10.3.16

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Dona Flor e Seus Dois Maridos
Jorge Amado
1966
Romance

Como gosto do autor, pedi para receber este livro pelo BookCrossing. No entanto, não estava à espera que fosse tão grande e estive sempre a adiar a hora de o ler. Agora, finalmente terminei.

Esta romance conta a história de Dona Flor, que era casada com Vadinho, um escroque de todo o tipo, viciado no jogo, que só lhe fazia mal. Quando, inesperadamente, ele morre, Dona Flor faz o seu luto e - um ano depois - volta a casar-se. Desta feita com Teodoro, farmacêutico, um homem às direitas. Mas à noite, ela sente a falta de mais actividade... O que virá a acontecer?

Vem na sinopse, mas não vos vou contar, porque isso tira metade da piada do livro. A verdadeira acção só acontece no último quinto do livro. Até lá, sucedem-se descrições de todo o tipo, com uma cuidada caracterização das personagens, em que há mesmo a utilização de outras personagens para definir aquelas que virão a ser as "principais". Estas descrições imersivas e profundas levam a que haja também a caracterização da própria sociedade, naquela cidade, num detalhe quase queiroziano.

Felizmente, é tudo muito colorido e divertido, cheio de cheiros, cheio de comidas que aparentam ser deliciosas (embora eu nunca me visse a comer um cágado). No entanto, pareceu-me que o vocabulário era bastante limitado, havendo palavras repetidas até ao enjoo, como por exemplo: "vadiar", "castelo", "mulher-dama", "xoxota", etc. Curiosamente, todas palavras de cariz semi-pornográfico. Esse elemento aparenta ser muito importante para o desenvolvimento das personagens, o que acaba por ser um pouco limitativo nas suas personalidades.

No entanto, acabam todos felizes e isso é o que interessa :) Agora, que farei eu com este livro? :o

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