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17.6.14

Fargo

Fargo
Joel e Ethan Coen
1996
Filme
7 em 10
Já vi este filme há umas duas semanas, mas esqueci-me de escrever sobre ele. Fica, pois, um comentário. Talvez seja um comentário um pouco injusto, porque eu captei muito pouco do final do filme por motivos que não vale a pena enumerar.
Apesar de o filme dizer que é uma história real, isso não é verdade. Depois de saber isso, fico desapontada, porque seria muito mais divertido se tivesse sido verdadeiro. Um homem contrata dois tipos para raptarem a mulher dele, num esquema que vai fazer todos ganhar o dinheiro do sogro rico. No entanto, no meio da neve, do frio e de muitos diálogos hilariantes, tudo começa a correr mal. E aí entra uma polícia que, no desequilíbrio da sua gravidez, vai encontrar os raptores e assassinos!
As personagens são deliciosas. Depois de ler um pouco sobre os actores e o seu trabalho neste filme, fico feliz por ter podido ver tão bom trabalho de actor. Neste filme, cada pessoa é única nas suas neuroses, ficando tudo equilibrado pela figura da grávida, que contrapõe toda a energia negativa com uma neutralidade e calma fascinantes.
Um grande problema de filmes passados na neve, é que não há muita variedade de cores e de imagens. Este filme não foi muito para além disso, mas teve os seus momentos de bonitas paisagens e de interessante composição. O contraste do sangue dá um resultado sempre original.
Terei de rever o filme mais tarde ou mais cedo. Mas não faz mal, porque gostei dele. :)

17.2.14

A Propósito de Llewyn Davis

A Propósito de Llewyn Davis
Joel e Ethan Coen
2013
Filme
8 em 10

E a modos que o dia dos namuraduhs se continuou pelo dia seguinte e a modos que se viram mais filmes. Um deles foi este.

Llewyin Davis (nome difícil de escrever!) é um músico sem sucesso. Na sua demanda pelo sucesso faz uma grande viagem e tem uma grande aventura. Essa aventura envolve estar sempre a mudar de sítio para dormir (ele não tem casa, fica sempre em casa de amigos), um gato laranja, pessoas muito estranhas e a redescoberta da música e da identidade.

É este último ponto que torna todo o filme fascinante. À medida que Llewyin Davis viaja e fala com pessoas diferentes, acaba por mudar de atitude em relação à música, aceitar os motivos que o levaram a estar nesta situação e partir para um recomeço, uma nova vida (que poderá correr bem ou mal, como poderão ver). O filme acaba em mistério, mas eu acho que ele vai conseguir. Quero mesmo que a história dele acabe bem... Será que acaba?

Cada personagem é fonte de humor e é muito sólida. São personagens fortes, cada uma com a sua personalidade bem definida. Mas são certamente bastante estranhas e é isso o que dá, também, a personalidade ao filme. O humor é negro mas, apesar de nos sentirmos mal, não podemos deixar de rir com as situações.

E há um grande extra no filme! É a música! Eu não conheço bem a música folk americana, mas fascinou-me. Alegre ou triste, este filme tem uma grande banda sonora, extremamente rica em canções. Arrebataram-me e fiquei com vontade de conhecer mais deste género musical.

Enfim, um excelente filme para depois do jantar, no quentinho com um chazinho e mui buena companhia. :)

16.4.13

The Big Lebowski

The Big Lebowski
Joel Coen
Filme
1998
8 em 10

Mais um daqueles filmes que para mim acontece associado a grande carga emocional. Mas o filme não tem carga emocional nenhuma.

Jeffrey Lebowski gosta de se conhecer como "The Dude". Então um dia um grupo de niilistas, confundindo-o com um Lebowski muito rico, faz-lhe chichi no tapete. Na saga para recuperar o seu tapete, Dude vê-se envolvido com uma mala cheia de dinheiro, que se perde e que toda a gente quer encontrar. E procede-se a uma série de desgraças e de grandes alucinações. E coisas com montes de piada.

Tudo corre mal, mas tudo corre mal devido à natureza dos personagens principais. The Dude é um gajo permanentemente broado (que faz coisas bonitas, como tomar banho de imersão a ouvir o canto das baleias). O seu amigo é um tarado do Vietname que está sempre a falar do Vietname. A mim deu-me a impressão de que ele na realidade nunca esteve no Vietname... Depois há uma feminista maluca, um milionário, o ajudante do milionário, o amigo do bowling que nunca pode falar, uma série de gente. Todos muitos bem definidos. The Dude sofre uma evolução na sua atitude à medida que as desgraças vão acontecendo, quase se entregando ao desespero mas nunca perdendo a sua personalidade perfeitamente pacifista, em que o diálogo é sempre preferível ao conflito.

Temos sequências muito interessantes quando The Dude sofre as suas alucinações (sofre? Não sofre. Grandes trips.), com técnicas que são bastante incomuns na época. Diga-se de passagem, são um delírio. E todas têm bowling.

Rimuito, é essa a conclusão. Vale a pena, porque é uma comédia diferente.

15.1.12

Destruir depois de ler

Destruir depois de ler
Joel Cohen e Ethan Cohen
Filme
2008
8 em 10

Filme de ano novo.

Bem, eu já tinha visto isto, mas não me lembrava o quão giro era! Visto uma segunda vez sob efeitos verdes, todo o filme me pareceu uma experiência ainda melhor. Bem, mas antes de começar esta review vou fazer o caro leitor prometer que cada vez que ler "Osbourne Cox" o vai dizer com a voz do Brad Pitt.

A história de base é sobre um agente da CIA, Osbourne Cox, que é despedido por ser um bêbado de merda. Para libertar a sua raiva Osbourne Cox decide escrever umas memórias. Só que, bem, Osbourne Cox não é exactamente uma pessoa relevante no universo da CIA, por isso as suas memórias são, digamos, uma bela merda. Ora, essas memórias de merda são encontradas por Chad e pela Linda Litzke, dois empregados de ginásio. Eles, coitadinhos, acham que estas memórias são documentos secretos da CIA e tentam fazer chantagem com Osbourne Cox para obterem dinheiro. Enquanto isso o George Clooney tem uma almofada triangular e corre regularmente.

Toda a história se une a pouco e pouco, com um detalhe e uma precisão incríveis. Existem várias pequenas histórias que se reúnem todas na confusão que se tornou a vida de Osbourne Cox (ainda estão a ler isto com a voz do Brad Pitt?) Está muito bem pensada e tudo encaixa perfeitamente, sem qualquer hesitação. Achei também que foi muito boa ideia colocar uns "comentadores" à história louca, os responsáveis da CIA. Eles dão um toque de realidade a esta história impossível (mas que até podia acontecer, reunidas as condições ideias)

Mas o mais delicioso deste filme são as personagens. Cada qual com o seu excelente actor, têm todas uma personalidade incrível e um desenvolvimento fantástico. E cada uma diz um palavrão diferente. Osbourne Cox, aka John Malkovitch, é um frustrado, um incapacitado psicológico, um homem furioso com a vida, cuja fúria se transforma numa raiva alucinada que ninguém percebe bem o que é mas que aceitamos (ou ele pode fazer-nos mal). Harry Pfarrer, aka George Clooney, é o personagem perfeito para o George Clooney, um fodilhão sem remorsos, um conquistador, cuja segurança se transforma em terror e paranóia. Linda Litzke é perfeita, a mais fina crítica à mulher de meia idade que está desesperada. E Chad é um encanto. Não tem conteúdo nenhum, mas o Brad Pitt fá-lo tão bem que o personagem se torna em mais um motivo para ver o filme.

A imagem e música, no entanto, não são dignos de nota. Mas fazer este filme como se estivéssemos a assistir aos acontecimentos por acaso funciona muito bem.

Sem dúvida um recomendado.