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11.2.14

A Cidade

A Cidade
Frans Masereel
1925
Banda Desenhada

Recebi este livro num BookRay do BookCrossing, internacional. O livro veio da Argentina! Mas pode ser internacional porque não tem palavras.

Não sei se pode ser considerado banda desenhada, graphic novel, porque o conteúdo é estranho, sem uma narrativa concreta. Essencialmente, através de xilografia a preto e branco, o autor mostra pequenos detalhes da vida íntima numa grande cidade. Cada painel, uma página inteira, mostra uma situação, um evento.

Começamos por conhecer a cidade, o ambiente hostil e poluído, cheio de gente, desconfortável. Depois, passamos para coisas mais específicas, coisas que acontecem todos os dias em todas as cidades. Há um claro contraste entre as pessoas ricas, distraídas com compras, bacanais e espectáculos; e entre as pessoas pobres, que fazem tudo isto mas numa escala muito menor. No entanto, sejam pobres ou ricos, há a denúncia de uma fragilidade, aquela comum a todos os seres humanos. Os painéis que gostei mais (e que não posso partilhar, à falta de scanner ligado ao meu computador aqui no trabalho) demonstram precisamente este ponto.

Um deles mostrava um homem, numa casa cheia de livros e ornamentos, enforcado. O banco negro ao seu lado passa desapercebido no meio de tantos detalhes, mas quando reparei nele a imagem ganhou uma nova força. O outro mostrava uma escadaria, numa casa também ornamentada, completamente vazia, na noite, apenas iluminada pela lua. Completamente vazia com excepção de um gato branco, que desce a escada, solitário e independente, com certeza dirigindo-se aos seus afazeres nocturnos.

Não dou nota porque, como todos conhecem, não sei avaliar banda desenhada ocidental. Mas recomendo que visitem este autor, porque foi uma experiência muito interessante.

19.8.12

Entre les Murs

QUINTA DIMENSÃO: 4/16

Entre les Murs
Laurent Cantet
Filme
2008
5 em 10

Mais um filme de avião. O skype funciona, mas o browser não. Isto é um mistério.

Gosto e filmes sobre adolescentes problemáticos. Descobri que não gosto de adolescentes problemáticos franceses.

Aqui seguimos as aulas de um director de turma François que tem uma turma problemática. Os alunos até parecem esforçar-se, não são assim tão problemáticos. A fonte dos seus problemas é o professor. O homem manda com cada dica nojenta que uma pessoa não entende como lhe é permitido ensinar.

E resume-se nisto. Não há aqui nada que distinga este filme da mediocridade e a lacuna argumentativa do professor ser o problemático (e não os alunos) torna este filme bastante mau.

E outra coisa que me vem atrofiando é o facto de os francius serem absolutamente e horrivelmente racistas. Não se entende. Tal como o browser, também é um mistério.

Intocáveis

Parte da Série QUINTA DIMENSÃO: 1/16

Intocáveis
Eric Toledano e Olivier Nakache
Filme
2012
5 em 10

Encontro-me neste momento dentro de um avião. Não há net e faltam 8 horas para o destino final. Mas isso não impede que escreva reviews à mesma! Poderão é ser escassas durante os próximos tempos.

Anyway, primeiro filme que vi no avião foi este. Por acaso os aviões da TAP têm um bom leque de filmes para escolher. Tinha interesse neste filme desde que tinha visto o trailer no cinema, por isso aproveitei. Infelizmente o trailer é melhor que o filme.

Philippe é um homem rico que teve um acidente de parapente e que, por um desvairio e loucura ao nível de Marco Paulo, contrata Driss, um senegalês ladrão e delinquente. Driss não tem pena nenhuma do tetraplégico e essencialmente trata-o como se fosse uma pessoa normal, o que agrada muito a Philippe de forma a que este não se quer separar do seu ajudante. A história é, segundo consta, verídica (e aparece um micro-vídeo dos reais no fim, tendo ambos um ar muito mais realista que os actores, ou não fossem eles verdadeiros)

Os personagens estão estabelecidos ao início e o máximo de desenvolvimento é uma troca de características derivadas da interacção. Os actores também não são muito bons, parecem estar um pouco indiferentes aos seus papéis. Fazer de tetraplégico há-de ser difícil, mas mesmo uma pessoa sem sensibilidade no corpo tem a capacidade de exprimir emoções.

O ambiente musical é um intercalar de clássico (Philippe) com pop (Driss). Parecce que em todo o filme nos querem mostrar o choque cultural e social e como apesar das diferenças podemos ser todos amigos. No entanto eu questiono a validade desta moral, sobretudo porque neste filme parece estupidificada e racista.

Não me comoveu e não foi muito divertido.

Agora anime até acabar a bateria e depois filmes até morrer. Acho que nunca vamos chegar lá. E ainda nem sequer passámos na zona de turbulência. Bem, se eu for comida pelo Adamastor aéreo esta review nunca será vista por ninguém. Para quem quiser a informação, a minha viagem está relacionada com a seguinte música: