30.5.12

Kyou Kara Maou 3rd Series

Kyou Kara Maou 3rd Series
Nishimura Junji - Studio Deen
Anime - 39 Episódios
2008
4 em 10

É com grande pena minha que me vejo obrigada a dar um 4 a esta série. Eu desde o início (a primeira season, salvo seja) que gosto muito de Kyou Kara Maou. É uma série muito engraçada, cheia de homens bonitos (oh, Gwendal da minha vida!). Mas esta última season falha em todos os aspectos.

No início tínhamos uma história, um jovem que descobre que é o rei dos demónios num universo paralelo. Depois tivemos as suas aventuras, cada uma com a sua história. Depois tivemos uma segunda season que também tinha uma história. E agora, que é feito da história? A primeira metade da série é um revisitar aos personagens das seasons anteriores, puro material de filler. Tem alguns momentos engraçados, mas foram episódios completamente desnecessários. Depois metem-me ali uma história a martelo, uma história previsível com personagens insossos, só para fazer figura. Os gags recorrentes param de aparecer, quando menos esperávamos. E há elementos que me parecem cópias de outros animes (Aoi Kaze? Parece-se muito com um certo Akai Kaze? Será que isto do Kaze é uma coisa japonesa? Haverá um Midori Kaze? Um Momoiro Kaze?)

Os personagens, aparecem todos uma e outra vez, mas não há nada que os distinga das primeiras seasons. Em quase 70 episódios, Yuuri continua a ser o mesmo tótó amigo do seu amigo que quer a paz e o amor. Os outros personagens aparentam ser apenas um suporte, servem simplesmente para amar Yuuri, para salvar Yuuri e para aconselhar Yuuri. Não existem por si próprios.

A arte é deprimente. Para uma coisa produzida entre 2008 e 2009, a animação é horrorosa, cheia de erros, pouco detalhada, com uma direcção básica. As cenas de acção são de bradar aos céus.

A música é muito variada, mas também é muito básica, não se distingue de outra música de outro anime qualquer. Mas ainda assim é a melhor parte deste anime.

Eu gosto de KKM, mas se quero ser objectiva não lhe posso dar um rating melhor que este. A qualidade desta série diminui ao longo das seasons, mas um fã vai sempre gostar.

29.5.12

A Lição



Gostaria de vos convidar a assistir à minha nova peça de teatro, Produção do Grupo de Teatro de Antigos Alunos do Externato Marista de Lisboa

Dias 1 e 2 de Junho e 8 e 9 de Junho
Externato Marista de Lisboa (Ginásio)
21:30

A ENTRADA É GRÁTIS


É uma peça muito divertida que explora as ligações de dominância entre alunos e professores e também a incompetência de ambos no que respeita à sua inserção na sociedade.

VENHAM VER-NOS E DIVIRTAM-SE!


 

Juntem-se ao nosso evento no Facebook!
http://www.facebook.com/events/439287966090264/
 

AINDA VÃO A TEMPO DE ASSISTIR A ESTA GRANDE LIÇÃO!

Ficam aqui algumas fotos para dar água na boca, dos primeiros dois dias. A estreia correu muito bem, estávamos com a energia toda. No segundo dia, por falta de público, não foi tão bom como podia ter sido, mas ainda assim foi um espectáculo aceitável.

DOU-LHE UM 10 EM 10!




Mais um dia de sucesso!
O terceiro dia da nossa peça foi o máximo!
Imenso público, imenso público a rir. Apesar de isto não ser uma comédia. Apesar de até ter o seu lado trágico. Mas é absurdo. É uma maneira de falar das coisas completamente diferente. Exploramos as falhas na educação, a incompetência de professores e alunos, o exercício da dominância intelectual e sexual daqueles com poder sobre os que nada podem fazer.

Em breve teremos vídeos!

Ainda vão a tempo de assistir a esta grande peça! Foi muito trabalho ao longo de muitos meses e, para o dia final, ficaríamos muito felizes de ter outra vez uma sala cheia de público amigo! :) 

28.5.12

A Janela em Frente

A Janela em Frente
 Ferzan Ozpetek
Filme
2003
6 em 10
 
Um filme Italiano que a minha mãe comprou com o jornal ou outra coisa semelhante. Pelo resumo na caixa, pela capa e pelo título imaginei logo que fosse uma imensa e grandessíssima seca, mas - felizmente - não é. É um filme calmo, mas é interessante.
 
A cena inicial é misteriosa e dá o mote para o resto do filme. Vemos um padeiro a assassinar outro padeiro e a correr por Roma afora nos anos 30. Depois vemos, na era actual, um casal a discutir e a encontrar um velhote perdido na rua. O que o público quer saber, então, é qual a relação desta gente com a cena inicial. É uma relação bonita, que explora temas como a guerra, a aceitação social e a homossexualidade. Neste aspecto o filme é bastante bom.
 
No entanto, temos uma história paralela que me pareceu completamente desnecessária. A mulher que pertencia ao casal anteriormente referido, sente-se infeliz com o seu casamento e sente-se atraída por um homem que vê na janela em frente. Este é o tema do filme, mas apresenta-se como um tema secundário que não ajuda em nada. Giovanna, a mulher, não evolui como personagem graças à relação platónica com o homem da janela em frente, mas sim graças à sua interacção com o velhote que apanha da rua. Em termos de personagens só a principal é que tem uma evolução evidente, que também está bastante realista.
 
Os actores não fazem nada de especial, especialmente ela que passa o tempo todo a gritar e a zangar-se com toda a gente.
 
Tem uns elementos de comédia no texto que estão muito bem aplicados para tornarem o filme um pouco mais leve e fácil de ver.
 
E fiquei a aprender que em italiano uma cabra é uma estronça. Haha.

26.5.12

Como Apanhar um Marido

Como Apanhar um Marido - Sem Isca nem Golpes Baixos
João Bethencourt
1968
Ensaio (acho eu, não tenho a certeza)

Vou explicar primeiro como obtive este livro. Houve uma certa vez nas festas dos santos de Almada que o meu amigo João viu uma série de livros com nomes muito estranhos. Como custavam tipo dois euros cada um, comprou uma data deles. Este meu amigo mudou-se recentemente para Cabo Verde e na sua despedida distribui os livros por todos nós. Este foi o que me calhou em sorte. Quiçá se pense que eu necessito de um livro deste género. Talvez necessite.

Infelizmente (ou felizmente), este livro não ensina como apanhar um marido. Não é, como todos pensavam, um livro de auto-ajuda. Isto é um ensaio. Vários. Sobre coisas da vida, como turistas, adolescentes e abajures.

E é hilariante. Do início ao fim. Escrito de maneira respeitosa e oficiosa trata de todos estes assuntos com o maior tacto. Não consigo explicá-lo. Por isso vou transcrever para aqui um pequeno excerto, retirado aleatoriamente do livro. Espero que gostem tanto como eu. Obrigada João.

A falta de finalidade da TV e os fenómenos bizarros com ela relacionados, alguns dos quais assinalamos neste breve e despretensioso ensaio, levaram certos cientistas mais cautelosos a duvidar da existência da televisão como tal, atribuindo os seus efeitos a um vírus.
Assim, a TV seria uma doença endémica dos grandes centros urbanos e nervosos, transmitida por receptores que têm antenas, seis patas e um grande olho branco que se torna activo, como os mosquitos, à hora do crepúsculo.
Originária do hemisfério boreal, as suas primeiras vítimas teriam aparecido na América do Norte, depois na França, Inglaterra e outros países do Mercado Comum. A TV atacaria principalmente o cérebro e o cerebelo, apresentando a curiosa capacidade de devastar tanto gente viva como gente já falecida. Isto, aliás, seria comprovado pelo facto de algumas criações das maiores inteligências da humanidade parecerem transformar-se - quando atacadas pela TV - em fantasias infantis, tolas e sem conteúdo.
De modo geral, as pessoas afectadas de TV passam horas diante do olho branco, julgando vislumbrar aí toda a sorte de imagens, fascinantes. E não apenas pe4ssoas, mas também animais domésticos, são susceptíveis à TV, como é o caso de inúmeros gatos, ouriços, tartarugas, canários, papagaios, que acabam tão fascinados como os homens.
Um dos animais domésticos que mais gosta de TV é a mosca. É impressionante o número de vezes e a pertinácia com que a mosca costuma aparecer, seja participando das imagens que os pacientes de TV (telepacientes ou telespectadores) pensam enxergar no vídeo, seja ela mesma enxergando-as como telespectadora amiga. O facto da mosca tanto gostar de TV explica-se pela especial preferência que este curioso insecto demonstra pelas coisas em ligeiro estado de decomposição.
Diz ainda o Professor Feldwebel e seus associados (autores do relato à Royal Academy of Science) que os casos de TV são ou benignos ou malignos, podendo afectar, além do cérebro, outros órgãos. Temos assim a TV pulmonar (benigna ou maligna), a TV renal, a TV vascular (que ataca a aorta e o pericárdio), a TV do duodeno e a TV ganglionar. A TV óssea é rara; não se conhece na verdade, nenhum caso.
Certos pigmeus da Austrália e algumas tribos do Brasil Central são imunes à TV. Em compensação, particularmente vulneráveis são as crianças, as donas de casa, as senhoras de certa idade e os débeis mentais.
O paciente de TV, nos casos mais agudos, deixa de alimentar-se, desinteressa-se de tudo o que não seja TV, não quer saber mais do trabalho, nem da família, e passa os dias a contemplar o aparelho, à espera dos conjuntos de imagens aos quais dá nomes exóticos.
Nos casos mais avançados, nota-se um esvaziamento geral do cérebro e uma evidente imbecilização das faculdades. O fenómeno é perceptível tanto naqueles telepacientes que pensam que estão vendo, quanto naqueles outros que pensam que estão produzindo as imagens.


24.5.12

Expomanga Madrid 2012

Expomanga 2012
Evento de Anime

Após algum tempo a pensar nisto, decidi escrever uma review sobre este evento de anime. Não escrevi sobre o Iberanime poruqe iria concerteza ferir susceptibilidades, mas acho que devo partilhar a minha experiência no Expomanga, porque foi sem dúvida o melhor evento onde estive até hoje. Espero que este relato sirva como exemplo e, quiçá, inspiração para os organizadores em Portugal. Porque eles em Espanha sabem organizar um evento. Sabem mesmo.

A aventura começa num comboio nocturno para Espanha. Era suposto levar um cosplay volumoso, que acabou por nunca acontecer (mas que vai acontecer. Um dia), por isso escolhi ir de comboio. E também porque queria a experiência de dormir nas caminhas de comboio. Bem, é horrível, essa parte não recomendo. Mas é giro. Entretanto arrivei-me a Madrid, estava à minha espera a Hota-chan, em casa de quem eu ia ficar. Depois fomo-nos encontrar com dois gajos que eu conheço de um certo clube da net, o Tjan e o Wil. Depois tive uma quebra de tensão, fomos ao Prado, ao Jardim Botânico e ao Rainha Sofia cultivar-nos e ver arte (devo fazer reviews de museus? xD) e depois chegou o dia do evento, viva!

Aqui fica uma foto do Jardim Botânico para iniciar as festividades.

Eu não consigo descrever a quantidade de gente que lá estava. Madrid é uma cidade que tem gente por todo o lado e aparentemente toda a gente foi ao evento. Estivemos 2 horas na fila para entrar (ou 1h30, mas foi neste intervalo). E à nossa volta, toda a gente de cosplay! TODA A A GENTE! A sério, atrás de nós estavam um Mark Lenders e um Benji Price. À nossa frente uma Navegante de Vénus. Cosplays muito maus, é verdade. Muito muito maus. Esta gente não sabe o que é uma peruca. E aqueles que têm peruca têm-nas horríveis, tipo da Party Fiesta. Mas, foi o que eu aprendi neste evento, o que é que interessa? As pessoas estavam todas a divertir-se! Estava toda a gente feliz! O que interessa não é o cosplau ser muito bom ou não, o que interessa é ser feliz! E, em Portugal, parece que ninguém é feliz. Por melhor que seja o fato de cosplay, se não ganhou a pessoa fica infeliz. Por melhor que seja o fato de cosplayy, se ninguém tira fotos a pessoa fica infeliz. Ora em Espanha tirar fotos era uma raridade! Passarei a exemplificar melhor noutro parágrafo.

 Paraí um décimo da fila que tivemos de enfrentar. Isto era um parque de congressos e a fila dava a volta ao parque todo

 Exemplo de cosplay bacano (Trinity Blood)

Exemplo de cosplay normal a dar para o bom. Nós não tirámos fotos a muitos cosplayers, não só porque a minha câmara morreu mas também porque a maioria dos cosplays eram tão maus que não só metiam dó como não davam vontade de tirar fotos. Mas eu gostava de ter tirado fotos a alguns, mesmo maus, porque são personagens que eu gosto!

Depois, lá dentro. Jesus. Jesus Cristo mais Maria e José. LOJAS. MON.TA.NHAS. DE. LO.JAS. Com TUDO. Manga, milhares de manga. Tanto manga que com o bilhete até ofereciam um volume (no primeiro dia ganhei GALS, no segundo Saint Seya) Bonequinhos, porcariazinhas, livros, actio figures, dollfies, DVDs, jogos, tinha tudo o que se podia imaginar. Até tinha uma loja de gomas. E um fondue de chocolate. Comprei tanta coisa que até agora estou para perceber como coube tudo na mala. E os preços. Meu deus, os preço. Comprei três raridades por preços alucinados, de tão barato era. A Hota comprou o xadrez de CLAMP por 50€. E aqui, tudo inflaccionado, que por uma mala que se estragou no dia a seguir paguei 25€...

Comida! Havia comida lá dentro! Nem sequer falo do fondue de chocolate (que estava muito bom, comi morangos com chocolate negro), era comida a sério. Tinham uma bancada com uma cozinha xdentro do evento, tinham ramen, hamburgueres, baguetes e mais uma data de coisas. Em menus super baratos. Tinham refrigerantes japoneses além de todas as bebidas normais. E, coisa que me fascinou, tinham álcool! Sake, cerveja japonesa, cerveja normal! Se eu quisesse podia ter apanhado a buba do século ali por apenas 10€! Obrigada Espanhóis, por pensarem nas pessoas bêbadas como eu! Que aqui se eu beber uma mini na Anipop já fica toda a gente a olhar de lado.

Actividades, estive depois a ver no programa que havia uma sala a passar anime, mas não descobrimos onde era. Tinha dois palcos, um a passar danças (eles têm uma coreografia marada para a  Caramelldansen) e um palco principal onde estavam as coisas importantes a acontecer. O concerto de uma ídola Espanhola que foi ao Japão (que cantava mal que se desgraçava, coitada da criatura) e concursos. 

Como eu sou activamente fumante passámos uma boa parte do tempo na rua a ver as pessoas a passar. Era um espectáculo, porque estava sempre a passar gente diferente e gente com cosplays. O meu nariz também captou o odor a flor de verde pinho, o que significa que lá também se estão a cagar para isso. :3

Vamos ao segundo dia. A Hota foi de cosplay, de Alice de Pandora Hearts. O cosplay dela era de longe um dos melhores que estava no evento, nem que seja pela adição de uma boa peruca. xD Mas, e aí está o busílis da questão, só uma pessoa lhe tirou uma foto. Essa pessoa ficou mega-feliz, é verdade, mas foi só uma. E creio saber porquê. Porque em Espanha o cosplay é uma coisa feita para si próprio, para sua própria diversão. Não é para exibição. Será que é assim que o cosplay deve ser? Eu sempre achei que o cosplay é uma actividade para o público, mas se calhar devíamos voltar atrás e lembrar-nos que antes do público estamos nós. Não é uma série de fotos que nos deve fazer feliz. É o facto de estarmos a fazer cosplay que nos deve fazer feliz. E o que importa, no fundo, é sempre a felicidade.

Adiante! Concurso de cosplay. Graças a deus (ler isto em sotaque brasileiro) conseguimos lugares sentados. Porque eram nada mais nada menos que 50 grupos de cosplay a participar! E grupos enormes, com 8, 10 pessoas! Um concurso sem limites. Sem limite de idades, sem limite de participantes, sem limite de ajudantes de palco, sem limite de tempo, sem limite de nada. Fantástico! Finalmente vi um concurso em que as pessoas puderam mesmo fazer coisas originais e divertidas, sem se preocuparem com uma competitividade excessiva e, simplesmente, a "haver fun". Os apresentadores aparentemente mudam em todos os concursos. Os deste eram pessoas divertidas, cheias de pressa mas divertidas, com piadas espontâneas e muita energia. O público, nem se compara ao de cá. Quando era para estarem concentrados estavam concentrados. Quando era para berrarem berravam. Aqui toda a gente berra a toda a hora, mesmo quando é hora de estar em silêncio. No geral, um concurso com muito mais maturidade, liberdade e originalidade.

O nosso Skit favorito do concurso! =D
No segundo dia não ficámos tanto tempo, porque já tinhamos feito as compras todas. Fiquei levemente arrependida por não ter comprado um vestido, mas custava quase 100 € e eu não tenho isso para gastar.

No dia seguinte comprámos montes de subenires e depois eu vim-me embora. Com montes de ideias, tanto para eventos como para os meus próprios projectos.

Sem dúvida inspirador, pelo menos para mim!

Vou agora postar mais algumas fotos, pelo menos as minhas preferidas. :)









 Tirei umas fotos à Hota e esta é a minha preferida. :)

 Reparem no Sonasol e no Fairy a passar. De resto este era o nosso ponto de observação e etava sempre esta quantidade de gente à nossa frente. Sempre gente diferente




23.5.12

Prince of Tennis: Another Story

Prince of Tennis: Another Story
Yamamoto Hideyo - M.S.C.
Anime OVA - 4 Episódios
2009
5 em 10

Não vou mentir. Eu gosto de Prince of Tennis. Já vi tudo o que há para trás de Another Story e sempre gostei de tudo. Mas não sei se fui eu que mudei ou se foi a série que mudou, mas acho que vou ficar um longo tempo sem continuar a ver mais Tenipuri.

Tenipuri (ou Prince of Tennis ou Príncipe do Ténis) é um anime com uma premisa muito simples: gajos muito giros a jogar ténis. Depois têm super-poderes com nomes idiotas, mas isso torna tudo ainda mais divertido! No entanto, eu continuo a preferir coisas com conteúdo. Até agora, Tenipuri sempre teve um objectivo, nomeadamente vencer a próxima equipa. Mas este OVA soube a filler absolutamente desnecessário. Sem um objectivo sem ser o fanservice e o fanservice muito mal conseguido.

Sim, apareceram todos os personagens de que gostamos. Alguns até aparecem em pequenino, ó que fofinho. Mas não. Eu não precisava de ter gasto oitenta minutos da minha vida a ver isto.

Tenipuri é uma coisa que eu gosto. Que eu gosto muito. Mas a continuar assim, acho que vou ficar só com as doces memórias e deixar de esperar pelo próximo OVA.

22.5.12

Cronicando

Cronicando
 Mia Couto
2003
Crónicas

Li alguns comentários que dizem que toda a gente gosta de Mia Couto. Honro-me de ser a excepção. Depois de ler este livro maligno, que me durou MESES dentro da mala, honro-me de poder dizer: EU ODEIO O MIA COUTO. Com todas as minhas forças. Caramba!

Porquê, digam-me, porquê? Porque é que os autores dos países africanos de língua portuguesa se RECUSAM a escrever as coisas em Português? Eu quero ler um livro em PT-PT não ém AF-PT, ie. Africanês. Sim, há umas brincadeiras de palavras que são giras. Mas brincar com TODAS as palavras? Olá? Caro Mia Couto, será o senhor um pouco demente? Tanto esforço a fazer alterações nas palavras para depois não sair nada de jeito, acho bem...

As histórias até são engraçadas. Algumas. Mas estão escritas de uma maneira tão insuportável que agora que acabei o livro só tenho vontade de o queimar e de lhe fazer uma macumba (o que é uma boa maneira de acabar com um livro africano, pensando bem :3) Sorte do livro que não é meu, é da minha irmã.

Mia Couto, NUNCA MAIS NA VIDA!

Hotarubi no Mori e

Hotarubi no Mori e
Omori Takahiro - Aniplex
Anime - Filme
2011
7 em 10

Acabei de ver este filme e a minha primeira opinião é que é muito bonito.

A arte está muito bem desenhada e é intensa, dando-nos uma boa ideia do cenário e do ambiente calmo. Também adiciona ao desenvolvimento da relação, pois é o local onde vão para se divertir.

A história é uma história de amor muito simples, um laço entre dois personagens que não se podem tocar. Os personagens desenvolvem-se segundo a sua relação e é aparente que crescem para se amar. O final, que parece ser tão odiado e forçado, foi perfeito para mim. É a consolidação do seu amor mas também uma maneira de mostrar que tudo é efémero e que os bons tempos, o verão das nossas vidas, vai acabar algum dia, muito provavelmente por uma razão estúpida.

A música é lindíssima. Cada peça é muito simples, mas a sua inclusão em cada cena adicionou uma sensação de paz e de beleza que tornou este filme numa bonita experiência.

Dou-lhe um 7, mas vou recomendá-lo!

Nota Pessoal: Um dia também quero ir perder-me para uma floresta e encontrar youkais giros.

21.5.12

Chihayafuru

Chihayafuru
Asaka Morio - Madhouse Studios
Anime - 25 Episódios
2011 
6 em 10

Mais um anime novo e famoso para eu ver, que actualizada que eu me sinto! Um anime que marca a diferença, de certa forma, e que me agradou bastante.

Isto é um anime de desporto. E o desporto é karuta. Karuta é um jogo que não interessa nem ao menino Jesus e que consiste em apanhar cartas que têm escritas a continuação de um poema que está a ser lido. Poema esse em Japonês, o que torna a prática desta actividade impossível para quem não faz ideia do que está a ser dito. Mas karuta é uma escolha muito pouco ortodoxa para anime de desporto. E com esta série percebemos que é uma actividade competitiva e que até é engraçada. Pode ser que tenha trazido novos adeptos!

Mas além de ser um anime de desporto, Chihayafuru também é um shonjo! O que torna tudo duplamente original! Chihaya é apresentada ao karuta por Arata e envolve o seu amigo Taichi. Depois separam-se. Alguns anos depois Taichi e Arata voltam a descobrir a paixão pelo jogo motivados por Chihaya. E depois triângulo-amoroso-em-que-a-protagonista-desconhece-tudo! Mas não acontece nada, o que é sempre frustrante.

Temos um conjunto de personagens bem construído e concebido, gostei de todos eles. Cada personagem do grupo principal mostra o jogo de uma maneira diferente, quer pela tenacidade e competitividade ou pelas imagens transmitidas pela poesia Japonesa.

Outra coisa que gostei foi o facto de estes personagens perderem constantemente. Ao contrário do nosso anime de desporto normal, o protagonista não tem um super talento ou poder que o faz ganhar sempre. Chihaya tem falhas que lhe permitem evoluir. No entanto esta gente é toda muito estúpida e ou não aprende quando tem oportunidade ou escolhe ignorar a oportunidade. Assim o crescimento que poderia ter acontecido a nível de personagem não acontece, de todo, e dá a ideia que eles jogam tão bem no fim da série como jogavam no início.

A arte é regular e mostra o jogo de maneira intensa e original através de novas perspectivas. Os designs são muito femininos e é toda a gente ou muito bonita ou muito engraçada, mas mantendo um certo realismo. Não há grandes cenas de animação e usam-se muitas frames paradas (sobretudo de gente a gritar, para quê?)

A música não é nada de especial. Na realidade é a falta dela que adiciona pontos aos jogos, dado que reforça o momento de concentração.

Uma série satisfatória, mas que não se excede e, portanto, será rapidamente esquecida.

19.5.12

Interstella 5555

Interstella 5555 - The 5story of the 5ecret 5tar 5ystem
Leiji Matsumoto e Daft Punk - Toei Animation
Anime - Filme (Music Video)
2003
8 em 10

Original no sítio habitual, hoje não há quotes para ninguém.

Interstella é só um music video. Muito simples e directo ao assunto. Podemos debater se a música é boa ou não, de acordo com os nossos próprios gostos, mas podemos - com certeza - considerar que é perfeito em termos de construção e execução. A forma como o álbum está organizado é também debatível e suponho que se tenha de gostar de Daft Punk para o apreciar completamente. Mas o que interessa neste music video não é se a música é muito boa ou não, ou se gostamos dela ou não. O que interessa é como funciona com a história de Leiji.

A história é extremamente simples. É uma história sobre música. Sobre tocar música de muitas maneiras diferentes, sobre gostar de música e sobre salvar música. Uma história de amor no meio, não interessa. O principal evento aqui é a música! Isto é uma celebração da música! Todos os detalhes o tornam evidente. Como o tipo mau escolhe músicos do espaço para terem sucesso na terra. Como toda a gente se está a divertir enquanto eles tocam no seu próprio planeta. Como o tipo idolatra a miúda do baixo por causa da sua música. Como toda a gente na Terra ainda os adora depois de descobrir que são azuis (e do espaço!) Como, no final, isto é só uma brincadeira de criança que estava a ouvir o álbum Discovery. :p Este music video é só sobre amar a música e sobre como a música nos conecta de tantas maneiras diferentes.

Enquanto que o design dos personagens é Leijiano, a simplicidade torna-o encantador. Os aliens são azuis, os humanos não são, quanto ao resto somos iguais. Simples e eficiente. A animação é muito cuidada e gostaria de reparar como as cenas de acção são mais focadas em dançar do que em lutar. Quando adoras música não lutas, danças!

É o tipo de anime que faz uma pessoa feliz depois de o ver, simplesmente porque é tão simples e directo. Porque é que eu não haveria de recomendar um anime que me faz feliz? De facto, porque é que eu não haveria de recomendar um anime que pode fazer toda a gente feliz? Este anime é universal. Não precisas de saber Inglês, Japonês ou Português para o entender. Não precisas de ser um crítico ou ou conoisseur para o entender. Podes ser adulto, podes ser criança, podes ser homem, mulher ou algo intermédio. A música não conhece fronteiras.

Música é para toda a gente. Interstella também.




Só pelo engraçado, aqui fica o filme resumido em três minutos. Foi um skit do concurso de cosplay do Expomanga Madrid a que fui com a Hota-chan. :)
 

9.5.12

A Conspiradora

A Conspiradora
Robert Redford
Filme
2010
4 em 10

Um filme muito, muito pobrezinho. Visto em família, e note-se que grande parte da minha família é composta por advogados.

Em A Conspiradora, acompanhamos o julgamento da única mulher acusada de conspirar para o assassinato de Lincoln. À medida que o filme passa percebemos que ela afinal é uma coitadinha que não fez mal nenhum e só queria proteger o filho, mas como a querem condenar à morte não há safa. É muito difícil estar num julgamento em que o juíz não é imparcial, né? E de história temos só isto, o advogado a lutar contra o juíz, os jurados e toda a gente, numa sequência de sessões de julgamento profundamente aborrecidas e previsíveis.

Os personagens podem ter existido, mas neste filme não são ninguém. Certo que o advogado muda um bocadinho, ele antes achava que a mulher era culpada e no fim já faz tudo para a safar. Mas fora isso, nada. Havia montes de gente que não servia para nada, montanhas de figurantes. Os actores não fazem nada de especial além de "somos uns pobrezinhos".

Não há nada que distinga este filme como uma boa produção, os cenários e as roupas provavelmente até vieram emprestados de outro filme (se não, que desperdício de dinheiro!)

Talvez para um americano este filme seja intenso e interessante, porque trata de parte da história dessa gente. Mas o mundo não é só feito de americas.

7.5.12

Gantz

Gantz
Itano Ichiro - Gonzo
Anime - 13 Episódios + 13 Episódios
2004
6 em 10

Vou resumir este anime muito rapidamente: isto é sobre um pessoal que morre e vai parar a um quarto onde uma bola preta lhes dá armas e os manda matar aliens, depois morrem todos e há montanhas de sangue e de mamas e há fatos de latex.

E eu digo-vos: adorei. Manteve-me presa à ponta da cadeira do início ao fim.

Tinha em mente ver este anime porque uma vez me sugeriram que fizesse cosplay de Kei. De Kurono Kei, diga-se de passagem, não de Kishimoto (que não há apêndice mamário suficiente). Depois de ver o anime, até estou com bastante vontade de me meter em mais um projecto impossível. Porque realmente, Kurono é um personagem interessante. Com 26 episódios apenas, considerando que isto é um manga de longa duração, não sei exactamente o que pensar, mas em definitivo é um personagem com potencial. Este fulano apresenta-se um pouco como anti-herói. Ele tem uma vida de indiferença e a sua primeira acção é fomentada não por um desejo interior mas pela pressão que o rodeia. A partir daí passamos para uma movimentação baseada no instinto de sobrevivência e no desejo sexual que, quando satisfeito, evolui para a necessidade de se provar o melhor, como um manifesto de "eu consegui isto por isso vou conseguir matar estes aliens todos". As suas acções acabam por ter uma consequência fatal, o que o faz crescer mais uma vez. Mas será isto suficiente? O personagem tem mais espaço para evoluir, mas será que isso vai acontecer? Terei de me abster.

Os outros personagens, não nos é possível conhecer muito deles. Porque, infelizmente, morrem antes disso. Kishimoto e Kato têm alguma densidade e, sendo recorrentes, podemos identificar-nos um pouco com eles. Mas acho que a identificação corre melhor com os personagens aconteceu com aqueles sobre os quais nos deram poucos detalhes. Serve para definir a sua situação e a sua função no mundo e percebemos rapidamente o quão bárbaro é Gantz ao colocá-los neste jogo. Gostava de ter sabido mais sobre o cão.

A animação não é muito consistente, mas o design de personagens e de monstros é original. Mas há um defeito muito grande neste anime, que é o abuso (e quando digo abuso é quase um favor) de flashbacks. Flashbacks de coisas que aconteceram no início do episódio, flashbacks de episódios passados, flashbacks recorrentes da infância de Kurono e Kato, flashbacks por todo o lado. Nem que eu visse este anime de 15 em 15 dias! Não é preciso tanto flashback!

Amei a OP, andei sempre a ouvi-la. O resto da música trás mais acção às cenas, mas não comove quando há mortes.

De facto, a morte neste anime sofre uma certa dessensibilização. Como toda a gente morre, sejam bons, maus ou assim assim, e todos de maneiras horríveis, é quase indiferente. Nem cheguei a ter pesadelos.

6.5.12

Romeo x Juliet

Romeo x Juliet
Oizaki Fumitoshi - Gonzo
Anime - 24 Episódios
2007
6 em 10

Para variar, um anime de que eu realmente gostei. A ponto de o ver com atenção de início ao fim! Isto é quase revolucionário! Mas, como não podia deixar de ser, é apenas mais uma prova de que nem todas as coisas de que gostamos precisam de ser de elevada qualidade.

Este anime é uma adaptação muito livre do Romeu e Julieta Shakesperiano. Quando eu digo muito livre é porque Shakespeare provavelmente ficaria aterrorizado se lhe dissessem que a história dele passou a envolver assassinatos em massa e cavalos voadores. Vamos ver as diferenças? Vamos. Ora, neste anime os Capuletos e os Montéquios não são propriamente famílias rivais. O que se passou foi que o Montéquio pai, uma criatura maligna apoiada por uma história pregressa cliché, matou os Capuletos todos. E os Capuletos, por sinal, eram os reis da terra. Sobrou a Julieta. Que se disfarça de homem e de guerreiro pela sociedade. Que conhece o Romeu. E que se apaixonam à primeira vista, isso é igual ao original. A partir daqui a história desenvolve não para uma tragédia de amor mas para uma coisa entre Joana d'Arc e Revolução Francesa. E teria ficado bastante bem se fosse só assim, mas depois houve o envolvimento com umas árvores psicopatas e a história ficou (ligeiramente, só ligeiramente) sem sentido. Ao menos o elemento trágico da morte do casal manteve-se (e isto não é spoiler, toda a gente sabe que ambos se matam no fim da história), sem suicídio mas ainda assim aceitável. Isto tudo para dizer que a história é, bem, quase uma ofensa ao desgraçado do dramaturgo que está lá enterradito, mas que ainda assim - de uma maneira muito estranha - funciona bastante bem.

A história também trás uma coisa que toda a gente adora, que é acção. Romeu e Julieta não é uma peça de teatro carregada de espadeiradas, mas com estas pequenas alterações temos a oportunidade de ver perseguições em cavalos voadores, machados gigantes em acção e muitas outras coisas divertidas que dão azo ao uso de uma boa animação, baseada em mudança de imagens. Eu não costumo gostar muito de cenas de acção, mas neste caso foram bastante refrescantes. A Julieta é uma máquina! Os designs também estão interessantes, apesar do truque do menino ser azul e da menina ser vermelha ser mais velho que Santa Ingrácia.

Gostei da música, sobretudo da primeira ED, mas ela em nada adiciona à história. Também não tira, mas não é compensatória.

Quanto aos personagens, tal como eram assim ficaram desde o início ao fim da história. Romeu e Julieta muito apaixonados, muito seguros das suas decisões, muito bons para o povo, muito amigos do seu amigo. Todos os outros poderiam ter beneficiado de um passado, já que o seu futuro não se revelou muito brilhante. Gajos giros, muitos, ainda bem. Adorei que tivessem adicionado um Shakyspear boiola, até porque serviu bastante bem como moderador e até como narrador. Uma boa homenagem.

Gostei muito, mas este anime é merecidamente um 6. Não impressiona, não é nada de especial, mas que me diverti a vê-lo é verdade.