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31.7.16

Um Peixe Chamado Wanda

Um Peixe Chamado Wanda
Charles Crichton
1988
Filme
7 em 10

De regresso a casa, vamos ver um filme. Debati muito com o Qui que filme haveríamos de ver e lembrei-me que tinhamos este para ver há que séculos. Então lá foi ele. :)

Escrito e interpretado por alguns Monty Python, este filme é uma viagem por um universo cómico, cheio de detalhes sem sentido, mas que dentro do conjunto acabam por fazer uma película deliciosa. 

Um grupo de ladrões assalta um banco para roubar valiosas jóias. Mas entre eles, em quem se pode confiar? Cada um por si e todos apaixonados por uma única figura: Wanda. Esta, é uma personagem que interpreta uma série de pessoas diferentes, conforme a sua conveniência. A narrativa é rápida, sendo que as pistas para o mistério estão sempre a mudar de sítio e necessitamos de muita atenção para conseguir perceber em que ponto estamos. Tudo isto numa sucessão de situações inusitadas que são tão bizarras como lógicas e nos levam ao riso fácil, mas inteligente.

Este filme não seria possível sem um conjunto de interpretações brilhantes, com destaque para Jamie Lee Curtis, que faz um papel muito difícil em que a personagem se está sempre a transformar de forma a nunca sabermos quem ela é realmente.

À medida que a narrativa vai evoluindo, assistimos também a um crescimento constante dos personagens, que se vão libertando das suas vidas habituais perante uma causa maior, seja ela o dinheiro ou o amor. Também é uma crítica brutal a todo o sistema social inglês, perante a liberdade americana (que, apesar de tudo, não é assim tão boa como se poderia pensar). Há uma desconstrução de estereótipos de forma a conseguirmos compreender cada vez mais sobre estas pessoas, tornando-as indivíduos complexos e cheios de personalidade.

Um filme de que gostei muito!

12.8.15

The Meaning of Life

The Meaning of Life
Monty Python
1983
Filme
7 em 10

Para o meu skit do Eurocosplay tenho intenção de usar uma música dos Monty Python, que ouvi num CD dos respectivos que o Qui me forneceu como fonte de inspiração. No entanto, ainda não tinha visto o filme que lhe correspondia, e depois de ter jantado com os parceiros da The Forge Cosplay (que também vão às Inglaterras) ocorreu-nos que seria boa ideia vê-lo. E assim foi!

Este filme é um pequeno exercício sobre uma grande questão: qual o sentido da vida? Através de diversos sketchs de comédia, os Monty Python tentam responder. O resultado é algo de hilariante e absolutamente memorável.

Cada resenha cómica fala acerca de um aspecto da vida, desde o nascimento, à guerra, passando pelo aborrecimento conjugal e até mesmo donativos de órgãos. Tudo isto está ordenado por fases, uma espécie de crescimento humano, desde o nascimento até à morte. No final, somos esclarecidos sobre qual o sentido da vida, da forma mais crua possível.

Na verdade, através de uma comédia impecávelmente mórbida, os Monty Python só nos dão uma única conclusão sobre o sentido da vida: a vida não faz sentido absolutamente nenhum. Eles pegam nos momentos normais e oferecem-lhes uma aura de non-sense e exagero, uma espécie de absurdismo cinematográfico, que motiva a momentos de gargalhadas compulsivas e incontroláveis. E, afinal, o que é melhor na vida se não rir?

Considerado por muitos o menos bom dos filmes dos Monty Python, para mim foi um exercício fascinante, sem regras e sem fronteiras, em que assuntos crueis são analizados da forma mais agressiva de forma a que nem sequer nos sentimos culpados por nos rirmos: afinal, são coisas com piada!

Assim, recomendo vivamente que vejam este filme. Não só para tentarem descobrir que música vou usar em Inglaterra, mas para vos doer a barriga de tanto rir e, quiçá, deitar umas pinguitas de chichi.

1.12.14

A Vida de Brian

A Vida de Brian
Monty Python
Filme
1979
8 em 10

Há comédias. Depois, há boas comédias. Para além disso, há ainda grandes comédias. Em qual se insere este filme?

Brian teve a pouca sorte de nascer no mesmo dia que Cristo, mas no estábulo ao lado. Os Reis Magos enganaram-se e foram ter com ele. A partir daí, a sua vida torna-se numa série de mal entendidos, em que ele se torna o messias sem saber e sem querer. Todos os seus esforços de convencer as pessoas do contrário se revelam frustrados e ele acaba a ver o lado bom da vida na pior situação possível.

Este filme é simples e vive, simplesmente, da força dos diálogos entre os elementos do grupo, que fazem todas as personagens (ou quase todas). Estes diálogos são tanto engraçados como filosóficos, baseando-se em conceitos absurdos, coisas simples mas das quais ninguém se lembraria. Não consigo dizer qual a minha parte favorita, mas digo desde já que a meio do filme já estava a chorar de tanto rir e a partir daí foi uma luta com os meus óculos, que estavam sempre a ficar embaciados :)

Os actores são extraordinários e era assim que eu gostava de ser como pessoa do teatro. A sua capacidade de improviso é fascinante e o facto de terem escrito todos os diálogos e os interpretarem tão bem é muito valioso. Para mais, a sua capacidade de transformação nos diversos personagens, cada um com a sua voz, os seus tiques, o seu modo de andar, é maravilhoso.

Portanto, é assim que eu quero ser quando for grande. :)