tema mais importante da história. A forma como tais temas estão descritos é, no entanto, feita com talento: são as considerações sobre a vida de Katniss, histórias do seu passado, que ilustram como as pessoas vivem fora do Capitol e como têm vidas difíceis.

As relações entre os personagens, colocados sobre tensão constante, acabam por ser bastante bonitas. Gostei especialmente de Rue e da forma como lutaram contra o sistema. No fundo, este é um livro sobre como lutar contra um sistema, um sistema injusto e corrupto a ponto de não respeitar a vida e a condição humana, ridicularizando-a e denegrindo-a.

O final soube a pouco e deu-me logo vontade de continuar para Catching Fire, o segundo volume. Mas resisti (gosto sempre de fazer um intervalo entre livros de uma série). Também me deu muita vontade de ver o filme, porque o livro é sem dúvida cinematográfico. As descrições são quase feitas para o ecrã, acabando por não ser muito exactas e deixando muito ao nosso critério. Mmm, vendo desta forma, talvez não seja boa ideia ver o filme. Espero que não me desaponte!