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6.5.16

Pulp

Pulp
Charles Bukowski
1994
Romance

Informo que, até notícia em contrário, estou de regresso às leituras no meu Kobo :) Antes deste li um curto discurso de José Saramago, que achei que não valia a pena comentar aqui por tão curto que era. Assim, passo logo adiante para este livro de Charles Bukowski, o último que escreveu e o primeiro que li.

Por mais que os americanos da internet digam que este autor é um génio da contemporaneidade, esta obra não o prova e poderá mesmo dizer muita coisa em contrário a essa suposição. Em "Pulp"temos um estereótipo da chamada "pulp fiction", que apesar de tudo brinca consigo próprio, mas está escrito sem planificação e sem contexto, pelo que a leitura acaba pro se tornar um pouco confusa e inconsequente.

Seguimos os últimos dias da vida de Belane, um detective falhado encarregado de encontrar uma série de coisas. À mistura temos a Dona Morte e aliens. Tudo parece ter sido criado em cima do joelho (do tipo "ora, não sei o que fazer a esta gente, deixa-me cá meter uns aliens") e o personagem acaba por não ser representativo. Dizem alguns comentários que este livro simboliza a aceitação do autor relativamente à sua própria morte, mas será que isto valida o facto de ser considerado uma obra excelente, quando não o é tecnicamente nem emocionalmente?

Enfim, fico desejosa de ler o outro livro de Bukowski que tenho no Kobo, para por os pontos nos iis.

25.10.12

Geração Beat

Geração Beat
Jack Kerouac
Dramaturgia
1957

Eu tinha curiosidade em ler Kerouac desde que vi a referência num livro de Murakami. Assim, quando encontrei este autor num maravilhoso sebo, a apenas 9 reais, não resisti a trazê-lo.

Mas tive de me informar o que é efectivamente a Geração Beat. Diz que são um grupo de artistas dos anos 50 que viviam em comunidades, isto é, freaks. Vieram a dar os Beatles e os hippies, e o chamado movimento contra-corrente. Esta peça é suposto ser a encarnação disto.

Mas não é. Uma data de personagens, gente pobre e simples e bêbada, tem conversas sobre corridas de cavalos. E sobre a vida, mas essencialmente corridas de cavalos. As considerações filosóficas sobre deus, sobre o budismo, sobre santos, sobre a sorte, etc., parecem estar ali metidas a martelo. Os próprios personagens são irreais, pois sendo ao início caracterizados como um grupo de bêbados ignorantes metem-se logo a jogar xadrez enquanto comem ovos estrelados e a tecer opiniões existencialistas injustificadas.

Talvez seja também da tradução, mas não gostei nada da maneira desta gente falar.

Além disso parece ser uma peça dificílima de encenar, tem montanhas de gente, montanhas de gente que não interessa a ninguém, tudo isto se poderia resumir a quê, três ou quatro personagens? E montes de cenários e tralha desinteressante.

Tenho de ler um livro propriamente dito do Kerouac para ter uma opinião válida, mas não gostei desta primeira experiência.