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29.4.16

Brasil

Brazil
Terry Gilliam
1985
Filme
7 em 10

Segunda noite em isolamento e vamos ver um filme completamente louco, realizado pelo senhor que animava os bocadinhos dos Monty Python (e também com alguns deles).

Este filme é a verdadeira acepção do termo cyberpunk. Como sabemos, toda a ficção científica é adaptada à sua era. E, neste caso, está intimamente ligada com os aspectos relativos aos anos 80. Todo o ambiente tem uma aura de falsidade, sendo que todos os objectos (tubos, paredes, etc.) aparentam ser feitos do mais simples cartão. E isto, além de poupar dinheiro, conjuga-se perfeitamente com o tema do filme.

Um homem é escravo de um universo burocrático, onde vive e do qual se alimenta, não desejando nada mais do que a simplicidade da vida. Não procura sucesso nem felicidade, não tem qualquer tipo de ambição. No entanto, tem um sonho... No dia em que é visitado por um revolucionário que arranja esquentadores ilegalmente (isto é, sem passar pelo processo burocrático) a sua vida vira-se ao contrário e ele vê-se envolvido numa conspiração, entre as autoridades e terroristas. Mas será que até a conspiração é um sonho?

Todo este universo é recordatório de Kafka: a luta pelo espaço no universo de papelada impossível, a procura de uma autoridade que nunca existe e que nunca o pode atender, o facto de estar perdido num local incompreensível mas que ainda assim é perfeitamente conhecido.

Assim, o filme é uma intensa experiência imaginativa, cheio de detalhes preciosamente hilariantes com os quais não podemos deixar de gargalhar.

Finalmente, diga-se que o filme não tem nada a ver com o Brasil, sendo que este é apenas o título da canção recorrente (Brasil, Brasil, lalalalalala, tão a ver?) Também dizem que tem este título devido ao fim da ditadura militar nesse país, mas não vejo a relação com o tema em questão.

De qualquer forma, recomendo vivamente, é uma experiência muito interessante!

26.1.15

The Mars Daybreak

The Mars Daybreak
Kyoda Tomoki - Bones
Anime - 26 Episódios
2004
6 em 10

Comecei a ver esta série enquanto o meu computador desktop, de nome Zizi, estava para arranjo. No portátil, de nome Asimov, foi um instante, mas no Zizi foi uma demora profunda para o sacar. Então esteve este tempo todo em pausa no episódio 9.

Este anime baseia-se na assumpção de que Marte é um planeta habitável cheio de água. Na verdade, toda a acção se poderia passar num futuro longínquo do planeta Terra, que já tem água desde origem, pois é sobre piratas em submarinos. Assim, o setting não é especialmente feliz. Um jovem soldado junta-se a uma trupe de piratas e vive aventuras com eles. De uma forma mais ou menos episódica, atacam coisas, descobrem tesouros e fogem das autoridades, com mais ou menos ajuda de uma rapariga que aparece logo no início e da qual se sabe pouco (excepto que se apaixona pelo personagem principal por razões pouco convincentes)

Os personagens são bastantes e variados, mas não possuem traços que os distingam de outras pessoas no mesmo género. O personagem principal é um vivaço que faz coisas erradas, a capitã é um monstrinho, há raparigas e raparigos com fartura, um gato que fala... E um golfinho que por alguma razão vive dentro de um sistema mecanizado. Se isto lhe permite andar em terra firme como as pessoas, não se compreende porque há-de ele usá-lo dentro de água. Afinal, os golfinhos nadam bastante bem , por mais que eu implique com eles.

Felizmente, a animação não está nada má. Apesar de termos alguns momentos com CGI arcaico, os cenários aquáticos estão bastante realistas dentro do contexto e o design de personagens não falha, embora usem sempre as mesmas roupas. Existe um nível aceitável de fluidez nos moviementos, com cenas de acção bastante espectaculares, sobretudo aquelas que não têm robots.

A banda sonora é positiva e alegre, remetendo-nos para um universo bastante leve e agradável, por vezes até cómico.

Um anime simpático, mas que não recomendaria.