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28.12.16

Marguerite

Marguerite
Xavier Giannoli
2015
Filme
6 em 10

Este foi o nosso filme de noite de Natal. :) é das poucas vezes que vejo filmes em família e é sempre fixe! =D

Inspirado vagamente na história de Florence Foster Jenkins, uma senhora de alta sociedade que cantava muito mal, conta a história de - precisamente - uma senhora de alta sociedade que canta em festas privadas e que, efectivamente, canta muito mal. Mas, infelizmente, ela não faz ideia disso. Ela acha que ainda poderá ser uma diva da ópera e dos palcos. E todos os seus amigos lhe escondem isso, porque o trauma seria demasiado grande... Para além disso, tem um criado ligeiramente sociopata que lhe tira fotografias.

O filme é muito engraçado. Desde a primeira nota desafinada até à apoteose final, esta pobre senhora, belíssimamente interpretada, faz-nos rir, bater palmas e tentar adivinhar quando é que as coisas vão finalmente correr mal, quando é que ela poderá finalmente descobrir que não é de todo uma grande cantora.

Com um conjunto de personagens ainda mais bizarros que ela, passa por diversas provações para se preparar para espectáculos cada vez mais produzidos, até que no final a sua voz acaba por ceder, já que ela nunca a teve muito boa.

Os cenários também são muito interessantes, assim como o guarda roupa que, muito ajustado à época, nos remete a um tempo de óperas clássicas e espectaculares.

Um filme muito agradável de ver com toda a gente. :)

23.9.16

A Cidade das Crianças Perdidas

A Cidade das Crianças Perdidas
Marc Caro & Jean-Pierre Jounet
1995
Filme
6 em 10

Vimos um filme do realizador da famosa Amélie Poulan. No fundo, a estética é semelhante, apesar de o tema ser diverso.

Num mundo distópico, em que toda a cidade é uma espécie de espectáculo circense, as crianças vêm desaparecendo. Porquê? Porque há um homem mau, sem qualquer tipo de sentimentos, que deseja sonhar. Assim, penetra nos sonhos das crianças que rapta para ver se consegue ter um sonho de algum tipo. No entanto, todas as crianças que adquire têm pesadelos. Quando o irmão mais novo do homem mais forte do mundo desaparece, este une-se a uma órfã muito esperta para o encontrar. Será que vão conseguir?

O universo está muito bem recriado e conseguimos realmente ver como as pessoas vivem nesta cidade fantástica. O mundo como um circo é mais terrível do que se possa imaginar e muito menos divertido. A estrutura dos cenários, o guarda roupa e as próprias personagens dão-nos uma ideia muito forte do que se passa neste lugar, sendo que conhecemos vários momentos muito interessantes, desde o orfanato até um grupo de religiosos fanáticos.

As interpretações são diversas, sendo que achei extraordinários os papéis das actrizes "siamesas". No entanto, as relações entre os personagens acabam por se tornar um pouco estranhas com a progressão do filme.

A conclusão foi um pouco insatisfatória (será que ficam todos bem?), mas no geral o filme é bastante divertido. Para além disso, aparece um cão (apenas um figurante) muito parecido com o falecido Infeliz. :)

Mais uma prova de que o cinema europeu sempre teve muito para dar.

8.4.15

Une Vie de Chat

Une Vie de Chat
Jean-Loup Felicioli  e Alain Gagnol
Animação
2010
6 em 10

E finalmente chegamos a uma noite extra. Para deitar cedo e cedo erguer vimos este curto filme.

Como todos sabemos, muitos gatos gostam de ir passear por aí e alguns têm mesmo várias casas onde dormem e comem e fazem todas essas coisas. Não é que não gostem dos donos ou não sejam fiéis, é assim que eles são e faz parte da sua estrutura social conviver com gente diversa. O gato deste filme tem dois donos: uma menina que perdeu a voz após a morte do pai, e que se encontra numa precária situação familiar devido à ocupação da mãe, polícia; e um ladrão de jóias.

Quando a menina descobre o ladrão, acaba por descobrir outras coisas que não deveria saber, e torna-se vítima de uma perseguição de um grupo de meliantes (com grande referência ao Reservoir Dogs). O gato e o ladrão acabam por a salvar e todos juntos vão vencer os meliantes. Como se pode ver, a estrutura da história está muito simplificada, se calhar até demais. Para um filme com um pouco mais de suco, gostaria que depois da primeira reviravolta tivesse havido um momento de reflexão, para depois haver uma outra reviravolta que levasse ao final. Assim, a relação entre o ladrão e a menina acaba por ficar um pouco falsificada, pois como se podem desenvolver semelhantes sentimentos em apenas alguns minutos? É certo que o ladrão é boa pessoa, mas...

Por outro lado, temos uma arte bastante clássica o que, hoje em dia, pode até ser tomado como muito original. Fazendo uso de um grande grupo de texturas, temos personagens realistas e com movimentos apropriados a felinos, passeando sobre cenários de telhados e céus que primam pelo detalhe e beleza.

Musicalmente, há algumas tonalidades com o seu interesse, mas nada de especialmente distinguível.

E com este filme fofinho, terminou o fim de semana do Pasco. :)

2.3.15

Persepolis

Persepolis
Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
Animação
2007
7 em 10

Para a segunda volta, o Qui escolheu este filme, sobre o qual eu até alimentava uma certa curiosidade. Baseado na banda desenhada de mesmo nome, faz um bom trabalho na adaptação, pois parece realmente que estamos a ver um conjunto de vinhetas com movimentos.

O filme, flagrantemente autobiográfico, conta a história de Marjane, uma miúda com ideiais fortes que viu o Irão como era e como se tornou. Muitas pessoas pensam que estes países começaram desde logo por ser habitados por malucos com toalhas na cabeça, mas a verdade é que eram bastante parecidos com as nossas terras antes da revolução os ter impelido para uma ditadura religiosa. Tudo começa com Marjane em pequena, a descobrir a música e a tentar adaptar-se a uma realidade que cada vez mais se afasta daquilo que ela considera como a normalidade.

Depois, estala a guerra. Marjane é forçada a viajar para a Europa. Ali, processa-se uma nova transformação.

É um filme muito musical, falando da cena alternativa de cada país e falando, sobretudo, da dificuldade de uma jovem que sobreviveu a uma guerra em adaptar-se a universos nos quais não se consegue integrar. De um lado, não tem liberdade para se expressar e é vítima de um machismo inerente q1ue não pode suportar. Mas por outro lado, na Europa é vítima de constante racismo e é forçada a fingir ser alguém que não é para poder sobreviver. Isto, é claro, leva à depressão, retratada com excelência e mestria que apenas pode ser atingida por quem já lá esteve.

No respeitante a animação, temos uma abordagem bastante original: preto, branco e toda uma variedade de cinzentos. Toda a história do passado, certamente por alguma razão simbólica, está retratada nestas cores (ou não-cores), que se apresentam com muita variedade de matizes. Existem momentos altamente originais que retratam uma diversidade de sentimentos e, no fundo, acabamos por nos converter a esta vida a preto e branco.

Um filme bastante bom, forte e educativo no que respeita à realidade da guerra do Irão. No entanto, acho que a banda desenhada poderá ser ainda mais impressionante.

26.1.15

Ernest et Célestine

Ernest et Célestine
Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner
Animação
2012
7 em 10

O pessoal pode ter ficado a beber na festa do cosplay, mas eu continuei a party em local longínquo, muito mais caseiro e muito menos bezano, como eu gosto e aprecio. Procedemos a movie party, continuando na nossa eterna maratona de filmes de animação. Como eu os adoro, não me faz diferença nenhuma. Viva o Qui por os escolher tão bem :)

Neste filme existem apenas ratos e ursos. Célestine é uma ratinha que tem como trabalho encontrar dentes de ursos, para entregar no dentista. E Ernest é um urso pobretanas cheio de fome, que não consegue uns trocos a tocar mil instrumentos na rua. Depois de se encontrarem, começa, devagar devagarinho, a criar-se uma bonita amizade.

Esta relação entre os personagens evolui de uma maneira muito delicada e bela. Cada um deles está caracterizado individualmente com uma personalidade muito forte, o que joga muito bem com as acções que consolidam a amizade entre eles. As vozes estão encantadoras, trazendo mais vivacidade a diálogos que poderiam pecar por ser demasiado simples, não fosse este um filme para crianças.

Em termos de animação temos sequências tradicionais, com cores de aquarela, e momentos extremamente artísticos. É dada extrema atenção ao detalhe e ao design dos diversos personagens que aparece, dando características próprias a cada um. A fluidez é perfeita e o aumento de detalhe à medida que o filme progride em tudo está relacionado com a narrativa. A animação é complementada com uma banda sonora excepcional, com peças tocadas por Ernest, o nosso músico.

Um filme muito bonito e agradável. Gostei muito porque simpatizo bastante com ratos e adorei vê-los animados desta forma. :>


9.11.14

A Noite Americana

A Noite Americana
François Truffaut
Filme
1973
6 em 10

Fim de semana significa, muitas vezes, Sessão Dupla de cinema em casa. No caso de ontem, estando o frio que estava, significa Sessão Dupla com meinhas quentes e mantinha fofinha. :)

Apesar de termos apanhado uma estranha versão dobrada em Inglês, este é um filme Francês dos anos 70. De teor autobiográfico, relata a concepção de um filme, com muita confusão entre produtores, actores e toda essa gente à mistura.

O filme parece relatar a confusão medonha que é rodar uma filmagem em pouco tempo, com todos os problemas associados. No entanto, também aparece de forma caricatural, pois os actores (como personagens) estão todos envolvidos uns com os outros das maneiras mais estranhas, sobretudo amorosas. No fundo, é um ambiente de caos e rebaldaria em que, no final, tudo corre da melhor forma possível. 

Em termos de história e personagens não se distingue especialmente de outras produções. O que é realmente interessante é a imagética do filme, existindo cenas - sobretudo as do filme dentro do filme - que têm um grafismo muito belo e interessante, apesar de os diálogos serem bastante falhos.

em termos de trabalho de actor, achei que poderia haver uma distinção muito maior entre a personagem "verdadeira" e a "falsa" (a do filme), para além de mudarem de penteado.

Tive pena de não ter visto o filme em francês francês, pois acho que teria sido uma experiência muito mais genuína.

25.12.13

A Gaiola Dourada

A Gaiola Dourada
Ruben Alves
2013
Filme
6 em 10

O filme que mais Portugueses viram em 2013 foi o filme que vi na noite de Natal, enquanto esperávamos pelos presentes. Estava à espera de me rir muito mais, mas nem foi mau de todo. Mas as expectativas estavam demasiado altas...

Pois bem, este filme fala de uma família de portugueses emigrados em França, uma porteira e um pedreiro e seus filhos. Claramente inspirado por factos da vida real, apresenta os problemas dos emigrantes em França com uma dose de humor e leveza. Retrata os Portugueses como pessoas trabalhadoras que sonham com o seu país mas que se dedicam ao local onde estão de corpo e alma. Também fala da inadaptação da geração seguinte, que se sente dividida entre duas culturas e não sabe muito bem para qual se deve virar.

O melhor do filme são aqueles momentos que só os Portugueses conseguem compreender, como as músicas de fundo, a culinária ou o fascínio pelo futebol. Mas tudo tem uma aura novelística que acaba por ser um pouco superficial.

Os actores mais velhos estão bastante bem, o que é mais um aprova de que a experiência conta. Os mais novos, pouco fazem e acabam por ter reacções muito exageradas que são pouco realistas no contexto do filme.

Mas foi uma boa fita para ver na noite de ontem, porque contas feitas... É bem divertido!


2.9.13

A Vida de Outra Mulher

A Vida de Outra Mulher
Sylvie Testud
Filme
2012
6 em 10

Ena, fui ao cinema! Fui com a minha mãe e outras pessoas da família afastada. E descobrimos que os Amoreiras têm uma sala só para cinema francês...

Este filme é sobre a Juliette Binoche que um dia acorda dez anos mais velha e com um filho e a meio de um divórcio. É um filme muito simples, com um charme francês, que fala sobre como a vida dá voltas e as nossas aspirações do passado acabam por falhar devido a um excesso de ambição e de trabalho. A actriz faz um bom trabalho a transmitir as emoções de uma mulher perdida entre o passado e o presente, aliás, perdida numa juventude que de repente desapareceu.

Tem alguns elementos cómicos, sobretudo na primeira parte do filme.

No entanto, achei que ela se adaptou demasiado depressa à sua nova vida, e que devia ter ido ao médico no fim da semana como tinham insinuado no início.

Apesar de tudo, um filme bonitinho e agradável.

19.8.12

Entre les Murs

QUINTA DIMENSÃO: 4/16

Entre les Murs
Laurent Cantet
Filme
2008
5 em 10

Mais um filme de avião. O skype funciona, mas o browser não. Isto é um mistério.

Gosto e filmes sobre adolescentes problemáticos. Descobri que não gosto de adolescentes problemáticos franceses.

Aqui seguimos as aulas de um director de turma François que tem uma turma problemática. Os alunos até parecem esforçar-se, não são assim tão problemáticos. A fonte dos seus problemas é o professor. O homem manda com cada dica nojenta que uma pessoa não entende como lhe é permitido ensinar.

E resume-se nisto. Não há aqui nada que distinga este filme da mediocridade e a lacuna argumentativa do professor ser o problemático (e não os alunos) torna este filme bastante mau.

E outra coisa que me vem atrofiando é o facto de os francius serem absolutamente e horrivelmente racistas. Não se entende. Tal como o browser, também é um mistério.

Intocáveis

Parte da Série QUINTA DIMENSÃO: 1/16

Intocáveis
Eric Toledano e Olivier Nakache
Filme
2012
5 em 10

Encontro-me neste momento dentro de um avião. Não há net e faltam 8 horas para o destino final. Mas isso não impede que escreva reviews à mesma! Poderão é ser escassas durante os próximos tempos.

Anyway, primeiro filme que vi no avião foi este. Por acaso os aviões da TAP têm um bom leque de filmes para escolher. Tinha interesse neste filme desde que tinha visto o trailer no cinema, por isso aproveitei. Infelizmente o trailer é melhor que o filme.

Philippe é um homem rico que teve um acidente de parapente e que, por um desvairio e loucura ao nível de Marco Paulo, contrata Driss, um senegalês ladrão e delinquente. Driss não tem pena nenhuma do tetraplégico e essencialmente trata-o como se fosse uma pessoa normal, o que agrada muito a Philippe de forma a que este não se quer separar do seu ajudante. A história é, segundo consta, verídica (e aparece um micro-vídeo dos reais no fim, tendo ambos um ar muito mais realista que os actores, ou não fossem eles verdadeiros)

Os personagens estão estabelecidos ao início e o máximo de desenvolvimento é uma troca de características derivadas da interacção. Os actores também não são muito bons, parecem estar um pouco indiferentes aos seus papéis. Fazer de tetraplégico há-de ser difícil, mas mesmo uma pessoa sem sensibilidade no corpo tem a capacidade de exprimir emoções.

O ambiente musical é um intercalar de clássico (Philippe) com pop (Driss). Parecce que em todo o filme nos querem mostrar o choque cultural e social e como apesar das diferenças podemos ser todos amigos. No entanto eu questiono a validade desta moral, sobretudo porque neste filme parece estupidificada e racista.

Não me comoveu e não foi muito divertido.

Agora anime até acabar a bateria e depois filmes até morrer. Acho que nunca vamos chegar lá. E ainda nem sequer passámos na zona de turbulência. Bem, se eu for comida pelo Adamastor aéreo esta review nunca será vista por ninguém. Para quem quiser a informação, a minha viagem está relacionada com a seguinte música: