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25.8.17

6º Manga and Comic Event (2017)

6º Manga and Comic Event (2017)
Evento

MCE. Manga and Comic Event. Um evento a que eu sempre quis ir e que nunca tinha ido. Entretanto os anos foram passando e já vai na sexta edição! E eu nunca tinha ido... Desta feita, calhou mesmo junto ao aniversário da minha mãe. Aliás, costuma calhar, mas por várias razões que envolvem sempre trabalho nunca tinha conseguido ir. Mas este ano... Ai este ano! Marquei férias e ala para o Algarve! =D

Sexta feira, oito e um quarto da manhã. Estávamos nós no autocarro EVA, no máximo conforto, bem fornecidos com uma hospedeira (que não pode ser aeromoça. No caso uma terromoça?), para viajar até ao nosso destino: Monte Gordo. Devido ao filme que havíamos visto na noite anterior, as horas de sono não eram muitas, de todo. Portanto, adormeci profundamente durante todas as quatro horas e meia de viagem. Na bagagem? Fatos de banho, o meu cosplay e um desejo tremendo de me afastar em absoluto das preocupações. O meu prop havia ido para o Algarve de carro com a minha mãe, que já estava instalada na casinha de Monte Gordo há uns dias.

À chegada, alimentámo-nos com a única refeição que a minha mãe sabe fazer no Verão: bifes de atum de cebolada. Eu, que nem gosto de bifes de atum, fiquei maravilhada com a sua frescura. E depois....? PRAIA.

Assar, grelhar, derreter, chamem o que quiserem. Depois, mergulhar na água morninha, uma água vegan cheia de pequenos vegetais alguíferos. Causam-me grande horror, mas o Qui ajudou-me a ultrapassá-los para as zonas mais profundas da água. Água profunda e eternamente azul mortífero, água profunda que nos chegou sempre pela cintura. Ah, como eu gosto da praia de Monte Gordo!

Nessa noite comemos hambúrgueres no recentemente estreado Burger Ranch da cidade, sendo que depois fomos ver o centro. Este ano apareceu uma coisa nova: uma passadeira de madeira que atravessa toda a praia, desde o parque de campismo até à Praia Verde, permitindo que nos transportemos de um lado para o outro sem nunca tocar na areia.


Dia seguinte fizemos actividades totalmente diferentes. Após um café, uma cerveja e umas compras, dividimos todas as opiniões dos presentes e decidimos... IR À PRAIA. E derretemos e assámos e grelhámos mais e mergulhámos mais nas algas. Uma delas picou-me e fiquei com uma borbulha. Mosquitos aquáticos? Alforreca camuflada?

Pelo jantar, o Qui fez bolonhesa e todos adorámos. Depois, encontrámo-nos com outros visitantes ao monte obeso: The Forge Cosplay, um fantástico duo dinâmico, estavam instalados na mesma cidade e decidimos ir beber um copo e falar um pouco sobre todas as coisas. Foi uma conversa muito surpreendente e agradável em que trocámos montes de ideias úteis e ficámos a saber muitas coisas que não sabíamos. Confesso que eu fiquei a saber mais coisas, haha Foi uma conversa inspiradora e esclarecedora e deram-me muitas ideias para um projecto que estou a desenvolver! Fica aqui o meu agradecimento público por me terem deixado estar perto de vocês e falar de coisas. :) Teremos de repetir numa outra ocasião!

E, assim, chegou o momento pelo qual os presentes estão a ler esta postificação neste belogue:

Manga and Comic Event 

Vamos estabelecer desde já uma coisa: um dos factores que mais contribuiu para a minha vontade de visitar este evento foram os vários relatos de que era o evento mais relaxante do Verão em que toda a gente era boa onda e na generalidade todos estavam felizes. Enganei-me? Enganaram-me? Vamos ver.

A minha mãe transportou-nos de Monte Gordo a Faro logo depois do almoço. Devido aos seus planos de praia, não nos era possível ir mais cedo. Devido ao facto de estarmos todos de férias e com o íntimo desejo de não nos preocuparmos, não nos preocupámos com isso. Lá chegada, já com o fato vestido e o meu prop enorme todo embrulhado em sacos do lixo, fomos simpaticamente recebidos por uma voluntária que me deu duas fitas para o pulso e um dístico de "Convidado" ao Qui. Enquanto esperávamos, muitas foram as pessoas que me tiraram fotos, ainda toda cheia de sacos e saquítulos. Nesse momento descobriu-se que a cola que usei para o meu botão, assim como a outra cola de alguns componentes do facto, não era especialmente resistente ao calor. O botão caiu para o chão a rebolar enquanto um senhor me tirava uma foto, para minha grande vergonha!

Implorei por um pouco de cola, que me foi simpaticamente fornecida pela Associação de Cosplay, presente com o seu SOS e com os seus serviços voluntariosos. Depois, fomos ver o evento. Fomos à parte de fora, onde se iria iniciar uma das imensas actividades disponíveis, o "This is Sparta". Pelo que entendi consistia numa guerra entre armas de cartão e parecia muito divertido, embora o calor não ajudasse. Depois, vimos um pouco as lojas disponíveis. E nisto estávamos quando aparece um rapaz que me informa que tenho de, necessariamente, ir para o backstage para uma "reunião".

Então fui.

Pensei que fosse apenas algo para mostrar aos voluntários onde ficariam as nossas coisas em palco. Nunca pensei que se tornasse num pesadelo de espera infinita de que o concurso começasse e terminasse. Acabei por ficar as três horas seguintes dentro do backstage (que, felizmente, estava bem mais fresco que o resto do evento). E o concurso que eu pensava que ia ser alegre e calmo revelou-se um dos concursos mais competitivos em que estive nos últimos tempos. Os nervos eram palpáveis no ar. A ansiedade era generalizada. Pouca conversa houve entre os concorrentes. Comigo, a conversa limitou-se ao meu tema preferido de férias, que é trabalho (peço que detectem a ironia). Os voluntários, mal preparados e aparentemente mais importados com os seus desejos pessoais do que com o auxílio aos cosplayers. Deram-nos água, mas depois ignoraram-nos para sempre. Toda a gente muito simpática, o Algarve é amigo, mas toda a gente muito ocupada. E, no meio disto tudo, uma aura de stress que me deixou simplesmente estupefacta.

Quanto ao concurso em si, pouco vi. Não nos deixavam ir para as bandolinas. A minha parte não correu especialmente bem, admita-se: percebi logo aos primeiros segundos que o meu skit era demasiado longo. As pessoas do público pareciam pouco motivadas e não engataram com os Gipsy Kings durante os dois minutos completos. Peço desculpa por este skit que acabou por se tornar aborrecido. No entanto, queria fazê-lo desde há muito tempo com esta personagem, portanto perdoem-me a prepotência. :< Ainda assim, fiquei bastante sentida quando o júri nem sequer quis ver o meu prop de perto, que deu muito, mas mesmo muito trabalho a fazer.

Vencedores merecidos, previsíveis desde o momento em que entrei no backstage e os vi. Nesse campo, visionamento de coisas que talvez não devessem ter sido vistas, quem sabe o quê (pilinhas? =D) Parabéns às três e que continuem o bom trabalho! :)

E depois....? Depois o evento acabou. Um rapaz muito simpático que gosta de Aria pediu-me para tirar algumas fotos com ele no exterior, o que foi uma coisa muito positiva para mim, que já me sentia exausta. Só aí é que vi como o espaço era engraçado: a Escola de Hotelaria e Turismo é um quartel convertido, com espaços muito amplos, limpos e bastante frescos, com áreas no exterior muito agradáveis. Fiquei com muita pena de não ter podido apreciar nada disso. Fiquei com muita pena de não ter ido ao refeitório comer, pois estava esfaimada.

Queria ter muito visto a Artist Alley. Queria muito ter participado em outras actividades. Queria muito ter encontrado todas as pessoas conhecidas e dar um oi e tirar uma foto. Bem, queria ter tirado fotos às pessoas no geral. Mas não foi de todo possível.

Devia ter ido mais cedo? Sim. Devia ter ido no Sábado? Sim. Mas este evento foi-me descrito como algo que se poderia fazer numa estadia no Algarve. Eu fui de férias, aproveitei e fui ao evento. Mas parece que o que queriam era que eu fosse ao evento, aproveitar e ir de férias.

Tudo isto me deixa triste e um pouco revoltada, mas agora aprendi a lição. Vamos mas é ver...


FOTOS
(poucas)


 Ai que coisa fofa!



 O espaço!

 Bem giro, não? :)



 O backstage, que tinha este objecto estranho
 Chamo-me António




 E o palco? Jeitosinho também :)

 Esta foi a foto que tirei durante o sukito =D
 Esta foi a selfie que tirei durante o sukito! =D


Portanto, em conclusão: voltarei a este evento com todo o gosto, até porque não vi nada e gostava de ver. Levarei fatos simples sem nada que saber e perontes. Fresquinhos, sobretudo (se bem que o fato da Akari é muito fresco e muito confortável!). Peço apenas à organização que atente nos detalhes referidos e não faça do concurso uma espera permanente... Tudo de boa, ok? :)

Depois fomos jantar: estava a morrer com fome. Foi mesmo lá ao pé. A minha mãe ainda entrou no evento invocando que fazia parte dos acompanhantes de uma convidada (a minha mãe é estranha, desculpem). Achou tudo muito bizarro, como sempre. Comi um bife caríssimo e adormeci na viagem de volta. Depois, fomos para o boardwalk, onde no dia anterior havíamos visto uma estrela cadente. :)

Segunda feira foi o dia de aniversário da minha mãe. Para o celebrarmos fomos à PRAIA. Desta vez a maré estava cheia, com ondas poderosíssimas que me teriam arrastado para os confins do mundo observável não fossem os meus incríveis e caninos dotes natatórios.

Jantámos no restaurante "Vicius" de Monte Gordo, onde comemos muito bem e nos divertimos com minha mãe e seus primos que vieram de propósito ao aniversário. Depois fomos para o nosso bbar habitual, para nos despedirmos. Afinal, no dia seguinte seria dia de viagem.


O último dia passou-se a comprar alguns souvenires e a chorar por dentro. A perspectiva de voltar ao trabalho enchia-me o coração da mais pura infelicidade. Mas lá teve de ser. E agora, aqui estou eu.

Portanto, apesar de o evento não ter sido a coisa mais fascinante das minhas férias, foi uma boa experiência para saber como proceder numa próxima vez. Espero que todos se tenham divertido e feito novos amigos. Que tenham passado noites quentes e dias ferventes. Eu, por mim, tinha ficado mais umas três semanas! ;p

 ARRIVERDERCHI
<3

31.5.17

Ora Ponha Aqui o Seu Pézinho!

Ora Ponha Aqui o Seu Pézinho!
Relato da fantástica viagem desta parola e sua entidade maternal à ilha do Senhor São Miguel, com todas as atribulações inerentes a estar no meio da floresta rodeadas de água por todos os lados.

Pois bem... A minha mãe tinha de ir aos Açores a uma reunião e achou por bem que eu fosse com ela. Afinal, já tinha feito uma Viagem à Macaronésia, mas nunca tinha estado na ilha principal. Assim, aviámos malas, deixei o Qui com comida e água e tomámos um avião da Ryanair. Esta companhia fez com que viajar para as ilhas fosse muito mais acessível, embora as condições de conforto do bólide voador não sejam as mais perfeitas. Assim, eu e a minha entidade maternal, doravante conhecida como Minha Mãe, fomos separadas na viagem. Mas graças a um truque de uma entidade qualquer juntámo-nos mais tarde.

Chegámos e, desta forma, se inicia nesta saga o seu

Primeiro Capítulo
De como obtive revelações espirituais diversas

Ao chegar fomos buscar o carro que a minha mãe havia alugado com toda a antecedência. No entanto, o senhor que estava no atendimento do aluguer dos carros provavelmente sofria de algum distúrbio mental, pois na plenitude da sua má-vontade não nos queria dar o carro (previamente alugado!) sem que comprássemos um seguro cinco vezes mais caro. Após uma lavagem cerebral emitida pela minha mãe, lá conseguimos um Renault todo branquinho. Ficámos também a saber que eu não o poderia conduzir sem pagar um extra de 25€ ao dia, embora tal estivesse estabelecido quando se fez o negócio no continente. Vá-se lá saber.

Pois portanto, a primeira parte foi dirigirmo-nos a Ponta Delgada, onde a minha mãe iria ter a tal reunião. Trata-se de uma vila toda branca com as bordinhas pretas, com casinhas baixinhas. Estava tudo decorado para a festa do Senhor Santo Cristo, coisa em que as pessoas acreditam e que poderia ter tudo consequências fatais, como veremos de seguida. Em frente o mar, muito semelhante a um rio só que infinito. Por todo lado, flores e velas gigantes (penso que se chamem círios). Almoçámos num lugar chamado "A Favorita", onde comi o tradicional "bife à regional". Achei muito horrível, porque o molho é todo baseado em vinho e o bife propriamente dito não era nada interessante...

Fomos atrás de uma multidão e descobrimos uma fila para uma "roda". Ora, esta "roda" era onde punham as crianças indesejadas para serem alimentadas pelo clero, nos tempos do antigamente. Hoje em dia, coloca-se um objecto - viemos a descobrir que tem de ser dinheiro - que será trocado por um objecto sagrado de igual valor. Pensei em colocar um lenço de papel sujo, porque era o que tinha.

Vimos o lugar onde o Antero de Quental decidiu por termo à vida da sua barba e vimos também o busto dele, onde se constata que realmente tinha uma grande barba. O lugar da fatalidade é um banquinho. Queria ter tirado uma foto lá sentada, mas estava uma pessoa a olhar para o telemóvel no mesmo lugar. Lá se manteve durante toda a nossa visita ao centro.

De resto, fui reparando que a principal vida vegetal de Ponta Delgada se trata de uma espécie de árvore deficiente fística e mental, que só tem troncos enormes com folhitas na ponta.

 Árvore def



 Onde o Antero de Quental decidiu ir para outra dimensão



Entretanto, chegou a hora da reunião. A minha mãe havia conversado com um amigo dela dos Açores, o Senhor Filipe, que faz parte da Associação Espírita da ilha. Ora, como eu havia lido recentemente O Livro dos Espíritos, que até me tinha sido oferecido por tal pessoa, achámos por bem que eu tivesse uma "conversa" fraternal com ele para que pudesse esclarecer as minhas dúvidas.

Estivemos a falar mais de duas horas! Devo dizer que não esclareci muito as dúvidas (afinal, que seria de nós sem elas?) mas foi uma conversa interessantíssima. Não revelarei muito sobre o que falámos, mas foi mesmo muito curioso ver como as nossas crenças se entrecruzavam, apesar das diferentes interpretações. Fiquei mesmo com vontade de aprender mais! O Senhor Filipe foi muito simpático e ofereceu-me um livro sobre o sentido da vida. Espero ter dúvidas neste também! ;) A parte boa desta associação é que eles também têm um cariz social muito forte: alimentam os sem-abrigo da ilha, que estão todos identificados por eles, sendo que tentam prevenir situações de risco, entre outras coisas. Afinal, podemos ter uma religião qualquer: se a usarmos para coisas boas, é sempre uma coisa fixe. :)




Depois, fomos para o nosso alojamento. Era um alojamento local (uma casa reconvertida para isso), numa terra chamada Nossa Senhora do Campo. Não posso contar muito sobre ele, por ordens superiores, mas devo dizer que foi dos sítios mais relaxantes que visitei nos últimos tempos. Se ficasse lá uma semana teria vindo recuperada de todas as minhas maleitas! Deixo-vos só a vista da janela do nosso quarto:



Claro, fui tirando muitas fotografias dentro do carro. Esta terra é pequenina e não tinha absolutamente ninguém. Tinha uma estátua dedicada à raça de cães típica da ilha, o Fila de S. Miguel. Como tenho um paciente dessa raça, achei muito engraçado! Além disso, vi um destes em bebé a passear com uma mitra e disse olá. Curiosamente, fui reparando, ninguém nesta ilha se vestia bem. Era tudo chunga.





Fomos jantar ao restaurante O Jaime, que tem várias sucursais todas chamadas Jaime por toda a cidade. Infelizmente, o Jaime propriamente dito teve alguns problemas pessoais e entretanto dedica-se à bebida. Portanto, o restaurante estava completamente vazio. O que era um pouco triste, porque o senhor era muito simpático e a comida estava boa. Embora...! Bem, eu comi uma coisa muito, muito estranha. Era uma fritada de peixe e eu pedi aquilo convencida que seria algo semelhante a douradinhos Pescanova. Mas eram pedaços aleatórios de quatro peixes diferentes, incluindo uma cabeça. Estava muito bom, apesar de tudo, eram peixes muito saborosos e dava para distinguir perfeitamente o sabor de cada um. Só não comi a cabeça, porque nem sequer sei como é que aquilo se arranja.




Depois fomos dormir, em preparação para um fantástico....

Segundo Capítulo
De como nos perdemos na montanha arriscando as nossas próprias vidas

Neste segundo dia da nossa estadia, experimentámos um excelente pequeno almoço composto de queijos variados, pães açoreanos, ovos cozidos  e outras coisas diversas que eu não sei o que eram. Depois, seguimos viagem.

Primeiro fomos tomar café à Caloura. Tem o mar e o mar faz uma piscina. E tem pedras.


Ora, uma das características essenciais desta ilha é que todos os lugares que não são perto do mar são montanhas. Montanhas com 200% de inclinação, ao que parece, porque íamos morrendo e não haveria ninguém para contar a história. A minha mãe lá foi conduzindo, curva a curva, subindo longamente as imensas florestas, encontrando gado vacum vadio, tractores vacuns vadios e autocarros completamente descontrolados. Curiosamente, a técnica de condução da minha mãe inclui apitar em todas as curvas e entrar nelas em contra-mão, o que torna tudo ainda mais excitante do que seria se não corrêssemos um perigo mortal.

Assim, chegámos à nossa primeira lagoa: a Lagoa do Fogo.





Depois descemos tudo outra vez.


Fomos a Ponta Delgada outra vez, para comprar umas coisas e souvenires, coisas que só há lá (apesar de não serem muitas, são giras).

Depois subimos tudo outra vez.


E chegámos às Sete Cidades. Existe um miradouro onde dá para ver as duas lagoas, a verde e a azul, as duas juntas. Mesmo ao lado está um proto-hotel gigantesco, abandonado, que deve ser fascinante. Claro que ninguém me deixou lá ir...





Depois fomos almoçar a um restaurante junto das lagoas, chamado S. Nicolau. Pedi hambúrgueres de novilho. Repare-se: de novilho. Ora, estando nos Açores e dizendo "de novilho" na ementa, seria de esperar que fosse um novilho nascido, criado, brutalmente picado e transformado em habúrguer, tudo nos Açores. Mas não. Era um hambúrguer congelado da Iglo. Além disso, a minha mãe comeu umas lapas que pareciam estar mais que passadas, com um cheiro horroroso.

Mas vimos as lagoas de perto. :)







Posteriormente, voltámos a subir a montanha. Fomos parar lá não sei onde, mas subitamente vimos uma placa que indicava outra lagoa: a Lagoa do Canário. Estava bem escondida, mas encontrámo-la!|





Depois... Já sabem? Pois é. Descemos tudo outra vez! =D

Fomos parar a um Farol, que estava fechado e não tinha grande graça. Começámos a reparar em outros carros alugados: todos com matrículas novas e de cores claras. Quando estávamos a sair do Farol, chegaram dois desses.





Regressámos a base. Adormeci uns minutos. Mas logo depois tínhamos de acordar, pois havíamos combinado com o Senhor Filipe jantar na Ribeira Nova, num restaurante que ele conhecia. O restaurante chamava-se Alabote e comi maravilhosamente bem. Partilhei com o Senhor Filipe uns filetes com molho de manga e um folhado de cherne. Tudo óptimo, óptimo, óptimo!



Após tão cansativo dia, caímos na cama e roncámos. Para seguirmos para o

Terceiro e Último Capítulo
De como visitámos o habitat natural do pum e apanhámos uma carga de nervos.

No terceiro dia, só tínhamos até meio da tarde para podermos ver mais coisas. Então, decidimos ir às Furnas. A principal característica das Furnas é que se trata de um local onde o planeta está a dar puns. Cheira tudo a pum e saem puns da terra. As pessoas utilizam os puns da terra para cozinhar cozido. Tem de se ter muito cuidado para não cair lá dentro, ou ficamos cozinhados também. Em frente deste rabo do mundo, está uma lagoa, a Lagoa das Furnas.









A minha mãe quis mostrar-me as Termas Dona Beija. Um sítio muito bonito, fez-me muita pena não ter nem fato de banho nem a depilação feita... Águas termais, quentes (piscinas a 39ºC) e um ambiente lindíssimo!






Almoçámos no restaurante Miroma. Finalmente, FINALMENTE, comi o bife que merecia. Finalmente! Estava tão tenro e tão bom e tão bom!

Para finalizar a viagem, fomos ao Jardim Botânico Terra Nostra. Foi das coisas mais maravilhosas que vi. A qualquer momento poderia aparecer uma fada ou outro mito qualquer. Tirei mil milhões de fotos e ficava lá a viver para sempre!















E chegou a hora de voltar para casa! E aqui foi a parte mais enervante: as senhoras da Ryanair, em vez de fazerem o check-in como pessoas normais, começaram a fazê-lo um a um a todas as pessoas da sala de espera, até as que estavam sentadas! O voo atrasou-se, foi o caos! Depois, dentro do avião, uma senhora insistia que queria ficar junta com a sua mãe, mas ninguém dava o lugar ao lado, pelo que se empatou ainda mais o descolar: as pessoas não se podiam sentar! Também foi o caos! E, chegadas a Lisboa, uns idiotas de uns turistas queriam-nos roubar o táxi! Baaaaaah

Mas foi uma viagem muito boa e, sobretudo, muito relaxante. Quero voltar lá com vocês todos! =D