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14.2.18

Coco

Coco
Lee Unkrich
Filme
2017
6 em 10

Dizem que a Pixar não faz maus filmes, mas à medida que o tempo passa parece-me que estão a ficar demasiado confortáveis no seu mundo de talento. Porque Coco, apesar de ter uma animação luminosa e brilhante, é um exercício de fórmula tão evidente que só pode irritar.

Um rapaz mexicano tem uma família que odeia música. Mas ele adora. Acidentalemente, vai parar ao mundo dos mortos, lugar onde conhece os membros mais antigos da sua família e tentará fazer tudo para descobrir o seu trisavô, que poderá enviá-lo de volta ao mundo dos vivos. 

Até aqui tudo bem. O que está mal é que, imediatamente, percebemos todas os imprevistos do filme e, assim, em vez de plot-twists temos apenas a constatação do óbvio. Tudo isto está feito de forma tão evidente que até sabemos em que secções vamos chorar (e chorei mesmo) e em que secções nos vamos rir. Felizmente, em termos de comédia, temos alguns momentos de puro génio inventivo e homenagem à arte.

De resto, os momentos musicais são invulgares num filme Pixar. Apesar de as músicas, em si, não serem mais, o facto de o filme ser um musical contribui para a percepção de que foi uma peça feita para crianças muito pequeninas.

A animação poderia salvar o filme, porque tem momentos de extremo realismo e faz uso de técnicas moderníssimas e com um elevadíssimo custo de produção. Os cenários são altamente detalhados e a utilização das cores é muito variada. O filme é um festim para os olhos, mas faz-me impressão a quantidade de orçamento que foi gasto neste filme que nem uma história de jeito tem para chamar de sua.

Um desapontamento.

25.11.16

À Procura de Dory

À Procura de Dory
Andrew Stanton & Angus MacLane
Filme
2016
6 em 10

Esta é a sequela do belíssimo "À Procura de Nemo". Aqui, seguimos o peixinho azul, Dory, que se esquece de tudo porque tem um síndrome de memória curta. Esta peixita vai à procura da sua família, vivendo grandes aventuras no processo e descobrindo que a sua memória pode melhorar.

Não se pode dizer que esta sequela tenha o génio do original, mas ainda assim tem alguns pontos fortes em seu favor. Para começar, Dory tem uma excelente caracterização, que acaba por tornar todo o filme ligeiramente mais adulto, estranho e um pouco perturbador. É como se seguíssemos uma pessoa com alzheimer em busca de algo que não consegue recordar. Assim, viajamos "de trás para a frente" à medida que as memórias se começam a desenrolar. No entanto, apesar de para mim este seja o foco principal do filme, este elemento acaba por o tornar um pouco desadequado à realidade infantil do público a que se remete.

Temos outros personagens interessantes e muito engraçados, mas não têm muita caracterização, o que acaba por tornar o filme um pouco incompleto. Da mesma maneira, os personagens do filme anterior ficam um pouco para trás.

A animação está bastante bem feita, ou não fosse este um filme Pixar, mas a caracterização do ambiente é um pouco monótona pois, ao contrário do primeiro filme, não há uma distinção muito clara entre cada um dos tipos de ambiente, sendo que tudo é ligeiramente repetitivo.

Assim, temos um filme engraçado, cheio de momentos cativantes, mas que num todo acaba por não resultar como esperaríamos.

Noutra nota, há um erro crasso na narrativa: os peixes dory não se reproduzem em cativeiro.

12.10.15

Inside Out

Inside Out
Pete Docter & Ronnie del Carmen
Filme
2015
8 em 10

Sem dúvida o melhor filme da Disney/Pixar dos últimos anos!

Conheçam a pequena Riley e as emoções que vivem dentro da sua cabeça! Aliás, da cabeça de todos nós... Alegria, Tristeza, Nojo, Medo, Raiva, todas elas são muito importantes para vivermos a nossa vida. E tudo corre bem, com muita felicidade (afinal, é a Alegria quem toma conta de tudo na cabeça desta mocinha) até ao momento em que uma grande mudança de vida acontece: mudam de casa, para outra terra, outro estado. E quando a Tristeza se envolve, tudo começa a correr mal! As emoções vivem então uma grande aventura dentro da mente desta menina, para tentar restituir os sentimentos de alegria que ela perdeu.

É um filme com um tema muito complexo: o que realmente se passa dentro da cabeça de uma pessoa. Na verdade, ainda não se sabe muito bem, mas com uma certa dose de infantilidade e simplicidade este filme consegue mostrar-nos uma visão muito interessante e cheia de cores do que pode realmente estar a acontecer. É um tema que é explorado de forma muito detalhada, apesar de simples, e que faz todo o sentido dentro do contexto narrativo. A forma como as personagens (que, no fundo, são apenas uma personagem ) evoluem para dar forma a novos tipos de sentimentos corresponde de forma muito coerente com a realidade e torna toda a experiência totalmente gratificante, para além de extremamente tocante e comovente.

Outro aspecto fantástico é a arte. Como sabem, eu não sou grande fã do universo da animação digital. Mas aqui fazem uso de diferentes técnicas que resultam num aspecto surpreendentemente agradável. É todo um universo de texturas altamente detalhadas, que dão vida a todas estas emoções e criam um universo dentro da cabeça da pessoa que parece infinito e muito divertido. Existem momentos de animação brilhantes, como a viagem ao pensamento abstracto, e uma imaginação hipnotizante em cada um dos pequenos universos que estão dentro da mente de Riley.

O resultado é uma viagem pela mente, que - se não científicamente correcta - é muito divertida e comovente. O filme mostra-nos o crescimento, uma visão da transição da criança para o adolescente, uma imagem com a qual todos nós nos identificamos.

E o bónus nos créditos finais, as emoções dentro da mente de cada um, vêm apenas a confirmar o que digo. Adorei o cão, diga-se de passagem. :)

Um filme excelente e que recordarei durante muito tempo. E que também me deixou ansiosa para uma potencial sequela!

29.2.12

À Procura de Nemo




À Procura de Nemo
Andrew Stanton & Lee Unkrich
Animação Ocidental  - Filme
2003
8 em 10

Depois de nos enfardarmos de bolo espacial o que fazemos? Vemos o Nemo! E ainda bem que vimos, porque é um filme verdadeiramente encantador. Talvez tenha sido efeito do bolo...

Nemo é um peixe com uma deficiência física com um pai super-protector. Ora, Nemo quer ser rebelde e por isso amanda-se para o meio do mar, onde é capturado por um mergulhador que considerou que estava a fazer bem apanhar um peixe tropical e metê-lo num aquário de água quente salgada (dificílimo de manter, por acaso, e por acaso o filme não retrata bem a trabalheira que é ter um aquário destes) Marlin, o pai, atira-se então numa demanda louca para encontrar o seu filho. Entretanto arranja a ajuda de Dori, um peixe que se esquece das coisas com facilidade.

A história já de si é original, a luta de um pai para salvar o seu filho (e não o contrário, veja-se bem), mas o que realmente é vencedor neste filme são os personagens. Sendo que cada um começa como um estereótipo definido, evoluem de forma a adaptar-se às várias situações que aparecem. Assim, se no princípio temos um pai neurótico e uma mulher distraída, no fim temos um pai neurótico que consegue ver o lado positivo das situações e uma mulher distraída que se consegue concentrar para atingir um objectivo. Esta evolução é também feita pela interacção entre os personagens, a dedicação de Marlin e a positividade de Dori que influenciam o comportamento um do outro.

A animação está muito bem conseguida e há cores muito bonitas. De facto, as cores utilizadas em cada ambiente transmitem uma atmosfera perfeita. A alegria do coral, o calmo perigo do campo de minas, o deprimente dos canos de esgoto dominados por caranguejos.

A parte menos interessante talvez seja a pequena aventura do próprio Nemo, talvez porque os personagens que lá estão não sejam tão humanos como os que estão no mar. Se calhar isto até foi de propósito, para caracterizar a perturbação mental desta gente.

Cenas extremamente engraçadas povoam todo o filme, mas também há momentos de seriedade que atingiram o seu objectivo.

No geral, um filme recomendado.

E manter sempre a positividade. "Eu tenho 150 anos e ainda sou um chavaaaaloo"

13.1.12

Up




Up
Pete Docter e Bob Peterson - Disney/Pixar
Animação Ocidental - Filme
2009
6 em 10

Filme que vi no dia de Natal. Eu tinha muita curiosidade sobre este filme, tinha-me sido muito recomendado, disseram-me que era bonito e eu gosto de bonecos bonitos. Desapontou-me bastante.

Comecemos pela animação. É boa, bastante boa. Os designs de personagens estão muito bem concebidos e caracterizam bem o que tencionam mostrar. As sequências de animação podem parecer simples, mas são fluídas, rápidas e plásticas, especialmente todos os movimentos do passaroco. As cores são bonitas e isto no cinema deve ter sido a loucura, com aqueles balões todos. Em resumo, animação e design excelentes.

Mas tudo o resto...

A história é muito simples e tem uma sequência muito bonita (a da vida do homenzinho), mas é cliché e incongruente. O que me chateou mais foi sobretudo isto, a incongruência. Se o explorador vai com dois cães  da mesma raça para a Patagónia (ou o que seja) como é que 70 anos depois tem cães de raças diferentes? Aliás, se o explorador tinha 25 anos quando foi para a Patagónia (ou o que seja) como é que 70 anos depois ele ainda está vivo, a mexer-se bem num sítio onde não há medicina e sem sinais de demência (fora um certo comportamento obsessivo)? Não questiono como é que uma casa voa presa a balões, porque isso é perdoável, mas o resto não consigo perdoar.

Os personagens têm muito pouco de palpável em termos de desenvolvimento e de relações entre eles. Sim, tentam fazer uma identificação do velho com a criança gorda, mas faltou-lhe ali qualquer coisa e acabou por não funcionar e não me comoveu. Aliás, eu já sabia que isto ia acontecer e tinha o lencinho pronto para chorar, mas nada disso.

A música recorrente é bonita, mas já me esqueci dela.

Bons gráficos, sim, mas a bons gráficos precisamos de aliar tudo o resto. Porque se não é só um desperdício. Seja anime seja outra coisa qualquer.