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8.11.17

Jean-Charles, Amor de Calções

Jean-Charles, Amor de Calções
Onésimo Teutónio de Almeida
2012
Conto

Nunca tinha lido nada deste autor, considerado um erudito no campo do estudo da literatura portuguesa, mas devo dizer que não fiquei nada satisfeita com este conto.

Um estudante troca e-mails com o seu orientador de tese, um tal Alberto, tentando convencê-lo a escrever um conto ou um romance ou o que seja sobre as aventuras de Miguel, misteriosa personagem, filho de Alberto, sempre com uma resposta na ponta da língua.

Aqui, o principal problema é que não sabemos a idade de Miguel. As suas respostas são muito sofisticadas para uma criança (embora possamos argumentar que não se trata de uma criança normal), mas são demasiado infantis para um jovem adulto.

Assim, mesmo que isto seja um relato real de um filho do autor, o realismo cai de borco e o interesse pelas histórias de Miguel desaparece progressivamente. A parte do conto que achei mais interessante foi, na verdade, a discussão académica propriamente dita.

Mas não descarto a possibilidade de ler outras coisas deste autor.

4.4.17

A Balada da Vala dos Velhos

A Balada da Vala dos Velhos
JP Simões
2013
Conto

Quando eu era miúda, tinha a mania de escrever histórias baseadas em livros, filmes, letras de músicas e videoclips. Em que é que isso consistia? Consistia em descrever a coisa contada no livro, filme, música ou clip à minha maneira.

Neste conto JP Simões, que penso que seja adulto, faz a mesma coisa. Descreve, à sua maneira, um filme (que realmente existe, pois já o vi, embora não recorde o nome). É sobre um velho que cria um lar de velhos onde tudo é diversão, meninas e vinho verde, até se cansarem e morrerem, ou morrerem de cansaço.

Como vêm, contei a mesma história em muito menos palavras.

Um conto inútil, pretensioso e mal escrito.

Dama Polaca Voando em Limusine Preta

Dama Polaca Voando Em Limusine Preta
Lídia Jorge
2013
Conto

Um curto conte de uma das minhas autoras portuguesas preferidas.

Uma senhora é obrigada a ir para o aeroporto numa limusine. Com o motorista, percorre estradas geladas, imaginando o final da viagem, acompanhada pelo estranho discurso do motorista. Diz ele que ela é igual à sua falecida esposa.

O conto é simples e não tem exactamente um enredo. A sua principal qualidade é a descrição do ambiente frio, soturno, assustador. A perturbação da senhora quando confrontada com as palavras do motorista, as expectativas do que poderá vir a acontecer: será que ele lhe vai fazer mal? Será que vão chegar ao destino?

As críticas principais a este conto, indicam que não traz nada de novo. Mas um conto não precisa de trazer nada de novo. Basta contar uma história. Basta relatar um momento. E, neste caso, o momento é surreal. Estranho.

Eu, por mim, gosto disso.


23.12.16

A Terrível Criatura Sanguinária

A Terrível Criatura Sanguinária
Nuno Markl
2006
Conto

Todos sabemos que Nuno Markl tem jeito para fazer rir as pessoas. Por pior que digam dele, sempre o acompanhei (ainda antes dos famosíssimos programas, ainda ele era meu vizinho ali nas vivendinhas) e sempre o achei uma pessoa muito simpática. Assim, estava um pouco ansiosa quando comecei a ler este seu conto do conjunto dos Contos Digitais DN, porque não sabia muito bem o que esperar dele.

É um conto com a sua graça, sobre um escritor que precisa de escrever sobre criaturas sugadoras de sangue e sexo com ditas criaturas. O ambiente formado é original e engraçado, sendo que o personagem tem caracterização bastante para que nos possamos identificar com ele.

Não é um conto com as piadas típicas e que faça gargalhadas descompensadas, sendo que o final é também bastante previsível. Ainda assim, pode dizer-se que é bem amigo. :)

Parece-me que - tal como muitas coisas - teria beneficiado bastante de mais desenvolvimento, de uma continuação, de mais páginas. No entanto, a conclusão não permite de todo uma sequela. Penso é que o mundo retratado (em que é toda a gente monstro) poderia ter sido muito melhor aproveitado.

6.9.16

Cidade Líquida

Cidade Líquida
João Tordo
2012
Conto

Um conto da colecção "Contos Digitais DN". Já havia lido um livro deste autor e saquei este conto para conhecer um pouco mais sobre ele, mas não se pode dizer que tenha gostado muito.

É um conto aparentemente inserido dentro de uma história maior, como se fosse um capítulo de uma narrativa longa, mas que - assim em separado - parece totalmente sem rumo e sem objectivo. 

Grande parte do conto é passado a descrever um filme que, existindo ou não, parece um pouco irrelevante para o caso em questão, que é quando a personagem encontra um dos actores do filme. O processo catabólico do desenvolvimento do personagem é incompleto e aparenta não ter sido pensado na sua totalidade. A imagética utilizada para os momentos paisagísticos também dá esta sensação.

Quase que riscaria este autor da minha lista, mas não tenho a coragem.

10.3.14

Coisas que Acarinho e me Morrem Entre os Dedos

Coisas que Acarinho e me Morrem Entre os Dedos
Dulce Maria Cardoso
2012
Conto

Ora bem, com a adição do Kobo na minha vida, este blog agora terá mais uma vertente literária. A dos contos. Eu não tenho por uso ler contos que encontro na net, apesar de gostar que leiam os meus, simplesmente porque gosto de separar os meus momentos de leitura dos meus momentos de estar na net. Mas agora com o bicho digital, posso lê-los nos meus espaços de leitura (autocarros, mesa do trabalho à hora de almoço, etc.) Assim, escrevo aqui um apelo-barra-oferta:

Novos escritores, enviem-me os vossos contos ou e-books e eu terei todo o gosto em lê-los. A leitura poderá não ser imediata, porque as minhas escolhas do "próximo a ler" são bastante ecléticas, mas serão lidos mais tarde ou mais cedo. E, para mais, irei comentá-los neste espaço e poderão usar isso como crítica (construtiva, espero eu). :) Por isso, bring it on!

Sobre este conto: foi a minha primeira experiência com esta autora tão aclamada. Gostei bastante e fiquei curiosa em relação às suas outras obras. É um conto muito moderno, que faz referência aos nossos hábitos do agora. O de acordar e ir à net, o de perder tempo e estar na net. Também reflecte sobre a ansiedade que nos assola e que nos provoca isolamento e na relação que a informação que encontramos online tem com o facto de não conseguirmos conhecer as pessoas.

É isso o que é importante, talvez a ideia que tinhamos das pessoas antes de as conhecermos, e que se perde por entre os dedos. Assim, o conto é muito forte e muito triste. Ficará certamente na memória e mal posso esperar para ler mais da autora!