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25.11.16

À Procura de Dory

À Procura de Dory
Andrew Stanton & Angus MacLane
Filme
2016
6 em 10

Esta é a sequela do belíssimo "À Procura de Nemo". Aqui, seguimos o peixinho azul, Dory, que se esquece de tudo porque tem um síndrome de memória curta. Esta peixita vai à procura da sua família, vivendo grandes aventuras no processo e descobrindo que a sua memória pode melhorar.

Não se pode dizer que esta sequela tenha o génio do original, mas ainda assim tem alguns pontos fortes em seu favor. Para começar, Dory tem uma excelente caracterização, que acaba por tornar todo o filme ligeiramente mais adulto, estranho e um pouco perturbador. É como se seguíssemos uma pessoa com alzheimer em busca de algo que não consegue recordar. Assim, viajamos "de trás para a frente" à medida que as memórias se começam a desenrolar. No entanto, apesar de para mim este seja o foco principal do filme, este elemento acaba por o tornar um pouco desadequado à realidade infantil do público a que se remete.

Temos outros personagens interessantes e muito engraçados, mas não têm muita caracterização, o que acaba por tornar o filme um pouco incompleto. Da mesma maneira, os personagens do filme anterior ficam um pouco para trás.

A animação está bastante bem feita, ou não fosse este um filme Pixar, mas a caracterização do ambiente é um pouco monótona pois, ao contrário do primeiro filme, não há uma distinção muito clara entre cada um dos tipos de ambiente, sendo que tudo é ligeiramente repetitivo.

Assim, temos um filme engraçado, cheio de momentos cativantes, mas que num todo acaba por não resultar como esperaríamos.

Noutra nota, há um erro crasso na narrativa: os peixes dory não se reproduzem em cativeiro.

29.2.12

À Procura de Nemo




À Procura de Nemo
Andrew Stanton & Lee Unkrich
Animação Ocidental  - Filme
2003
8 em 10

Depois de nos enfardarmos de bolo espacial o que fazemos? Vemos o Nemo! E ainda bem que vimos, porque é um filme verdadeiramente encantador. Talvez tenha sido efeito do bolo...

Nemo é um peixe com uma deficiência física com um pai super-protector. Ora, Nemo quer ser rebelde e por isso amanda-se para o meio do mar, onde é capturado por um mergulhador que considerou que estava a fazer bem apanhar um peixe tropical e metê-lo num aquário de água quente salgada (dificílimo de manter, por acaso, e por acaso o filme não retrata bem a trabalheira que é ter um aquário destes) Marlin, o pai, atira-se então numa demanda louca para encontrar o seu filho. Entretanto arranja a ajuda de Dori, um peixe que se esquece das coisas com facilidade.

A história já de si é original, a luta de um pai para salvar o seu filho (e não o contrário, veja-se bem), mas o que realmente é vencedor neste filme são os personagens. Sendo que cada um começa como um estereótipo definido, evoluem de forma a adaptar-se às várias situações que aparecem. Assim, se no princípio temos um pai neurótico e uma mulher distraída, no fim temos um pai neurótico que consegue ver o lado positivo das situações e uma mulher distraída que se consegue concentrar para atingir um objectivo. Esta evolução é também feita pela interacção entre os personagens, a dedicação de Marlin e a positividade de Dori que influenciam o comportamento um do outro.

A animação está muito bem conseguida e há cores muito bonitas. De facto, as cores utilizadas em cada ambiente transmitem uma atmosfera perfeita. A alegria do coral, o calmo perigo do campo de minas, o deprimente dos canos de esgoto dominados por caranguejos.

A parte menos interessante talvez seja a pequena aventura do próprio Nemo, talvez porque os personagens que lá estão não sejam tão humanos como os que estão no mar. Se calhar isto até foi de propósito, para caracterizar a perturbação mental desta gente.

Cenas extremamente engraçadas povoam todo o filme, mas também há momentos de seriedade que atingiram o seu objectivo.

No geral, um filme recomendado.

E manter sempre a positividade. "Eu tenho 150 anos e ainda sou um chavaaaaloo"