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20.12.17

Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa
Luís Filipe Silva
2014
Colectânea

Ah, afinal ainda tinha mais um livro do meu aniversário! Este foi-me ofertado pela Ana-san, que no dia da minha festinha tinha comparecido na EuroSteamCon, em Lisboa, e trouxe-me este simpático presente. Acabou por se revelar um livro tão educativo como fascinante!

Luís Filipe Silva apresenta-nos uma colectânea de contos da mais pura pulp fiction feita em Portugal, entre os anos 20 e 70. Para além disso, tem o cuidado de apresentar cada conto no seu contexto histórico e cultural, para que nos seja mais fácil e agradável entrar neste mundo ficcioonado, cheio de heróis, espiões, piratas e cavaleiros misteriosos. Cada conto é único em si e existem aqui perfeitos exemplos da mais popular pulp fiction, literatura que se caracteriza pela sua abundância, permissividade de conceitos e, sobretudo, pelo baixo valor de produção.

Assim, ficamos a conhecer heróis tão improváveis como o espião Jaguar Caballa ou Bella, a amazona, em histórias altamente improváveis. Algumas estão absurdamente mal escritas, é certo. Mas outras não só têm conceitos absolutamente originais como têm uma surpreendente q1ualidade literária. Penso que os contos que mais me impressionaram foram "A Ilha" e "Noites Brancas", ambas tocando em conceitos de mistério e sobrenatural, com grande inspiração no nosso amigo Lovecraft.

Foi um livro interessantíssimo pelo seu conteúdo e também uma grande lição na história desta literatura esquecida em Portugal. Recomendo muito!

17.5.17

Coyote: Luzes da Califórnia

Coyote: Luzes da Califórnia
Rámon Charlo
1950
Folhetim

Quando estive no Brasil da última vez, achei por bem trazer um souvenir para aquele que viria a chamar-se Qui. Num sebo (alfarrabista), encontrei uma revistinha selada, que me parecia muito antiga e que me parecia ser BD. Afinal era um folhetim, do famoso "Coyote", um herói da Califórnia criado por um Espanhol. Agora que o li, diverti-me imenso, pois parece-me que era o tipo de história que o meu pai lia quando era miúdo. :) Afinal, é mesmo dessa época!

O Coyote é um herói mascarado que apanha bandidos diversos, sem olhar a meios. Nesta história, morre quase toda a gente de forma altamente violenta, sem rodeios nem floreios, há grandes tiroteios em que o herói quase sofre uma fatalidade (quase!), há perseguições a cavalo, há traições e grandes amores improváveis... Enfim, tudo aquilo que se poderia esperar de um pulp western, çpuro e duro!

Mas a melhor parte é que está escrito de uma forma tão simples e directa que a leitura é facílima e altamente viciante. Queremos mesmo saber como é que o nosso herói vai apanhar o vilão!

Fiquei com vontade de ler mais coisas do género, portanto quem souber onde se arranja, +é só avisar, hahaha

6.5.16

Pulp

Pulp
Charles Bukowski
1994
Romance

Informo que, até notícia em contrário, estou de regresso às leituras no meu Kobo :) Antes deste li um curto discurso de José Saramago, que achei que não valia a pena comentar aqui por tão curto que era. Assim, passo logo adiante para este livro de Charles Bukowski, o último que escreveu e o primeiro que li.

Por mais que os americanos da internet digam que este autor é um génio da contemporaneidade, esta obra não o prova e poderá mesmo dizer muita coisa em contrário a essa suposição. Em "Pulp"temos um estereótipo da chamada "pulp fiction", que apesar de tudo brinca consigo próprio, mas está escrito sem planificação e sem contexto, pelo que a leitura acaba pro se tornar um pouco confusa e inconsequente.

Seguimos os últimos dias da vida de Belane, um detective falhado encarregado de encontrar uma série de coisas. À mistura temos a Dona Morte e aliens. Tudo parece ter sido criado em cima do joelho (do tipo "ora, não sei o que fazer a esta gente, deixa-me cá meter uns aliens") e o personagem acaba por não ser representativo. Dizem alguns comentários que este livro simboliza a aceitação do autor relativamente à sua própria morte, mas será que isto valida o facto de ser considerado uma obra excelente, quando não o é tecnicamente nem emocionalmente?

Enfim, fico desejosa de ler o outro livro de Bukowski que tenho no Kobo, para por os pontos nos iis.