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15.6.16

Hyouge Mono

Hyouge Mono
 Mashimo Koichi - Bee Train
Anime - 39 Episódios
2011
6 em 10

Também há algum tempo que não falava de animus, mas a verdade é que me demorei bastante neste... Simplesmente, nunca me apetecia vê-lo. Não que tenha sido excepcionalmente longo, 39 episódios não é nada, mas... Não me apetecia vê-lo.

Então e porquê?

Este anime é passado na época dos samurais, com suas guerras e seus problemas, mas com uma pequena variante: o personagem principal gosta de chá, de fazer chá e de coleccionar artigos relacionados com chá. Fora isso, foi dos animes mais aborrecidos que vi ultimamente. O que me choca, porque a maioria dos meus amigos lhe deu um sólido 10/10, que eu não consigo compreender de forma alguma.

Para começar, estes personagens falam. Falam e falam. Passam o anime inteiro a falar. Falam de quê? De nada que interesse. A sua caracterização perde-se pelo meio de milhares de palavras que, para mim, não fizeram sentido algum. Os diálogos eram ininteligíveis e nada ajudados por um conjunto de vozes perfeitamente desapropriado. Todos os personagens pareciam falar de todos os assuntos com uma pontada de ironia cómica, que ficaria bem se se tratasse de um anime de comédia mas que acaba por ficar contra-natura num anime que tem intenção de ser um relato mais ou menos regular da vida e obra de um personagem em particular.

O mesmo acontece com as expressões dos personagens. Dentro do contexto, aparecem absolutamente descabidas. As personagens, juntamente com o design, aliadas às vozes, tornam este anime de conversação numa experiência absolutamente bizarra, porque as coisas não jogam umas com as outras de forma alguma.

Se temos um conjunto de designs fiéis à época que se pretende retratar, temos também alguns momentos de animação digital que, estando bem feitas, não estão integradas no resto do anime e destoam em absoluto. Mais um elemento que torna este anime de chá numa verdadeira sopa fria.

E o facto final que se adiciona a este cozido de nhanha é a música. Certamente que em alguns contextos históricos a utilização de música pop funciona pelo contraste. Mas aqui é simplesmente anti-climática. As peças, individualmente, são bastante interessantes. Mas dentro da série não têm nada a ver com nada.

Assim, este anime poderia ter sido excelente se, simplesmente, fosse completamente diferente. Parece-me a mim que, na minha opinião, falharam em juntar todo um conjunto de aspectos que, separadamente, funcionariam bem. No entanto, acredito que para os meus amigos do 10/10 seja precisamente este facto que os fascinou.

22.9.15

.hack//Sign

.hack//Sign
Sawai Koji - Bee Train
Anime - 26 Episódios + 2 Specials
2002
6 em 10

Quando se fala de animes de fantasia e de animes de inserção em jogos de computador, .hack//Sign vem sempre à baila como exemplo fulcral deste "género" (se é que podemos chamar um género). Finalmente me calhou a vez de o ver e, devo dizer que não o posso considerar exemplar, apesar de ser original de certa forma.

Estamos dentro de um jogo, The World. Como é que lá estamos não é muito explicado, não se fica a conhecer muito bem o sistema de jogabilidade e tudo isso. Mas é um MMORPG passado num universo fantástico. Ora, neste universo há uma personagem, uma pessoa, que não consegue fazer log-out. E, para além disso, tem todas as suas memórias numa misturada. É procurando resolver o problema deste personagem (e também procurando uma tal chave) que um grupo se reúne e vive aventuras diversas, enquanto se encontram, desencontram e fazem novos amigos. Apesar de parecer algo muito infantil, a narrativa é bastante sólida e a premisa original. Infelizmente, o facto de "The World" ser um jogo acaba por ficar para trás e o anime dedica-se mais a mostrar um pouco sobre as persoanagens. Nesse aspecto, ficou aquém das expectativas.

Os personagens são coerentes e bem construídos, evoluindo ligeiramente à medida que se conhecem melhor e estabelecendo laços sociais. A história do nosso personagem principal acaba por ser um pouco previsível, assim como o seu desenvolvimento se torna um pouco errático com o passar d tempo. Todos os outros têm em si grande simplicidade, mas são agradáveis e acabamos por gostar deles. Trata-se de um conjunto de personagens muito reduzido, pelo que é fácil reconhecer as suas tarefas dentro do contexto narrativo. Na verdade, até teria sido melhor haver um pouco mais de variedade de pessoas: todos os que aparecem têm roupas que são variações das do grupo principal, demonstrando que neste jogo não há grande varieade no aspecto, e quando aparecem não fazem nada de importante que nos ajude a compreender melhor o universo em que estamos inseridos.

A arte e animação não estão más para a época, apesar da paleta de cores muito escura. Os cenários poderiam ser um pouco mais detalhados e, como disse, há pouca variedade no design dos personagens. Não existem muitas cenas de acção em que possamos observar uma animação espectacular mas, no geral, está aceitável.

Finalmente, a música. Tenho a dizer que a banda sonora está muito interessante e variada, com sons corais que são muito agradáveis. No entanto, a altura em que cada música aparece está um pouco desregrada e muitas vezes estas peças tão curiosas acabam  por ser anticlimáticas.

Teria sido um anime muito melhor se tivesse feito uma maior exploração do universo e se se tivesse focado mais nesse aspecto. Tal como está, não passa de mais um simples anime de fantasia.