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10.8.16

Barry Lyndon

Barry Lyndon
 Stanley Kubrick
Filme
1975
7 em 10 
 

Como alguns saberão, os filmes de Stanley Kubrick vêm sofrendo uma remasterização e nova audição em cinemas de todo o mundo. Barry Lyndon veio a Portugal por alguns dias, no Cinema Ideal, e não podia deixar de ir ver. 

Primeiro, um comentário sobre este cinema, ao qual nunca tinha ido. É um cinema "à moda antiga", como já é raro de encontrar! Gostei muito. :) Só tem uma salinha pequenina, som stereo, com plateia e bancada, um barzinho e restaurante. Muito agradável!

Quanto ao filme, irei enumerar alguns aspectos que apenas reparei nesta segunda visualização. Primeiramente, a caracterização da época é muito mais irónica do que se poderia pensar. Patente nisto é o facto de todas as lutas, até mesmo batalhas entre exércitos, serem extremamente "organizadas", cheias de regras e protocolos que, na verdade, acabam por tornar tudo ligeiramente cómico (apesar de serem situações muito sérias),

É esta ironia no retratar da época que torna o filme único, sendo que desta vez me pareceu que todos os personagens trabalham para isso, numa adaptação fiel ao espírito do livro que a inspirou. Outro dado que me parece muito interessante é o detalhe no guarda roupa e na maquilhagem, que permite uma extrema expressividade nos momentos com menos luz. Recordemos que este filme foi todo gravado com luzes naturais, o que até aos dias de hoje continua a ser revolucionário.

Finalmente, reparei também que houve alguns minúsculos detalhes que ficaram descurados. Nomeadamente, violoncelos em vez de gambas e o facto dos livros que estas pessoas lêem serem todos velhos (na sua época deveriam ser novos, não?) Mas tudo isso é apenas para um olhar demasiado clínico. ;)

Aproveitem enquanto o filme está no cinema, porque vale realmente a pena. Esta versão remasterizada traz todo um novo detalhe em termos de cores e banda sonora que, até para quem nunca viu o filme, se torna numa experiência fantástica!

14.11.15

Barry Lyndon

Barry Lyndon
W. M. Thackeray
1844
Romance

Comprei este livro (com uma edição diferente da desta imagem) na Feira do Livro, por influência do Qui. Bem, mais ou menos. Algum tempo depois de ver o filme fiquei sabendo que é um dos preferidos da personagem em questão. Assim, quando vi o livro à venda, pensei em cultivar-me e ver esta outra perspectiva.

Em comparação com este livro, o citado filme toma muito poucas liberdades, embora tenha identificado três momentos chave em que Kubrick interpretou os eventos de maneira muito diferente. De resto, é um retrato muito fiel desta narrativa.

De resto, trata-se de um conjunto de memórias de vida de um fidalgo imaginário. Este homem é, supostamente, um nobre arruinado e sem nome, mas que tudo faz para recuperar os seus domínios e enriquecer. Infelizmente, tem uma tendência enorme para esbanjar o dinheiro (somas avultadas) que vai adquirindo em coisas perfeitamente inúteis, como a renovação megalómana de um castelo, roupas da moda ou, simplesmente, em apostas que vai perdendo ou ganhando conforme a sua sorte.

O livro é narrado pelo próprio personagem, que se refere a si próprio sempre com grandes atributos. Mas à medida que a história vai acontecendo, vamos percebendo que este homem não é propriamente uma boa pessoa. Com isto, temos momentos de muito humor e que me levaram mesmo a algumas gargalhadas públicas enquanto lia o livro no autocarro.

Trata-se também de uma sátira disfarçada à nobreza deste século, em que se coloca em oposição esta nobreza "falsa" contra a verdadeira, a dos príncipes e princesas que, essencialmente, ignoram o personagem apesar de este não o admitir.

Um livro muito divertido, cujo filme complementa. E, depois de o ler, percebi como a banda sonora deste era perfeita!

3.6.12

Barry Lyndon

Barry Lyndon
Stanley Kubrick
Filme
1975
7 em 10

Ok, depois de ver este filme ardem-me os olhos. Foram quase três horas a olhar para a televisão, com uns breves intervalos para um xixi, para encher o copo com água, para comer açúcar e controlar um ataque de soluços e para comer o meu lanche. A sério, está-me a ser difícil olhar para o ecrã agora. Deveria descansar, mas eu não sei fazer coisas que não exijam usar os olhos...

Mas, bem, foram quase três horas muito bem passadas. Barry Lyndon é um filme lindíssimo e só por isso vale a pena. A dedicação que foi dada a esta peça do cinema vale por tudo.

É a história sobre a ascensão e queda de Barry Lyndon, um jovem labrego irlandês que após muitas reviravoltas acaba casado com uma mulher riquíssima e muito bem vestida. Andou na guerra, tornou-se croupier de mesa de jogo, virou lascivo e conquistador, virou bom pai e depois acaba só e infeliz. O filme, dividido em duas partes, detalha todos os passos definitivos do personagem, que evolui de forma graciosa e demonstra um cartel completo de emoções, com interpretação bastante boa mas um pouco indiferente. O texto tem os seus momentos irónicos, o que torna o filme um pouco mais fácil de digerir. É um pequeno "twist" Kubrickiano e torna o filme único.

O que faz este filme distinguir-se são as imagens. Kubrick revolucionou um pouco o cinema com este filme ao usar uma nova raça de lentes para filmar cenas apenas com luz natural, e o resultado é maravilhoso. As paisagens aparecem com uma fotografia clara e bela, que nos transporta imediatamente para lá. Os interiores estão decorados de forma riquíssima e as roupas, segundo consta, foram feitas exactamente nos conformes da época (o que é bastante difícil e dispendioso). Todo o ambiente é um luxo e nenhum detalhe é esquecido.

A música é detalhada e bastante divertida, o que adiciona aos pequenos momentos do texto.

Pena que seja tão longo, ou estaria pronta a recomendá-lo a toda a gente. Assim, fiquemos por coisas mais fáceis, como o mais recente Maria Antonieta.